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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Fantasias Caleidoscópicas

Democratização do prazer.

É um projeto de pesquisa que busca retratar a imagem (na maioria das vezes, preconceituosa) que a sociedade tem em relação à sexualidade das pessoas com deficiência, e desmistificá-la por meio de um ensaio fotográfico sensual; exposição itinerante; duas publicações com entrevistas, depoimentos, ilustrações e artigos; e oficinas educativas interativas sobre saúde sexual, em instituições de ensino e centros culturais pelo Brasil, e países interessados em receber o projeto.

Pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual, múltipla e/ou surdocegueira, sejam elas: jovens; idosas; gestantes; obesas; casais homossexuais e/ou heterossexuais; de várias etnias e classes sociais foram convidadas pela fotógrafa Vera Albuquerque, junto com a jornalista,
Leandra Migotto Certeza a mostrarem sua beleza e sensualidade.
Para a fotógrafa, questiona-se, assim, o padrão de beleza - instituído pelos meios de comunicação e pela moral dominante - ressaltando a possibilidade de uma democratização do prazer, uma igualdade de direitos sexuais, uma disposição das mentes (e dos corações) contra os juízos prévios e os preconceitos.
Para a jornalista, dar voz às imagens é tão importante quanto o registro fotográfico, pois é interessante conhecer as histórias de vida dessas pessoas, que em sua maioria ainda são bem pouco ouvidas. O enfoque está na arte e na educação como agentes transformadores da realidade, aliados à palavra, como testemunha dos fastos e detentora de um poder de mudança na sociedade.

A exposição será totalmente acessível: com piso podotátil, catálogos em Braille e em formato digital para pessoas com deficiência visual; intérpretes de LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais para pessoas com deficiência auditiva; entre outros recursos. As publicações e as oficinas também serão totalmente acessíveis para todas as pessoas com deficiência, produzidas e ministradas por esses profissionais.
Toda a renda obtida com a venda das duas publicações e as oficinas será destinada, exclusivamente, às instituições não governamentais idôneas brasileiras, que proporcionam oportunidades de inclusão na sociedade às pessoas com deficiência, por meio de atividades artísticas e educacionais.

Á convite da Associação Internacional para o Estudo da Sexualidade, Cultura e Sociedade, as primeiras nove fotos foram expostas no 6º Congresso Internacional Prazeres Dês-Organizados – Corpos, Direitos e Culturas em Transformação, em Lima no Peru, em junho de 2007. O projeto ficou em segundo lugar (categoria pôster) na premiação do congresso!!
Á convite do Ministério da Saúde, o projeto Fantasias Caleidoscópicas também foi apresentado no "I Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência", em Brasília, em março de 2009. Em virtude deste seminário, a TV Brasil - www.tvbrasil.org.br fez uma reportagem sobre a Sexualidade da Pessoa com Deficiência e entrevistou Leandra Migotto Certeza.

Hoje as idealizadoras de Fantasias Caleidoscópicas buscam patrocínios, apoios e/ou parcerias (cotas ou integral) de empresas particulares ou públicas; instituições de ensino e/ou não governamentais (nacionais e/ou internacionais) para viabilizar a realização completa do ensaio (cachê para as pessoas fotografas, transporte, estadia e todos os gastos com a produção das fotos); montagem da exposição acessível; produção das duas publicações também acessíveis; e custos das oficinas, ministradas por educadores com deficiência, em escolas públicas e privadas, universidades; além de centros culturais.

Mais informações sobre o projeto no link:
http://www.sxpolitics.org/mambo452/index.php?option=com_content&task=view&id=135.

Contatos com as idealizadoras do projeto:

Leandra Migotto Certeza – Jornalista - Tel: (11) 3453-5370 ou 8697-9067.
Vera Albuquerque – Fotógrafa – E-mail: vera_foto@yahoo.com.br

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Crítica de arte

Bienal ou Canibal?

Abapuru - Obra de Tacila do Amaral - 1928 - óleo/tela 85 X 73cm.
Por Leandra Migotto Certeza.

“Nenhuma fórmula para a contemporânea do mundo. Ver com olhos livres” (trecho do Manifesto da poesia pau-brasil de Oswald de Andrade de 1924.). Será que os críticos esqueceram desse 'detalhe', ao julgar a desapropriação de certos artistas ao tema da mostra? Bienal é aquela exposição de arte que todos esperam dois anos para ver ou um reduto de intelectuais?. E arte é para ver, ou “Aquilo que você vê não é aquilo que você vê”?.

