sábado, 6 de abril de 2019

Escritoras com deficiência - Trancadas do lado de dentro!


Por Leandra Migotto Certeza*


Legenda da foto: eu junto com as mulheres da Coletiva Mamoeira durante o encontro do projeto VAI. 


Quem sou?
Mistério doce
Forma diferente por ser igual
Humana,
Calma,
Intensa,
Densa,
Ardente
Exatamente como deve ser
Se um dia aparecerei?
Não sei...
Sigo o destino de não saber se existe destino
Vivo cada minuto como se fosse o último porque ele é
Carrego comigo todas as dores e delícias de ser mulher
Imperfeita / perfeita
Por simplesmente ser
Sem medo de existir

Certo dia, eu tive a felicidade de ouvir, que quando fazemos alguma coisa é porque simplesmente precisamos fazer. O ato de compor uma música, pintar um quadro, tocar um instrumento, esculpir uma peça, escrever um poema ou um singelo texto, assim como outras inúmeras ações podem ser considerados ‘divinos dons artísticos’ ou não. Porém, a beleza está em se fazer por fazer. Pelo simples fato de exprimir uma necessidade interior que transcende a qualquer norma, conceito ou objetivo pré estabelecido.

Por isso eu escrevo! Escrevo pela paz que sinto ao colocar no papel todos os sentimentos e experiências vividas até agora. Sem se ‘pré ocupar’ com o que as pessoas irão pensar; com o que realmente se tornará um dia o meu caderno, e com o que o meu espírito tanto sonhara. Mas será que serei lida? 

A escritora Virginia Woolf brilhantemente descreveu a saga das mulheres do século XVI, não apenas para existir e sobreviver, mas principalmente para viver e se sentir realizada, como ser humano, e não propriedade e/ou ‘saco de pancada’, literalmente. Eu constato que, infelizmente, pouca coisa ou quase nada mudou desde aquela época até hoje.

Atualmente, eu ainda luto para sobreviver em uma sociedade que valoriza a força física como a principal e mais rentável forma de trabalhar; e consequentemente descarta a maioria daquelas mulheres que possuem alguma deficiência, como eu. Não tenho um “Teto Todo Meu”, mas resisto e busco a cada novo amanhecer, uma luz para continuar seguindo o que sinto ânsia em fazer: ESCREVER minhas histórias...

Histórias
Tenho que contá-las
Vim pela palavra e para ela servirei
As palavras são meu ar
Tomei coragem de encontrar a minha alma refletida...
Nas palavras, nas histórias, nas pessoas...
Como conseguiremos viver em dois mundos?

Mas em que mundo eu vivo? Totalmente excludente ainda! Não sou apenas eu quem afirmo isso, mas Kenny Fries, autor americano premiado com uma bolsa de estudos Arts and Literary Arts do Rockefeller Foundation Bellagio em 2019. As autoras com deficiência, Adrienne Rich e Lucy Grealy, fazem parte do livro: Staring Back: The Disability Experience de Inside Out (Olhando para trás: a experiência de deficiência de dentro para fora), editado por Kenny e publicado pela Plume. É a primeira antologia multi-gênero de escritores e escritoras com deficiência do Planeta!

Escritoras brasileiras com deficiência. Você sabe que existem?

No Brasil eu arrisco a dizer que a situação de abandono entre as escritoras com deficiência ainda é bem pior! Vejamos… Quem de vocês conhece a escritora com deficiência visual Bartyra Soares que tomou posse na Academia Pernambucana de Letras em 2015? O primeiro livro de Bartyra, “Enigma” foi publicado em 1976, seguido por “Sombras consolidadas”, em 1980. A autora publicou, posteriormente, outras nove obras. Bartyra também tem poemas publicados em diversas antologias, revistas e jornais. Como contista e poeta, já recebeu quinze prêmios literários!

Creio que vocês também não saibam que outra autora com deficiência visual, Lídia Maria Cardia lançou seu primeiro livro de poesias: “Apenas Um Minuto”, durante a abertura da 36ª Semana Literária & Feira do Livro do SESC SP em 2017? Sobre seu livro, ela diz que os poemas são baseados em personagens comuns à nossa sociedade: “nem todos os personagens sou eu, muitas vezes eu narro histórias sobre as mulheres, o que elas vivem, o que passam, os mendigos, as crianças, mãe solteira, os namorados”. E seu processo criativo não espera hora nem lugar: “escrevo no ônibus rascunhando, nas madrugadas, se eu acordo com aquela intenção, levanto escrevendo e vejo o sol nascer”.

Outra importante jornalista que escreveu um livro e fez história, foi a saudosa Ana Beatriz Pierre Paiva. Junto com outros seis jovens com deficiência intelectual, publicou em 2011 a obra: “Mude o Seu Falar Que Eu Mudo Meu Ouvir”? Foi o primeiro livro sobre acessibilidade atitudinal escrito por jovens com deficiência intelectual no Brasil. Um grande marco lançado na sede da ONU - Organização das Nações Unidas, em Nova York, em versões em inglês e português.

