segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

OCUPAR o 3 de dezembro - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência




Queridas e queridos, estou MUITO FELIZ!!!!!


Hoje - 3 de dezembro de 2016, o meu dia, nesta data tão importante, foi assim:


1- Acordar feliz ao lado do meu marido desde 2005, me arrumar com um vestido novo lindo, caprichar na maquiagem com a auto estima lá em cima;


2- Pegar um Uber até o metrô com o FUNDAMENTAL apoio do meu marido, empurrar a cadeira de rodas com dificuldades mas coragem, passar FIRME por pessoas desrespeitosas que usam os elevadores irregularmente;



3- Pegar um táxi perto do metrô (também com a ajuda do meu marido) e chegar na Casa das Rosas para participar de um workshop maravilhoso que eu escolhi ir. Não ir em um evento sobre inclusão só porque as pessoas acham que eu deveria ir nesta data; 



4- Almoçar no Itaú Cultural com total conforto e acessibilidade física, incluindo banheiros adaptados, elevador, e exposição fantástica totalmente acessível (que eu aproveitei para dar uma olha antes de voltar para Casa das Rosas); 



5- Esperar a forte chuva passar e depois pegar um táxi acessível, melhor que eu já vi em toda a minha vida, com uma rampa perfeita e um motorista ótimo gentil.



Consegui me sentir muito bem e feliz por SER e ESTAR na sociedade e ter acesso a tudo o que precisei. Senti que meus direitos foram respeitados! Pago impostos, faço parte da cidade e do mundo, EXISTO e ninguém pode me discriminar pela minha deficiência física.

Os valores gastos ainda são bem altos porque eu não consigo usar os ônibus (devido a dores nas costas), e ainda não tenho verba para adquirir uma cadeira de rodas motorizada para conseguir andar até outro local para almoçar por um preço melhor, mas valeu muto a pena! E eu vou cada dia mais investir em minha nova carreira: ser escritora!

PS: pena que o insignificante do primeiro motorista de táxi do ponto da Av. Paulista nos recusou na cara de pau. Mas ele é um ser tão pequeno que não merece nem ser lembrado.

Texto escrito no Face dia 3 de dezembro e 2016. 



A adoção dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 tem o propósito de não deixar ninguém para trás. “Cumpri-los exige a inclusão total e a participação de pessoas com deficiência na sociedade e no desenvolvimento”. 

“Precisamos eliminar estereótipos e discriminação que perpetuam a exclusão e construir ambientes acessíveis, inclusivos e adequados para todos (…) É necessário remover os obstáculos ambientais e comportamentais que impedem as pessoas com deficiência de exercer seus direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais”, afirmou secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. 

Dicas de leitura sobre o tema:

http://leandramigottocerteza.blogspot.com.br/2012/12/o-que-mudou-no-dia-internacional-da.html

https://nacoesunidas.org/para-dirigentes-da-onu-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia-esta-no-centro-da-agenda-2030/

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Escrita Criativa

Pessoal, publico aqui uma notícia do começo de 2016, só para passar a super dica destes importantes cursos que já aconteceram e pode voltar em 2017. Fiquem de olho e aproveitem!



Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2016/03/1748965-escritores-paulistanos-consagrados-ajudam-novos-talentos-com-oficinas.shtml

Desde que estreou na literatura, em 1997, Ivana Arruda Leite publicou sete livros, entre contos e romances. Mas depois de um período fértil —em que contabiliza também cinco publicações no gênero infantojuvenil— a escritora de 64 anos se viu às voltas com uma página em branco que custava a preencher. Diante do bloqueio criativo, resolveu "começar do zero", como aluna de uma oficina literária. A primeira aula já foi suficiente para, com inspiração renovada, iniciar seu último romance —cujos detalhes ela ainda prefere manter em segredo.

Os cursos de escrita criativa, que para Ivana serviram como recomeço, também são oportunidade para alavancar novos talentos literários na cidade. O livro "Sem Vista para O Mar", vencedor do Prêmio Jabuti em 2015 na categoria "Contos e Crônicas", foi gestado por Caroline Rodrigues durante um ano de oficina com Marcelino Freire.

