Aperitivo da matéria que escrevi na Revista Síndromes - www.revistasindromes.com.br. Para ler mais assinem!!
Edição
de texto: Leandra Migotto Certeza*
Neste
espaço pais e pessoas com a síndrome relatam um pouco sobre suas experiências
de viver com suas singularidades em uma sociedade ainda pouco inclusiva. São
exemplos de pessoas que já conseguiram alcançar muitos objetivos graças à força
de vontade, mas ainda enfrentam muitos desafios para realizarem seus sonhos;
assim como a maioria dos seres humanos sem deficiências. É uma oportunidade
para os leitores conhecerem um pouco mais sobre a diversidade.
Por Regiane Nascimento
Fernanda Raquel Nascimento Santana, 18 anos, tem Síndrome de Asperger é desenhista e
ilustradora free lancer na Editora
Saraiva. Atualmente, namora um rapaz carioca, tem amigos com e sem deficiência
intelectual em vários cantos do país e exterior. Curte Cosplay-Furry (vestir fantasias inspiradas em personagens do
desenho animado e filmes), aeronaves da aviação comercial e fotografia. Para o
futuro, tem o objetivo de cursar o ensino superior na área web-designer,
animação e cinema. Além de trabalhar na mesma área, planeja adquirir e
dirigir um automóvel (camionete preta), casar e constituir lar e família (casal
de filhos). Enfim, uma convivência social e familiar característico do ciclo peculiar
de vida, jovem adolescente cheia de sonhos, rodeada de amigos, onde a condição
da Síndrome de Asperger passa ser um diferencial como pano de fundo para seu
crescimento interior.
Por Simone
Alli Chair
Eu
sonhava muito em ser mãe. Quando isso aconteceu, eu tinha 27 anos, e ao
perceber, pelo ultra-som que era uma menina, chorei de felicidade, pois nada
poderia ser melhor. A Camila Alli Chair nasceu linda, perfeita, toda
rosadinha e dengosa. Com o passar dos meses minha filha crescia linda, e as
pessoas me paravam na rua atraídas por sua beleza e por seu encanto. Nessas horas
ela me abraçava, chorava e não gostava do contato de nenhum estranho. Era
quietinha, organizada, não fazia bagunça nem gritava pela casa. Andou no
período normal e falou bem cedo, mas sendo sua característica o fato de ficar
mais calada do que falante. Com vizinhos, amigos e parentes era bem arredia e
não suportava ficar um minuto longe de mim e não aceitava de forma alguma o
colo de outras pessoas. Seu mundo era eu e o pai dela.
Por Camila Alli Chair
Tenho 21 anos e vou contar um pouco da minha
história e como enfrento o fato de ter a Síndrome de Asperger. Desde pequena que eu acho o mundo caótico, lembro-me de ter medo das
pessoas desconhecidas. Eu ficava grudada aos meus pais (principalmente da minha
mãe) o tempo todo. Tive dificuldades em arranjar amizades, as poucas que tive,
foram falsas e interesseiras. A escola? O que dizer dela... Era um
dos meus maiores pesadelos. Eu sofri bullying
por muitos anos.