Já a escritora e poetisa surda Emiliana Faria Rosa, doutora em linguística, mestra em educação e professora de Língua Brasileira de Sinais na UFRGS - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, também contou sobre a experiência de escrever o seu livro de poesias "Borboletas Poéticas", em 2018 no Programa Especial da TV Brasil. Ela ficou surda aos onze anos, e assim se define: “sobre ser surda? Sim, sou surda. Bilíngue, ou seja, tenho duas línguas: a Libras (Língua Brasileira de Sinais) e o português. Sortuda, eu… Duas línguas para ser, viver, criar. O Português é a minha língua de escrita; a libras é minha língua de liberdade. E borboletas? Também. Eu aprendi a gostar quando percebi que sou, somos borboletas…” O livro de Emiliana apresenta três fases, que segundo a autora refletem o amadurecimento e florescimento poético; e cada pétala do casulo cai junto a uma nova fase de um novo poema.

E quem de vocês também sabe que a Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga (DF), lançou a primeira Academia Inclusiva de Autores Brasilienses? Ela foi fundada com o intuito de promover a obra literária de pessoas com deficiência visual no Brasil e no mundo. E as autoras lançaram em 2010 a obra: “Revelando Autores em Braille”, que traz um compilado de histórias e poemas escritos de forma inclusiva.

Kátia Iuriko Ito e Luciana Scotti (escritoras com deficiência física), Joana Belarmino (escritora com cegueira) são outras renomadas escritoras brasileiras que provavelmente você não sabia que existiam! Por qual motivo? Por que as mulheres com deficiência ainda são invisíveis aos olhos da sociedade, e as escritoras mais ainda!

Dentro dos próprios cursos, grupos ou clubes de escrita, elas são excluídas, por não conseguirem ter acesso aos locais das reuniões, (que em sua maioria possuem escadas), não têm intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (para pessoas com surdez e/ou com deficiência auditiva), ou escritos e impressos em Braille ou com  áudio-descrição (para pessoas com cegueira e/ou deficiência visual), por exemplo, entre outros recursos de acessibilidade comunicacional e atitudinal.

Quando eu conheci o Clube de Escrita para Mulheres na internet, encontrei uma oportunidade de compartilhar meus tesouros literários com outras escritoras. E por isso, me inscrevi no edital da Coletiva Mamoreira, uma rede formada por um grupo de mulheres que se uniram com o objetivo de valorizar, promover e intermediar a literatura criada por escritoras por meio da preparação, da revisão e da elaboração de projetos gráficos.

Porém, eu fui a única escritora com deficiência física em uma seleção de mais de 15 autoras. Sendo que nenhuma escritora com deficiência visual, auditiva, intelectual ou múltipla sequer se inscreveu. Sinal de que existe um grande caminho a ser percorrido para conectar o mercado editorial, as editoras independentes com as autoras com e sem deficiência e suas produções literárias.


Um caminho para as escritoras com deficiência serem ouvidas!



Oficinas de Escrita Inclusivas podem ser um caminho interessante para promover cada vez mais a aproximação das escritoras, os centros culturais e as editoras. Falar sobre nossas Memórias de forma livre foi o que um grupo de pessoas com e sem deficiência fizeram dia 13 de abril no Centro de Cultura do Butantã em SP.  

Naquela manhã foi possível exercitar o LUGAR DE FALA e compartilhar lembranças, seja por meio de textos escritos ou contados em Língua Portuguesa ou Língua Brasileira de Sinais. A atividade mediada por mim aconteceu através de dinâmicas de sensações, onde quem participou teve vendas nos olhos para sentir objetos e frutas; além de ouvir músicas e ver imagens.    

O objetivo da atividade inclusiva foi desenvolver a criatividade e alguns dos potenciais de relatos verbais, pictórios e/ou escritos dos participantes da oficina por meio de leituras de textos curtos como exemplo para demonstrar certos aspectos das técnicas de “Cena” e “Memórias”, existentes nas Narrativas Biográficas do gênero do Jornalismo Literário. A oficina terá intérprete de LIBRAS.




Descrição da imagem: eu estou sentada em minha cadeira de rodas na frente de uma mesa com livros e um telão onde está escrito: Histórias de Vida - Narrativas Autobiográficas - Textos de Memórias. Atrás de mim está o intérprete de LIBRAS. Estamos em uma sala com janelas ao fundo e paredes branca.  



Um novo olhar da sociedade sobre as escritoras com deficiência.

Para Graziela C. Drago, (a Zeligara), escritora e revisora de textos da Coletiva Mamoeira: “são muitos os fatores que dificultam a participação das pessoas com deficiência nos espaços culturais, dificuldades causadas principalmente pelo descaso com a sua condição específica e a falta de acesso físico e comunicacional. E nos casos de deficiência intelectual, embora a estrutura física não seja tão impeditiva, falta formação especializada para o trabalho comunicativo e afetivo necessário”.