Entre os nomes que despontaram com a ajuda de workshops de criação também estão Sheyla Smanioto, vencedora do Prêmio Sesc de Literatura com "Desesterro"(2015) e Flávio Cafiero, de quem o primeiro romance, "O Frio Aqui Fora", foi indicado aos prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura.

Para autores já consolidados, ministrar aulas também é um jeito de se aprimorar. Após passar pela experiência como aluna, Ivana decidiu realizar seu próprio workshop, ao lado da colega —e ex­-professora— Noemi Jaffe. Autora de títulos premiados, como "O que Os Cegos Estão Sonhando", Noemi diz que não conseguiria escrever sem elas. "Os cursos me obrigam a ler o tempo todo e buscar fontes novas para os exercícios."

Lourenço Mutarelli, que também integra o time de educadores, costuma dizer, durante as férias, que está desempregado —as oficinas são sua principal fonte de renda.

Para quem se animou, a sãopaulo reuniu os principais cursos de escritores da cena literária paulistana. Confira as opções a seguir.
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FABRÍCIO CORSALETTI
De tanto aplicá-los em sala de aula, o escritor diz já ter decorado alguns contos do russo Anton Tchekhov e do norte-americano Raymond Carver, além de crônicas do brasileiro Rubem Braga. "Minhas análises se aprofundaram bastante com as repetidas leituras em voz alta", conta ele, também colunista da sãopaulo.
Em "Três Contos, Seis Encontros", curso que acontece em junho no Espaço Cult, Corsaletti irá alternar análises de obras de Tchekhov, Carver e Roberto Bolaño com discussões sobre textos produzidos pelos participantes. O curso promete abordar questões de gênero, estilo e linguagem.
Espaço Revista Cult - r. Aspicuelta, 99, Alto de Pinheiros, tel. 4371-4278. Três Contos, Seis Encontros: quartas e sextas, de 01/06 a 17/06, das 20h às 22h. R$ 600
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LOURENÇO MUTARELLI
O escritor, que despontou como quadrinista e hoje possui sete romances publicados, realiza oficinas há quase cinco anos.
No curso "Caderno de Recortes", que ocorre no Sesc Pompeia a partir de abril, ele utiliza colagens como parte do processo criativo.
A ideia de Mutarelli é que os alunos colecionem, entre outros artigos, panfletos distribuídos nas ruas —como anúncios de cartomantes, prédios e dentistas­— e os colem no papel de maneira aleatória. O material será a base para a produção de textos, a exemplo da criação do próprio autor, que utiliza o método em seu novo romance para construir os sonhos do protagonista.
Sesc Pompeia - r. Clélia, 93, Água Branca, tel. 3871-7700. Caderno de Recortes: Processo Criativo: sextas, de 01/04 a 15/07, das 19h às 22h. R$ 24 a R$ 80.
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IVANA ARRUDA LEITE
Em sua primeira aula, a escritora partiu da afirmação de Umberto Eco de que o único registro que escrevemos para nós mesmos é a lista de supermercado e propôs aos alunos que desenvolvessem uma lista de compras ficcional. Ivana abriu sua casa, em Pinheiros, para duas classes divididas entre "iniciantes" e "iniciados" —ambas sem base teórica, focadas essencialmente na prática.
As oficinas comportam apenas seis alunos e já estão com as vagas esgotadas. Há previsão de novas turmas para o segundo semestre, além de intensivos de uma semana em junho e julho.
Intensivo de Escrita Criativa e Literária: De 13 a 17/6 e de 11 a 15/7. R$ 1.000. Os encontros ocorrem na casa da escritora em horários a definir; informações pelo e-mail ivanaarrudaleite@gmail.com
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JOÃO SILVÉRIO TREVISAN
Considerado um dos pioneiros, o autor realizou a primeira oficina no fim da década de 1980, tendo entre seus alunos nomes como João Anzanello Carrascoza e Nelson de Oliveira. Atualmente, Trevisan ministra aulas em sua própria casa para um grupo de até doze pessoas. Com a turma que se inicia no dia 15, com aulas até junho, o escritor pretende partilhar as etapas de criação de seu próximo romance, em andamento.
"A importância da escritura encontra-se no mergulho interior que ela permite e, de certo modo, exige", afirma Trevisan na página da oficina, ressaltando que o treinamento não visa, necessariamente, a profissionalização literária.
Oficina Literária de João Silvério Trevisan: terças, das 19h30 às 22h30, de 15/3 a 28/6. R$ 1.000. Aulas ministradas na casa do escritor; informações jstrevisan@uol.com.br.
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NOEMI JAFFE
Em módulos semestrais, a autora enfatiza diferentes tópicos da narrativa (como personagem, tempo, espaço, diálogo e conflitos) e seleciona textos de escritores consagrados para exemplificá-los. Também pede aos alunos que desenvolvam pequenos contos e crônicas utilizando as noções discutidas em sala.
O objetivo, segundo informações do curso, é estimular variedades de experiência com o texto para que os alunos desenvolvam a escrita criativa. Os cursos "Princípios da Escrita Criativa 1 e 2", realizados na Casa do Saber, começam no dia 23/3. Noemi também abrirá vagas para o segundo semestre no espaço "Casa Bem-te-vi", na Vila Beatriz.
Casa do Saber - r. Dr. Mario Ferraz, 414, tel. 3707-8900. Princípios da Escrita Criativa 1: quartas, das 17h às 19h, de 23/3 a 11/5. 5x de R$ 272; Princípios da Escrita Criativa 2: quartas, das 20h às 22h, de 23/3 a 11/5. 5x de R$ 272.
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MARCELINO FREIRE
Professor regular do Centro Cultural B_arco desde 2006, o escritor diz planejar seus exercícios de acordo com as necessidades da turma —sempre com 15 participantes. Diante de um grupo de alunos mais travado, por exemplo, ele chegou a convidar para a sala uma senhora de 70 anos que trabalhava como modelo vivo e pediu que escrevessem algo a partir da observação da mulher, nua. Todos os participantes recebem também a incumbência de se aprofundar na obra de autores que Marcelino chama de "padrinhos" (nomes como Campos de Carvalho e Hilda Hilst).
O curso para o primeiro semestre já está encerrado, mas novas turmas estão previstas para agosto.
Centro Cultural B_arco - r. Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, Pinheiros, tel. 3081-6986. Toca: Oficina de Criação Literária: novas turmas estão previstas para agosto. R$ 2.700 à vista ou 5x R$ 580 (preço do curso atual, com vagas esgotadas).