A percepção vai além da visão e a arte vai além da história. É um estado de primeira-idade, contemplação do primeiro instante tanto de um estudante como o de um artista. “Nossa época anuncia a volta ao sentido puro” (trecho do Manifesto da poesia pau-brasil). Sentido esse, que as crianças têm ao intrigar-se com as formas 'diferentes' de René Magritte, alegrar-se com as cores de Tarsila e Van Gogh; libertar-se com o “fantasma” de Antonio Manoel; ou se aterrorizar com a obra de Edgar de Souza. A experiência de ir a um lugar inusitado, o qual não se tem repertório algum pode ser um passo a caminho da busca do conhecimento, desde que não se caia na 'banalização' comercial dos tempos modernos.

A arte está sendo feita para dialogar com o universo e não para ficar preza aos museus ou galerias. Levar o que se diz 'cultura' ao povo é resgatar sua própria identidade. Cultura é tudo o que se vive, seja em uma selva ou dentro de um apartamento. “Temos a base dupla e presente - a floresta e a escola...” (trecho do manifesto poesia pau-brasil). Conhecimento se adquire através do empirismo, com uma 'pitada' de filosofia e teoria. O equilíbrio é a chave que abrirá todas as portas do mundo. “A alegria é a prova dos nove” (manifesto antropofágico).

“Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.” (manifesto antropofágico). 'Entender' a Bienal em seu contexto histórico e artístico é fundamental para todos os cidadãos, matéria-prima dos artistas e do próprio homem, mas 'curtir' as cores, as formas, e os sentimentos refletidos pelas obras é uma das experiências mais ricas que alguém possa ter.

Não cabe exclusivamente a uma exposição de arte 'tapar o buraco' da desinformação e falta de repertório da maioria das pessoas. Todo processo de erudição, deve ser construído através da educação básica em uma sociedade mais estruturada. Mas não é maravilhoso ver a surpresa estampada no rosto dos velhinhos, o sorriso nas crianças, o amor apaixonante no casal de namorados, a dúvida no semblante do crítico de arte, a descoberta de um novo mundo nos olhos da dona-de-casa? Isso é uma mágica que se renova a cada dois anos... Unir os pedaços da vida é um ato mais do que antropofágico. É um ato humano.

“Preocupado no que as obras têm a lhe dizer individual e pessoalmente, o público não busca um discurso totalizante da exposição e não deve ser criticado por isso. Essa tampouco é uma obsessão dos artistas, e não devia ser. É obsessão de curadores, críticos, historiadores, diretores.”, afirma o crítico Teixeira Coelho. “No passado, a Bienal teve a função de ser um museu temporário. Hoje não é mais. Os museus cumprem a função de trazer grandes exposições. Para trabalhar com material histórico, a Bienal deve entender que história da arte e crítica da arte andam juntas e fariam muito sentido se trabalhassem dentro da contextualização presente.”, esclarece o curador da mostra Paulo Herkenhoff.

O curador pretende evitar noções como fronteiras entre as salas e estimular diálogos entre os selecionados e sua participação com o público. Para ele a Bienal não tem um tema exclusivo, mas trabalha com o conceito de antropofagia, que consiste na incorporação de valores culturais alheios para a criação de sua própria identidade.

É uma mostra de 'curadores vale-tudo', da antropofagia à 'angústia canibal de ser anulado pelo fascínio do objeto', passando pelo trans-humano e a fotografia como 'roubo da alma'. “Buscamos noções de transparência, que permitissem diálogos e que enriquecessem e ampliassem as possibilidades de percurso. Era preciso entender que, ao mesmo se as obras tem existências individuais, essa transparência permitiria um fluxo do olhar entre elas. Os grandes segmentos da Bienal devem estabelecer conexões entre si”, disse Herkenhoff.

Numa sociedade canibal, o sistema de signos não admite variantes. Então, por que não fazer uma Bienal de um artista só? Simples: porque os artistas resistem a essa redução, mesmo quando se apropriam da obra dos outros para construir a sua. “A história como fenômeno geral nunca teve a racionalidade que nela querem encontrar os sistemas de idéias variados. Menos ainda a tem a história da arte. Na 'história' da arte haverá espelhamentos, influências, reverberações. Mas não uma linha, menos ainda silogismos.” (Teixeira Coelho).

Nossos ancestrais guaranis, por exemplo, achavam que a pessoa se dividia em duas partes quando morria: uma ligada ao corpo físico e outra à alma e ao verbo. Assim, os devorados consideravam seus canibais como veículos de transcendência, porque seus corpos não apodreciam na terra e nem virariam espectros maliginos. Cabe lembrar que autoria é uma questão moderna, burguesa. O artista antigo tinha a consciência de que não vinha do zero, de que tinha uma história. Canabalizava conscientemente a obra alheia.