A escritora comentou que antes de me conhecer não havia tido contato com escritoras com deficiência. Para ela ter trabalhado comigo foi essencial para que tivesse mais interesse para esta questão, valorizando as produções em LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais. Como por exemplo, da escritora que conheceu durante o projeto da Coletiva Mamoeira, a poeta Gabriela Grigolom Silva, surda que compõe poemas em LIBRAS e em Língua Portuguesa.

“Assim como o lugar das mulheres na literatura seja importante em razão do padrão estabelecido ser o masculino, também para as pessoas com deficiência é importante a sua expressão, uma vez que a expressão padrão é a de pessoas sem deficiência. Por isso, apresentar outra perspectiva, histórica ou pessoal, sobre a condição de um outro olhar na sociedade, um outro olhar sobre a poesia do mundo, é completamente fértil, tanto para a pluralidade literária quanto para a identidade do grupo identificado”, comentou Zeligara.

Já para Raphaela da Costa Crispim, educadora que faz parte da Coletiva Mamoeira: “as escritoras com deficiência quase não aparecem pela falta de inclusão nos espaços. Elas precisam se sentir convidadas a frequentar os espaços, isso é feito com um trabalho contínuo de investimento em inclusão. Por isso, é importante que sempre tenha acessibilidade, para que o público de pessoas com deficiência aumente e  exerçam seus direitos de cidadãos, de acesso à cultura, arte e educação. O lugar de fala destas escritoras é de extrema importância, para garantir legitimidade e propriedade aos discursos. E também para entendermos as peculiaridades da produção de uma escritora com deficiência.

Camila Honorato de Barros é jornalista, educadora, escritora, e foi selecionada pelo projeto da Coletiva Mamoeira. Ela com  comentou que ter me conhecido despertou a sua responsabilidade de, enquanto escritora que apoia outras mulheres, também pesquisar mais sobre o assunto e procurar formas de dar visibilidade às suas colegas escritoras com deficiência. “Já que o mercado editorial não impulsiona, temos que nos amparar. É nossa responsabilidade procurar formas de proporcionar recursos acessíveis para que todos tenham acesso. Eu visito muito o Itaú Cultural, o Museu da Imagem e do Som e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. Em todos eles, vi muita estrutura para acolher pessoas com deficiência, inclusive com atividades específicas em braile e conteúdos com áudio descrição, bem como experiências sensoriais e intérpretes em vídeos explicativos sobre exposições”.  

Para Camila a importância do lugar de fala para as escritoras com deficiência é sobrevivência, resistência, acolhimento e um meio importantíssimo de se ter voz. A literatura é um ambiente e tanto pro grito de: “estou aqui, existo, você também pode olhar pra mim”. 

Eu, Leandra Migotto Certeza que escrevo desde os 9 anos de idade, sinto na pele a urgente necessidade de um LUGAR DE FALA DAS ESCRITORAS COM DEFICIÊNCIA. Pois, ainda hoje com 42 anos eu não conquistei um espaço no mundo literário. Acredito que seja porque as barreiras são muitas e precisam ser derrubadas imediatamente!

Para que isso aconteça é preciso que os portais e as redes sociais tenham recursos de acessibilidade virtual, como textos compatíveis com os sintetizadores de voz e descrição de todo o conteúdo publicado para que pessoas com cegueira, consigam ler. Além disso, também é necessário que os vídeos sejam publicados com legendas e janelas de Língua Brasileira de Sinais para que pessoas com surdez compreendam.

Junto com estes recursos, os espaços onde acontecem os encontros e eventos culturais e literários precisam ser totalmente acessíveis para pessoas que andam em cadeira de rodas ou tenham qualquer deficiência física e/ou mobilidade reduzida.

E para que isso ocorra todas as pessoas responsáveis por organizar estes encontros devem ter como premissa o conceito de Desenho Universal, e não apenas pensem no assunto quando uma escritora com deficiência se inscreve. Afinal, a verdadeira inclusão só acontece quando todas e todos conseguem ter acesso às informações, e aos locais com autonomia, segurança e conforto.  

É necessário também permitir que as ESCRITORAS BRASILEIRAS COM DEFICIÊNCIA produzam, publiquem e sejam divulgadas! Só assim, elas não se sentirão mais TRANCADAS DO LADO DE DENTRO!  