Outra dica é os cursos da:

http://noemijaffe.com.br/

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Dica de livro:

A Jornada do Herói:  Estrutura Narrativa Mítica na Construção de Histórias de Vida em Jornalismo ,de Monica Martinez (Annablume e Fapesp).

LINKs:



https://books.google.com.br/books?id=tk09o2QdU44C&lpg=PA1&hl=pt-BR&pg=PA1#v=onepage&q&f=false


segunda-feira, 21 de novembro de 2016

20 de novembro - Dia da Consciência Negra




1° Congresso ON LINE gratuito sobre sexualidade para profissionais de saúde





"Como, infelizmente, muitas outras pessoas com deficiência ainda passam por situações terrivelmente humilhantes em relação a sua sexualidade, me sinto na obrigação de alertar a sociedade que TODAS as pessoas com deficiência podem ser felizes do jeito que são. Têm total direito de serem amadas, desejadas, queridas, seduzidas, e principalmente, de se apaixonarem pelos seus corpos. Têm o total direito de se sentirem confortáveis dentro deles, e exalarem felicidade pelos seus poros" - Leandra Migotto Certeza.

Sexualidade das pessoas com deficiência:

Palestra incrível sobre quais são os principais mitos sobre sexualidade das pessoas com deficiência (seja física, auditiva, visual, intelectual, múltipla e surdocegueira) e como quebrá-los definitivamente. Por que Sexualidade e Deficiência ainda são temas pouco abordados no mundo todo!