Ao assumir que 'só a antropofagia nos une', a Bienal não está declarando seu credo no que os católicos romanos chamavam de transubstanciação, ou seja, a devoração do corpo de Cristo no momento da comunhão. Está sim, assumindo que a padronização cultural na era da Internet acabou com a possibilidade da autoria. Não existe, assim, espaço para a obra original, não contaminada. A matriz responsável pela geração dos artistas transformou todos eles em seres intercambiáveis, o que é mais monstruoso que o canibalismo original.

A antopofagia surge dentro dessa perspectiva de se trabalhar a questão da cultura brasileira, que perpassa por várias artes: está na pintura, na literatura, no cinema, na fotografia, no teatro, na música. Depois atravessa o tempo. Ela toma uma forma em 1928 com a pintura de Tarsila do Amaral, mas já era possível falar de modos antropofágicos na pintura brasileira há séculos, desde o barroco, por exemplo. Ao mesmo tempo, a antropofagia atravessa o tempo, na direção presente na medida em que artistas como Glauber Rocha, Caetano Veloso, Hélio Oiticica, Lygia Clark foram capazes de reencontrar possibilidades de antropofagia para o momento específico em que viveram.

Qual a vitalidade de uma cultura que gira ou que se faz girar tanto tempo ao redor de um único eixo? Mário reinou sozinho durante quase meio século, mesmo depois de Oswald publicar seus manifestos, e continua sendo envocado. De outro lado, Oswald e a antropofagia só foram aceitos no final dos anos 60. Não há outros nomes e idéias com base nos quais poderia aventurar a cultura brasileira? “A Bienal tem a função de apresentar um panorama, um recorte da arte. A Antropofagia foi desde o começo uma escolha que estivesse vinculada à cultura do Brasil. Não queríamos ter a Europa como ponto de referência, e sim nossa própria cultura como ponto de partida”, esclarece Herkenhoff. ” Nunca fomos catequizados. Fizemos foi carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.” (manifesto Antropofágico).

“Conta todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida.” (manifesto Antropofágico). “Antropofagia não é um padrão. Toda vez que alguém enlata a antropofagia, ela deixa de ser antropofagia.” (Paulo Herkenhoff). É hora de cumprirmos o quarto 'mandamento' do Manifesto Antropofágico, que pede para sermos 'contra todas as catequeses', e passar à devoração final da própria antropofagia e de seu pai e profeta.

“Quanto a mim vou à Bienal ver as obras uma a uma. O prazer visual que o ficcionista Herkenhoff me der será sempre mais decisivo que a lenda imposta às obras. E vou pensando que, se há um manifesto a afirmar hoje, é aquele em favor da libertação dos curadores, e das obras de arte. A arte, assim como as exposições, não precisa de tese a cosê-las, conclui Teixeira Coelho.

Exercício da disciplina História de Arte do curso de Comunicação Social, escrito na Universidade Anhembi Morumbi em ?/?/1998.
Legenda da imagem: reprodução da obra Ubapuru de Tarcila do Amaral. Figura de um ser humano com braços e pernas bem maiores do que a cabeça, retratadas de lado em cor de pele. Ao fundo do ser humano um céu azul celeste, um cactus gigante bem verde e um sol bem redondo, laranja forte e amarelo vivo. As cores e as formas são bem marcadas e marcentes na obra de Tarcila.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Museus Acessíveis

Profissionais trabalham para o acesso à cultura. A especialista em acessibilidade em museus Viviane Panelli Sarraf, lança um pesquisa para conhecer melhor o público com deficiência que visita os museus.
Por Leandra Migotto Certeza*
Portal Sentidos - 18/10/07 - www.sentidos.com.br

Segundo o Iphan - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional existem aproximadamente 2.208 museus no Brasil. São 366 só no Estado de São Paulo. Você costuma visitá-los? Com que freqüência? Por quê? Quais são suas expectativas em relação a eles?
Caso você tenha alguma deficiência visual (dependendo do grau) pode precisar de ajuda para consultar os sites dos veículos de comunicação - que ainda não são acessíveis - e saber as principais atividades dos museus.

Você consegue chegar até os museus e permanecer neles com tranqüilidade? Se você utiliza cadeira de rodas para se locomover, poderá encontrar dificuldades de transporte e barreiras arquitetônicas, externas e internas. Se você quebrou o pé e precisa, temporariamente, de um par de muletas para conseguir andar, encontrará dificuldades para subir degraus e/ou escadas.

Ao visitar um museu, você compreende o que os educadores explicam durante as visitas guiadas? Se você tem alguma deficiência auditiva ou intelectual, poderá encontrar dificuldades para se comunicar, pois os museus estão começando a treinar os monitores para falar a Língua Brasileira de Sinais, e como se relacionar com diferentes formas de pensar.