Escritoras com deficiência, livros e movimentos:

Obras de Bartyra Soares:
Obras de Lídia Maria Cardia:
Emiliana Faria Rosa:
Slam Resistência Surda:
Livro: “Olhando para trás: a experiência de deficiência de dentro para fora”:
https://www.amazon.com/Staring-Back-Disability-Experience-Inside/



Escritoras sem deficiência:

Blog da escritora Zeligara - https://exscretos.blogspot.com/
Blog da escritora Camila - http://meninadaestrada.com.br
Clube de Escrita para Mulheres - http://clubedaescrita.com.br/



*Leandra Migotto Certeza é jornalista (MTb 40546), consultora e palestrante em Inclusão e Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência desde 1998. É escritora, poeta e faz cursos de Jornalismo Literário e Escrita Criativa. Criadora da Coleção Janelas do Selo Caleidoscópio – Biografias e Autobiografias de Mulheres com Deficiência.  






segunda-feira, 1 de abril de 2019

Leandra realizará Oficina de Escrita sobre Memórias em SP - Atividade Inclusiva




Amigas e amigos, é com muita alegria que eu divulgo a primeira atividade de 2019 em minha nova carreira como estudante de escrita. 

Fui convidada pelas lindas e fortes mulheres da Coletiva Mamoeira para participar deste importante projeto! 

Vou realizar uma Oficina aberta a todas e todos e com acessibilidade para pessoas com deficiência. 

A atividade terá intérprete de LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais e será em um local com acesso para pessoas com deficiência física. 



Espero vocês lá! Divulguem!!! Vamos preencher os espaços culturais com muita garra e coragem nas palavras de AMOR!!!










Descrição do folheto de divulgação da Oficina: fundo em cor rosa bem clarinho escrito: 

"Casa da Cultura do Butantã, 11h - 14hs - 13/04/19
Escrita de Memória - Qual história você quer contar?









Descrição da imagem: mulheres da Coletiva Mamoeira ao lado de Leandra.


sexta-feira, 8 de março de 2019

DIA INTERNACIONAL DE LUTA CONTRA O FEMINICÍDIO




8 de março não é dia de flores. É dia de lembrar de todas as mulheres mortas e violentadas. É dia de luta, de acolhimento e de cobrar da sociedade direitos básicos a todas nós. 


Por: Heloisa Aun

Nesta sexta-feira, 8 de março, é lembrado o Dia Internacional da Mulher. Uma data que representa, acima de tudo, a luta dos avanços conquistados pelas mulheres ao longo das últimas décadas.
Diferentemente de outras datas comemorativas criadas pelo comércio, o 8 de março tem origem nos movimentos sociais. É comum associá-lo ao incêndio ocorrido em Nova York (EUA) em 25 de março de 1911, na Triangle Shirtwaist Company, quando 146 trabalhadores morreram carbonizados, sendo 125 mulheres e 21 homens.
Embora o ocorrido tenha marcado a trajetória das lutas feministas, outros eventos anteriores podem ter levado à criação da data. O Dia Internacional da Mulher foi oficializado apenas em 1975, quando a ONU intitulou de “Ano Internacional da Mulher” para lembrar suas conquistas políticas e sociais.
Ao contrário do senso comum, nós, mulheres, não queremos parabéns, bombons ou flores.
Não queremos ser mortas após terminar um relacionamento.
Não queremos ser agredidas apenas porque recusamos beijar um homem.
Não queremos viver com medo de ser assediada ou estuprada.
Não queremos que nos culpem pela violência sofrida ou questionem nossa denúncia.
Não queremos que o assassinato de mulheres negras aumente a cada ano.
Não queremos que nossos corpos sejam sexualizados.
Não queremos viver relacionamentos abusivos.
Não queremos ganhar menos do que vocês exercendo a mesma função.
Não queremos que mulheres pobres morram depois de abortarem.
Não queremos nos privar de algo apenas por ter nascido mulher.
Mas o que nós queremos de vocês, homens?
Queremos que essa transformação parta de vocês, também.
Queremos que vocês intervenham, sim, quando virem um homem assediando uma mulher.
Queremos que vocês ouçam e respeitem quando damos a nossa opinião sobre algo.
Queremos que vocês repensem todos os dias seus comportamentos machistas.
Queremos que vocês dividam e se responsabilizem pelas tarefas de casa.
Queremos que vocês desconstruam as piadas sexistas dentro da família ou em grupos de amigos.
Queremos que vocês parem de tentar controlar suas companheiras.
Queremos que vocês deixem de justificar atitudes agressivas por “ciúmes”.
Queremos que vocês assumam seus filhos e filhas.
Queremos que vocês não nos estuprem.
Queremos que vocês não nos matem.

8 de março não é dia de flores. É dia de lembrar de todas as mulheres mortas e violentadas. É dia de luta, de acolhimento e de cobrar da sociedade direitos básicos a todas nós. 


http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-03/dia-internacional-da-mulher-tera-marchas-por-todo-o-pais

Dia Internacional da Mulher tem marchas por todo o país

Atos defendem fim da violência e respeito a direitos civis e sexuais

Publicado em 08/03/2019 - 09:25
Por Letycia Bond - Repórter da Agência Brasil  Brasília
Em pelo menos 45 cidades brasileiras, incluindo 17 capitais, protestos marcam hoje (8) o Dia Internacional da Mulher. Os atos da Marcha Mundial das Mulheres defendem o fim da violência, o respeito aos direitos civis e direitos reprodutivos e sexuais.
As imigrantes e refugiadas, as mulheres com deficiência, a questão da representatividade política, além do respeito aos direitos do público LGBTQIA+ estão entre as bandeiras das manifestações que ocorrerão ao longo do dia. A vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), cujo assassinato completa um ano sem solução no dia 14, será homenageada.
A maior parte da agenda que motiva a mobilização no Brasil coincide com os pleitos que levam às ruas mulheres de outros países nesta data.