Façam suas inscrições agora SOMENTE neste link:


https://go.hotmart.com/F5125553L?ap=e696 


Leandra Migotto Certeza: é Jornalista, Palestrante Motivacional e Consultora em Inclusão e Diversidade. Premiada pelo projeto de pesquisa “Fantasias Caleidoscópicas” pela Associação Internacional para o Estudo da Sexualidade, Cultura e Sociedade em Lima; e o apresentou no “I Seminário Nacional de Saúde: Direitos Sexuais e Reprodutivos e Pessoas com Deficiência” em Brasília. Palestra sobre sexualidade da pessoa com deficiência na Secretaria de Promoção da Cidadania da Prefeitura de São José dos Campos (SP); Debate no Centro de Pesquisa e Formação do SESC (SP), e foi entrevistada pela RFI - Rádio France Internationale para abordar sua pesquisa.

+ Informações Clique Aqui

sábado, 12 de novembro de 2016

Prêmio Brasil Mais Inclusão: um sinal de esperança!

Alex Garcia é um dos vencedores do Prêmio Brasil Mais Inclusão!


Indicado pela Senadora gaúcha Ana Amélia Lemos, Alex Garcia, Pessoa Surdocega e Pessoa com Doença Rara do Rio Grande do Sul, é um dos vencedores do Prêmio Brasil Mais Inclusão, a maior premiação de inclusão da pessoa com deficiência do Brasil. 
Alex Garcia receberá o prêmio na categoria Personalidades. Ele destaca que "o Prêmio Brasil Mais Inclusão pertence à todos nós, lutadores e sobreviventes de um cotidiano que se mostra, a cada dia que passa, mais complexo. Vamos fazer do Brasil Mais Inclusão um sinal de esperança". 
Alex Garcia é a primeira Pessoa Surdocega a ganha o Prêmio Brasil Mais Inclusão na história e deverá estar na cerimônia de entrega do prêmio na Câmara dos Deputados em Brasília dia 7 de dezembro.
Toda e qualquer organização nasce da continuidade. Da necessidade do movimento. Do desejo da verdade e felicidade, alicerçadas na justiça do homem livre. Nega o estático. A Intolerância que desenha fronteiras. Nega-se a subtrair a liberdade e autonomia do homem.
Colabore com a Agapasm: www.agapasm.com.br/facaparte.asp

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Reconhecimento profissional


PALESTRA DE LEANDRA MIGOTTO CERTEZA


A jornalista Leandra Migotto Certeza, jornalista de São Paulo, foi convidada pelo grupo MATAV para apresentar a palestra “Acessível para quem?: O papel dos profissionais de comunicação em busca de uma mídia realmente inclusiva” no módulo de Especialização “Linguagem, Cultura e Mídia”, ministrado pela docente Profa. Dra. Lucinéa Villela. A palestra ocorreu no dia 21 de outubro com participação dos alunos do curso de Lato Sensu.
Durante a palestra, a jornalista e blogueira, que nasceu com uma deficiência rara conhecida como “ossos de cristais”, contou de forma descontraída sua trilha para se formar em Jornalismo e atuar profissionalmente em revistas segmentadas. Houve grande participação dos discentes nas duas horas de bate papo com Leandra.
Sua batalha de décadas desde sua infância até ser reconhecida no meio profissional serve de exemplo para todas as pessoas com deficiência que possuem um sonho de cursar uma universidade e seguir a profissão de seus sonhos.
Além da palestra, a jornalista também deu duas entrevistas na TV UNESP.


Fonte: https://matavunesp.wordpress.com/2016/10/31/palestra-de-leandra-migotto-certeza/comment-page-1/#comment-38

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Inclusão através da mídia à nível global

Fonte: http://www.inclusive.org.br/arquivos/29782

Foi lançada dia 03 de outubro de 2016, na ONU, em Genebra, uma iniciativa global para promoção da inclusão das pessoas com deficiência através da mídia.
O lançamento ocorreu durante evento do Forum Social 2016, organizado pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos, no Palácio das Nações.

Criada pela cofundadora do Movimento Down, Patricia Almeida, a australiana Catia Malaquias, e a americana, Beth Haller, a GADIM – Global Alliance for Disability in Media and Entertainment (Aliança Global para Inclusão das Pessoas com Deficiência na Mídia e no Entretenimento), já tem uma equivalente nacional, a GADIM Brasil, que foi lançada antes das Paralimpíadas.