Você interage durante as atividades propostas pelos educadores? Se você tem surdocegueira encontrará dificuldades, pois os museus estão começando a produzir recursos sensoriais, como maquetes e/ou réplicas de 'obras', por exemplo.

Você encontra sanitários com portas mais largas dentro dos museus? Caso você se locomova com ajuda de um andador, devido à idade; ou vá ao museu acompanhado do seu filho (carregando-o em um carinho), encontrará dificuldades, pois os museus começaram a se tornar acessíveis há pouco tempo.

Viviane Panelli Sarraf, especialista em acessibilidade em museus,explica que até meados do século XX, os europeus ainda estavam muito voltados às suas origens, às elites. O público dos museus, ou seja, as pessoas, só começaram a receber atenção da museologia, após o término da segunda guerra mundial. Museu do Louvre, Museu D'Orsay, Museu do Prado e Tate Gallery, são exemplos de instituições acessíveis.

Já os brasileiros começaram a respeitar a diversidade humana no final do século XX e início do século XXI. Os principais museus que se tornaram acessíveis foram o MAC - Museu de Arte Contemporânea da USP (Universidade de São Paulo); o Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro; a Pinacoteca do Estado de São Paulo, e o Centro de Memória Dorina Nowill, em São Paulo.

Para conhecer o público com deficiência que visita os museus, Viviane lança uma pesquisa.
Programa de Orientação para Museus Acessíveis O Centro de Memória Dorina Nowill foi criado em 2002, na FDNC - Fundação Dorina Nowiill para Cegos, com o objetivo de preservar a história da inclusão da pessoa com deficiência visual no Brasil.

O Centro de Memória também é acessível às pessoas com deficiência física. E desde 2003, vem ampliando sua atuação em prol da inclusão, com a criação do Programa de Orientação para Museus Acessíveis. O programa faz visitas de sensibilização e ministra workshops de formação sobre acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

"Durante as visita, estamos na companhia de pessoas videntes que nos descrevem com detalhes o local, além do que, utilizamos as escadas; rampas (quando existem); sentimos sinais pódo-táteis (quando os mesmos estão lá); verificamos se existem publicações acessíveis (folhetos em braille, catálogos digitais etc) e recursos sensoriais (maquetes, réplicas, etc), além de áreas de descanso, e principalmente, se os monitores foram treinados", explica Antonio Carlos, um dos voluntários do programa.

Coordenados pela especialista em acessibilidade em museus, Viviane Panelli Sarraf, os voluntários do programa (em sua maioria pessoas com deficiência visual) já estiveram no Museu de Zoologia da USP; Museu de Geociências da USP, Museu Lasar Segall; Espaço Cultural do Banco Real; Museu do Instituto Biológico; Museu Biológico; Museu de Microbiologia do Instituto Butantã; Museu da Bíblia; MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo; Museu do Instituto Adolfo Lutz; Museu de Arte Brasileira da Faap; e exposições na OCA; (Parque do Ibirapuera), todos no município de São Paulo.

"Os museus que efetivamente implantam programas acessíveis começam a receber mais visitas", comenta Viviane. Desde abril de 2005, a exposição "Fundação e Suas Muitas Histórias" do Centro de Memória Dorina Nowill recebeu aproximadamente 1.200 pessoas com deficiência acompanhadas de educadores. Segundo a especialista, esse número é maior ainda, somado aos visitantes espontâneos.

Para Viviane, "a acessibilidade torna o museu mais atrativo para um maior número de visitantes potenciais. As rampas para pessoas em cadeiras de rodas também são úteis para carrinhos de bebê; e sinalizações e identificações de peças em letras grandes também facilitam a leitura de crianças e de pessoas da terceira idade, por exemplo. No entanto, o grande desafio hoje é tornar a informação acessível e eliminar as barreiras mais difíceis, as atitudinais (o pré-conceito de cada indivíduo)".

Para tornar ou criar ambientes convidativos a todas as pessoas, é preciso unir forças e trabalhar em conjunto. Parcerias eficazes e de baixo custo com ONGs, instituições, órgãos públicos, escolas e universidades, centros culturais, empresas privadas, e profissionais é o melhor caminho para levar cultura a todos. Os museus são um dos melhores exemplos de como é possível que a arte esteja ao alcance de todos. Basta querer!
Texto originalmente publicado no Site Sentidos em 15/10/07 - Link: http://sentidos.uol.com.br/admin/leandra/inserir_pagina2.asp?codpag=12947&codcanal=4