Brasil

No caso brasileiro, o movimento também contesta a reforma da previdência. Ganha destaque ainda a luta pela democracia, pelos direitos dos povos indígenas e por uma educação não sexista, princípios defendidos, no final do mês passado, pela então representante da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres (ONU Mulheres), Nadine Gasman, pilares da igualdade de gênero.
Relatórios recentes, produzidos  por diferentes fontes, mostram que, embora as bandeiras da marcha sejam idênticas de um ano para o outro, é necessário manter os temas em discussão. De acordo com levantamentos condensados no site Violência contra as Mulheres em Dados, pelo Instituto Patrícia Galvão, a cada minuto, nove mulheres foram vítimas de agressão, em 2018.

Violência

De acordo com informações da segunda edição do estudo Visível e Invisível – A Vitimização de Mulheres no Brasil e do 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2017, a cada nove minutos, uma mulher sofreu estupro. Além disso, diariamente, 606 casos de lesão corporal dolosa – quando é cometida intencionalmente – enquadraram-se na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).
O elevado número de estupros envolve um outro crime multiplicado na sociedade brasileira: o assédio sexual. Dados de 2015 da organização não governamental (ONG) Think Olga, as brasileiras são sexualmente assediadas, pela primeira vez, aos 9,7 anos de idade, em média.
Em 2013, a pesquisa Percepção da Sociedade sobre Violência e Assassinatos de Mulheres, elaborada pelo Data Popular Instituto Patrícia Galvão, revelou que quase metade dos homens (43%) acreditava que as agressões físicas contra uma mulher decorrem de provocações dela ao ofensor. A proporção foi menor entre as mulheres: 27%.
De janeiro de 2014 a outubro de 2015, informou a ONG Think Olga, as buscas por palavras como "feminismo" e "empoderamento feminino" cresceram 86,7% e 354,5%, respectivamente.

Mercado de trabalho

A aspiração à justiça econômica também garante a aderência de muitas mulheres às passeatas. De acordo com documento divulgado ontem (7), pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a diferença está presente nos contracheques. A entidade apontou que as mulheres ganham, em média, salário 20% menor que o dos homens.
O Banco Mundial estimou que a desigualdade de gênero estendida ao ambiente profissional custa ao mundo US$ 160 trilhões. A quantia está relacionada à significativa participação feminina no mercado de trabalho, pois as mulheres representam, no mínimo, 40% da força laborativa em 80 países, de acordo com o Pew Research Center.

Dupla jornada

No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há mais mulheres entre os trabalhadores com ocupações por tempo parcial (até 30 horas semanais) do que homens. Elas são as principais responsáveis pelo cuidado de pessoas e afazeres domésticos, perfazendo, por semana, três horas a mais de trabalho do que os homens. A disparidade salarial chega a ser de 23,5% no país, outro desafio a ser enfrentado.
Para a terapeuta de ThetaHealing Rosana Almeida, deve-se ter cuidado com idealizações do que é ser mulher, sobretudo quando restringem as ambições da população feminina ou enaltecem a imagem da mulher que tudo resolve, porque reforçam estereótipos de gênero.
"[Isso] é algo imposto a imagem da mulher maravilha, da guerreira: 'Guerreira, você sustenta a casa. Guerreira, você cria seu filho sozinha.' Isso é uma coisa que fica imposta, uma pressão que tá aqui ativa, de que você vai ter que lidar sozinha, lutar o tempo inteiro”, disse. "Não que esse processo de conquista seja uma coisa ruim, mas a luta em si o tempo inteiro, essa sobrecarga vai nos deslocando do principal, que é ser mulher”, acrescentou.
Para Rosana Almeida, as mulheres, em geral, têm questionado os papéis que foram historicamente associados a elas. Assim como os homens, que, na sua opinião, têm se mostrado mais propensos a viver de outras formas. "Isso é uma mudança. Há muita coisa ainda imposta, registrada como sendo papel a ser feito. Cada vez mais, as mulheres estão querendo romper com isso ou adoecem, e é inevitável querer mudar."