A intenção é, não só aumentar, como qualificar a presença de pessoas com deficiência na mídia. “Certamente a invisibilidade melhorou, em especial depois dos Jogos”, disse Patricia, “mas ainda é comum ver matérias onde a abordagem é de coitadinho, ou de super herói. Essas representações só contribuem para reforçar esteriótipos que levam à discriminação. Além disso, as pessoas com deficiência não se reconhecem nesses papéis”.” Por outro lado”, disse,”o Brasil tem boas práticas a mostrar na área de merchandising social em novelas”.

Convidada para apresentar a experiência, a Diretora de Responsabilidade Social da TV Globo, Beatriz Azeredo, mostrou clipes de programas e novelas, como por exemplo Páginas da Vida, que contou a história de uma menina com síndrome de Down, a Clarinha, vivida pela atriz Joana Mocarzel. A novela, que foi um marco na transição para a educação inclusiva no país, teve a colaboração do Instituto MetaSocial, representado no evento por Helena Werneck e Patricia Heiderich. Segundo Azeredo, a organização, que tem mais de 20 anos, é uma das mais antigas parceiras da emissora. Azeredo citou ainda a parceria com o Movimento Down para realização da série “Qual a Diferença”, sobre pessoas com síndrome de Down apresentada, por Breno Viola e Drauzio Varela no Fantástico.

A jornalista argentina Veronica Carolina Gonzalez, jornalista da TV argentina, que é cega e faz parte dos Conselho Consultor da GADIM, contou que quando começou a trabalhar no canal Visión 7 tinha uma coluna sobre deficiência separada, mas que agora ela já integra o telejornal que, a seu ver, é uma forma de inclusão.

Cofundadora da GADIM, Catia Malaquias, citou pesquisa que revela que há menos de 1% dos personagens com deficiência na TV americana, sendo que outro estudo aponta que, em 95% dos casos, os personagens são interpretados por atores sem deficiência. Na Austrália, através de sensibilização, Catia conseguiu que grandes redes de lojas como a Target e o KMart começassem a usar modelos com deficiência em seus catálogos e publicidade.

“Muitas dessas ações que levantamos, como inserção de modelos com deficiência na propaganda governamental, por exemplo, não custam muito e podem ser replicadas em outros países”, disse Patricia, que convidou interessados a participar da rede a entrarem em contato para troca de experiências e capacitação.

Participaram do painel a Secretária Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Roseane Cavalcante de Freitas Estrela, Rosangela Berman-Bieler, Assessora Sênior do Unicef, o assessor do Alto Comissariado dos Direitos Humanos, Facundo Chávez, entre outros.


Para colaborar com as iniciativas
info@gadim.org
brasil@gadim.org

Lançada na ONU iniciativa para promover a inclusão das pessoas com deficiência através da mídia


Fonte: http://www.inclusive.org.br/arquivos/29803

A brasileira Patricia Almeida, fundadora da GADIM (Aliança Global para Inclusão das Pessoas com Deficiência através da Mídia e do Entretenimento), participou da Programação oficial do Forum Social 2016, na ONU, em Genebra, falando do papel da mídia no painel sobre a Implementação da Agenda 2030 à luz da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: O Futuro que Queremos. Ela defendeu a utilização dos meios de comunicação para desconstrução de esteriótipos e da cultura capacitista reinante, que considera pessoas com deficiência como tendo menos valor do que pessoas sem deficiência.
 A fundadora da GADIM citou como exemplos positivos de marketing social as novelas que incluem personagens com deficiência, construídos em parceria com organizações de pessoas com deficiência, e destacou a novela “Páginas da Vida”, da TV Globo, que, segundo ela, contribuiu para um avanço na transição do sistema de educação especial para a educação inclusiva. Ela concluiu chamando os países a cumprirem o Artigo 8 da Convenção, sobre Conscientização, que prevê a participação da mídia para a garantia dos direitos das pessoas com deficiência.
Catia Malaquias, cofundadora da GADIM e fundadora da Starting with Julius, organização que promove a inclusão de modelos com deficiência na publicidade na Australia, falou sobre a importância das pessoas com deficiência serem vistas como consumidoras, funcionárias e prestadoras de serviço.
Na conclusão do painel, Patricia Almeida convocou o movimento social dos diferentes países a cobrar de seus governos medidas concretas em cumprimento do Artigo 8. Ela afirmou a cultura vigente gera discriminação e barreiras que impedem que outros artigos importantes da Convenção sejam cumpridos, e a inclusão na mídia de maneira positiva tem o poder de acelerar o processo de mudança cultural.