Conscientização

Por intermédio de palestras, oficinas e reuniões programadas, as participantes da mobilização Marcha Mundial das Mulheres promoverão ao longo do dia e também durante o ano eventos para discussão. Debate incentivado pelo feminismo asiático põe em pauta a busca pela compreensão sobre mulheres racializadas.
Como esclarecem Caroline Ricca Lee, Gabriela Akemi Shimabuko e Laís Miwa Higa, no livro Explosão Feminista, em um capítulo dedicado ao tema, a vertente asiática do feminismo tem, entre suas pautas, a quebra da tradição do silêncio, tão disseminada nas culturas asiáticas e que contribui para a omissão da violência doméstica.
O objetivo é obter mais reconhecimento de identidades constituídas a partir de processos diaspóricos e dar mais visibilidade a trajetórias que têm como contexto a guerra ou a colonização.
Compreender a própria linhagem feminina e o que simboliza essa sucessão pode ser uma experiência rica, na avaliação da terapeuta Kakal Alcântara, idealizadora do método Ciranda Sistêmica, que incorpora princípios da constelação familiar. Ao tratar de questões como o patriarcado, por exemplo, a terapeuta explica que algumas participantes dividem a história de suas ascendentes, o que é, muitas vezes, libertador.
"É muito interessante perceber como as mulheres têm tido essa, eu até uso essa palavra ‘ousadia’ de olhar lá para atrás e salvar as mães, os relacionamentos das mães, as vidas financeiras das mães, entendendo, de um lugar muito profundo, o tamanho e o lugar de filha”, ressaltou Kakal Alcântara. “Quando elas se percebem nesse lugar, que podem receber e não se sentir endividadas, é como se elas fossem liberadas de poder viver todo o prazer do feminino."
A terapeuta ressaltou que os processos de conhecimento são distintos. "As alianças passam a acontecer não só pela dor, mas, desta vez, pelo pleno exercício de poder escolher fazer diferente e ainda ser abençoada pela ancestralidade, pra poder atuar de um modo diferente."

Outras reportagens sobre o tema: 

https://www.sul21.com.br/areazero/2019/03/mulher-ganha-em-media-795-do-salario-do-homem-diz-ibge/



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Lutas pelos Direitos Humanos em 2019






Leitoras e leitores do Caleidoscópio, seguem alguns vários dos textos importantes que grandes amigos e amigas, compartilharam na internet. A leitura atenta deles refletem o que eu penso, sinto e tenho como valores até o final dos meus dias na Terra! 

Desejo a todas e todos um 2019 FORTE!!!!!!!!! Nenhum direito a menos!!!!!!! 

Defensores dos Direitos Humanos: Ninguém solta a mão de ninguém!! 

Juntas e juntos, somos mais FORTES!!! 

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Texto de Mauro Lopes, editor do 247 e do Jornalistas pela Democracia


Quando Michelle Bolsonaro manda que OBRAS DE ARTE sacras sejam removidas do Palácio do Alvorada ela não está tomando uma decisão caseira, de alguém que está reorganizando a decoração de seu lar. Ela é casada com o futuro presidente da República, Jair, e o Palácio do Alvorada não é a casa deles, é a residência oficial da Presidência da República. Portanto, ela e seu marido são apenas inquilinos de um prédio público, que é patrimônio do povo brasileiro. 

E, na qualidade de presidente e primeira-dama, os gestos do casal não são "privados". São sempre simbólicos, têm a força de sinalizar para o país qual o caminho a seguir. Michelle e Jair -sim, a decisão não pode ser reputada a ela como "dona de casa"- com este e outros gestos estão indicando ao Brasil: é tempo de guerra à história, à memória e à espiritualidade do povo brasileiro. Mais ainda: a ordem para remoção de obras de arte não se restringe ao Alvorada, mas atinge também o Palácio do Planalto, sede do governo.

Não se deve confundir as coisas. Não se trata de "opção religiosa" de um casal evangélico que não suporta ver imagens de santos. Michelle frequenta a Igreja Batista Atitude, no Rio de Janeiro, e o marido foi batizado em 2016 na igreja Assembleia de Deus. As denominações protestantes e em especial os fundamentalistas neopentecostais renegam a veneração a imagens de santos. 

Mas não é dessa posição privada, íntima, do primeiro-casal que se trata. Mesmo porque durante a campanha eleitoral, Jair Bolsonaro se deixou fotografar diversas vezes tendo ao fundo uma imagem de Nossa Senhora Aparecida em sua casa, no Rio. Não. Trata-se de guerra à memória e hostilidade embarcada na lógica fundamentalista.

Pois não são "imagens de santos" que estão sendo removidas do Alvorada. São cinco peças de simbologia católica: um par de anjos barrocos tocheiros, na biblioteca, e quatro estátuas de santos nas salas de música e de estado. Uma das imagens é uma representação em madeira de Santa Bárbara, do século 18. É a história do país que está sendo removida, muito além de qualquer símbolo religioso.

Há sim um ataque de fundo religioso, gravíssimo. Mas ele sequer acontece no Alvorada e o alvo não é a religião católica. Acontecerá no Palácio do Planalto. Lá será removido um grande quadro, a obra "Três Orixás", da pintora Djanira da Motta e Silva. O primeiro casal, ao remover uma obra de arte que evoca divindades do candomblé, está sancionando, autorizando simbolicamente que continuem os ataques dos fundamentalistas aos terreiros das religiões afro do país. 

É o que faz Bolsonaro, em outra esfera, quando ataca impiedosamente os indígenas, os quilombolas e sem terra. Por sua condição de presidente eleito, está sinalizando aos ruralistas: podem atacar à vontade. E eles estão fazendo isso.

O que Michelle e Bolsonaro estão sinalizando, com a remoção das obras de arte sacra no Alvorada e no Planalto, é que o tempo da paz acabou definitivamente. É tempo de guerra. Guerra à história, à memória e à espiritualidade sincrética e colorida do Brasil.

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A RESPEITO DAQUELA MINISTRA E O SENÃO DA HISTÓRIA TODA; SEGUE:


Texto de Fernanda Carlos Borges

"Está circulando na rede uma espécie de arrependimento coletivo a respeito dos memes sobre a futura ministra e seu Jesus na goiabeira. Isso porque ela teve esta visão estando na condição de uma criança perturbada por um estupro. Por isso, importa dizer que ninguém está zoando a criança que ela foi, mas a mulher bem madura que reconta esta experiência para defender valores machistas que mantém as meninas vulneráveis. 

Esta senhora usa esta visão para defender valores que vulnerabilizam mulheres estupradas. Esta senhora quer que outras mulheres arquem com a responsabilidade sobre fetos gerados no estupro. Esta senhora quer transformar estupradores em pais de filhos gerados pelo estupro. 

Esta senhora quer manter as crianças princesas e príncipes ignorantes e vulneráveis sobre o abuso sexual ao demonizar a educação sexual na escola. Esta mulher quer recuperar neuroticamente a sua própria inocência perdida. 

Esta mulher está alucinada hoje, muito mais do que quando viu seu deus numa goiabeira. E a neurose dela vai ferrar com todas nós. E é por isso que ela está sendo zoada na rede. Esta mulher, antes criança sofredora e hoje adulta perigosa, precisa ser refreada antes de colocar em um pé de goiaba outras meninas vitimadas." 


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Quem me conhece, sabe que eu Leandra Migotto Certeza:
1. Sou a favor das políticas sociais.
2. Bandido bom é bandido ressocializado; e lugar de criança é na escola;
3. Entendo que criminosos de colarinho branco merecem e precisam ser julgados;
4. Apologia à tortura é crime;
5. Sou pró-família (independente de sua constituição);
6. Sou contra a erotização de crianças, mas a favor de uma educação sexual;
7. Sou a favor de acabar com todo e qualquer privilégio de parlamentares, juízes e do executivo.
8. Cotas devem existir para pessoas de classes sociais menos favorecidas, para negros, índios e pessoas com deficiência;
9. Direitos Humanos é direito de todos e, se não fosse por eles, não seríamos uma sociedade;
10. Policiais, Professores e Profissionais da Saúde deveriam ganhar muito bem para exercer melhor sua função social.
11. O Brasil é laico e todas as religiões merecem respeito, inclusive quem não tem religião nenhuma;
12. O feminismo protege a mulher contra todos os tipos de violência a qual está submetida e luta por direitos iguais, nem mais, nem menos;
13. Racismo é abominável;
14. Somos todos iguais na medida de nossas diferenças! E é notório o preconceito ainda enraizado na nossa sociedade;
15. Sou a favor de políticas públicas que beneficiem as minorias;
16. Sou contra quem prega violência de qualquer tipo. A solução de problemas sociais NÃO passa pela militarização;
17. Sou contra a liberação do porte de arma e a caça “esportiva”;
18. Sou contra educação básica à distância e defendo a educação integral e totalmente inclusiva;
19. Sou contra a censura;
20. Sou contra autoritarismo;
21. Sou a favor da preservação ambiental, da democracia, da existência do Ministério do Meio Ambiente, do Pacto de Paris, da demarcação das terras indígenas;
22. Sou a favor do amor, diversidade, respeito, igualdade social, união, desenvolvimento humano e digo não à violência!!!
23- Para exercer a função parlamentar, ou seja uma função pública de responsabilidade, é necessário uma avaliação se o candidato é portador de um compromisso ético e republicano. Caso esta condição tivesse sido levada em conta não teríamos um parlamento como o nosso, ocupado por muitas pessoas que se interessam em negociatas e desprezam as demandas sociais.
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Eu, Leandra Migotto Certeza, torço para dar errado neste governo eleito por apenas metade da população brasileira (contado os votos nulos brancos), e desde a véspera, por razões éticas, políticas, humanitárias, históricas entre outras...
E o texto a seguir, do Luiz Carlos Romanholli, só reforça o meu posicionamento:
Fala-se em “torcer pelo governo Bolsonaro”. Bem, eu acho que a gente torce é pra time e pra ganhar a Mega-Sena. De governo se cobra os erros e se apoia os acertos. Todo cidadão é oposição, independentemente do governo. Mas, vá lá, vamos admitir que se possa torcer. Então, eu torço contra. Quero que dê errado. Muito errado. Por uma razão simples: o que significa esse governo dar certo? Vamos à lista (feita a partir das promessas de campanha e das escolhas ministeriais): 

- Concentração de renda e aumento da pobreza e da desigualdade.

- Achatamento salarial.

- Perda de direitos trabalhistas.

- Reforma da Previdência que prejudica as pessoas mais vulneráveis e pobres, como quem recebe o BPC - Benefício de Prestação Continuada, dado em sua maioria para pessoas com deficiência.  

- Aumento do lucro dos bancos.

- Censura a escolas, universidades e professores, com perseguição ao pensamento crítico.

- Desmonte do ensino público em favor de grandes grupos privados do setor.

- Ensino à distância ao invés de escolas públicas de qualidade

- Desmonte do SUS para beneficiar as operadoras dos planos privados.

- Perseguição a opositores. Notadamente de esquerda, mas não só.

- Tolerância à tortura.

- Incentivo à violência policial, com a respectiva impunidade dos criminosos de farda.

- Ameaça às liberdades democráticas e ao estado de direito.

- Discurso oficial misógino e machista.

- Perseguição aos movimentos de trabalhadores rurais.

- Tolerância à violência contra mulheres, LGBTs e gays.

- Desmonte das políticas afirmativas para essas “minorias”.

- Aumento do desmatamento para atender os interesses do agronegócio e das mineradoras.

- Aumento do número de homicídios com a liberação do porte de armas.

- Frouxidão na fiscalização e punição de crimes ambientais.

- Frouxidão na fiscalização e punição de trabalho escravo.

- Desmonte do incentivo federal ao esporte.

- Desmonte das universidades públicas.

- Perseguição a índios e quilombolas.

- Desmanche da cultura e “criminalização” de nossos artistas. 

- Tolerância à corrupção.

- Fake news oficial.

- Tolerância a crimes de racismo.

- Capacitismo contra as pessoas com deficiência, políticas puramente assistencialistas, preconceituosas, retrógradas, demagogas, e que usam a imagem das pessoas com deficiência de forma vitimizada, menosprezada; além de privilegiar as associações e ONGs que não aceitam a real Inclusão Social e reforçam o estigma de que todas as pessoas com deficiência não possam ser protagonistas, ter autonomia, independência e fazer suas próprias escolhas! 

- Políticas totalmente contra a Educação Inclusiva, e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), aprovada pelas Nações Unidas em 2006.

- Políticas totalmente contra a Lei Brasileira de Inclusão – LBI (Lei nº 13.146/2015), promulgada em 2015, prevê, em seu artigo 27, que a educação constitui um direito humano fundamental da pessoa com deficiência.

- Interferência direta da religião (uma especificamente) nas decisões do executivo, ameaçando o estado laico e nos empurrando para uma temível teocracia.

- Ameaça à liberdade de imprensa, com censura e chantagem usando o expediente de verbas públicas de publicidade. 

- Política externa suicida em nome de mentiras, moralismo tacanho, fanatismo religioso e desconhecimento histórico.

- Subserviência aos Estados Unidos.

- Entreguismo.

- Falta de planejamento.




quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

"Dores de Crescimento" - Minha mensagem de final de ano






Leitoras e leitores do Caleidoscópio, minha mensagem de final de ano é a leitura desta entrevista com Fernanda Lima.  

Leiam, releiam, reflitam, leiam de novo e só depois, comentem. 


E em janeiro de 2019, conversamos sobre o assunto em um novo texto que escreverei. 

Desejo um 2019 FORTE!!! 
Mas muito FORTE!!!!!!! 

O momento é de REFLEXÃO E AÇÃO URGENTE POR NENHUM DIREITO A MENOS!! 

JUNTAS E JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!! CORAGEM PARA TODAS E TODOS! 


https://revistatrip.uol.com.br/trip/fernanda-lima-empresta-sua-voz-a-diferentes-causas-e-lida-com-as-consequencias-dessa-escolha?


"Mudar estruturas de poder exige rupturas, e o ser humano tende a resistir à mudança, por medo do desconhecido, medo de ser livre e da responsabilidade que a liberdade traz". 

"Só posso pensar que essas estruturas de poder estão internalizadas a ponto de causar uma espécie de confusão entre o sentir e o dizer, uma confusão que fantasia que feminismo é contra o homem, que justiça social é pauta de determinado partido, que a lgbtfobia foi inventada pela esquerda e que o racismo se inverteu contra o branco. Essa surdez é um tampão de ouvido que muita gente tem medo de tirar. Eu, se pudesse, chegaria a cada uma dessas pessoas, daria uma abraço e diria: “Não tenha medo, somos irmãos”. Não foi isso que Cristo ensinou? Então por que estamos brigando contra a felicidade do outro?"

Trechos da entrevista.