Pacto pela inclusão precisa sair do papel!


Fonte: http://brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/grandes-empresas-firmam-pacto-para-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-no-brasil/



Antonio Salvador (Grupo Pão de Açucar – GPA), Christiane Berlinck (IBM), Beatriz Sairafi Heinemann (Accenture), Maria Elisa Gualandi Verri (TozziniFreire Advogados), José Luiz Rossi (Serasa Experian), Fábio Maceira (JLL), Alexandre Espinosa (Natura), Roberto Martorelli (EY) e Osvaldo Kalaf (Dow) assinaram a carta. Foto: Divulgação

A assinatura da carta de adesão ao Pacto pela Inclusão de Pessoas com Deficiência foi o momento central do 24º encontro da Rede Empresarial de Inclusão Social, realizado nesta quinta-feira, 20 de outubro de 2016, na zona sul de São Paulo.
Accenture, Dow, EY, GPA (Grupo Pão de Açucar), IBM, JLL (Jones Lang LaSalle), Natura, Serasa Experian e TozziniFreire Advogados firmaram o compromisso, estendido a todas as corporações participantes da iniciativa que nasceu em 2012.
O documento estabelece metas e diretrizes para promover uma cultura interna e um ambiente inclusivo e acessível nas empresas, cria um diagnóstico e o monitoramento do progresso das organizações para a inclusão, além de avaliar constantemente o interesse genuíno das empresas envolvidas em cumprir os compromissos assumidos.
A carta assinada tem a chancela da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que não mantém um órgão oficial no Brasil, mas delegou à Rede Empresarial de Inclusão a autoridade para liderar esse trabalho no País.
“Este é um momento de mudança do patamar de desenvolvimento da Rede”, afirmou
Esteban Tromel, Senior Disability Specialist da OIT, que participou do evento por meio de videoconferência.

Abaixo, a íntegra da Carta de Adesão ao Pacto pela Inclusão de Pessoas com Deficiência.
Considerando os princípios, leis e normas de respeito aos direitos das pessoas com deficiência, sobretudo, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Convenção da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, a Lei Brasileira de Inclusão e a Carta de Compromisso da Rede Global de Empresas e Deficiência da OIT (Charter Principles – ILO Global Business and Disability Network),
Reconhecendo que a deficiência é um conceito em evolução e que é resultado da interação com diversas barreiras, obstruindo a participação plena e efetiva das pessoas com deficiência na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas,
Considerando que a discriminação baseada na deficiência, configura violação da dignidade e do valor inerente ao ser humano,
Reconhecendo a importância da acessibilidade em todas as suas dimensões, para possibilitar as pessoas com deficiência o pleno exercício de seus direitos, inclusive da liberdade para fazer suas próprias escolhas,
Considerando que é responsabilidade de todas as pessoas e organizações promover o direito à igualdade, à liberdade, ao acesso a oportunidades, bem como trazer questões relativas à deficiência para a criação de estratégias relevantes de desenvolvimento sustentável ao negócio,
Ressaltando que é responsabilidade também das empresas, uma vez que estas possuem importante papel na promoção do respeito à todas as pessoas,
A Rede Empresarial de Inclusão Social estabelece o Pacto pela Inclusão de Pessoas com Deficiência e define seus compromissos pela Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, sendo eles:
1. Comprometer a alta liderança com o respeito e a promoção dos direitos das Pessoas com Deficiência.
2. Desenvolver políticas e procedimentos com vistas às ações afirmativas em todos os âmbitos da organização.
3. Promover cultura e ambiente inclusivos e acessíveis a todas as pessoas com deficiência.
4. Comunicar e educar para o respeito dos direitos e deveres das pessoas com deficiência.
5. Incluir a questão da deficiência na estratégia da empresa, bem como no planejamento de produtos, serviços e atendimento a clientes.
Portanto, ao aderirmos ao Pacto pela Inclusão de Pessoa com Deficiência, expressamos:
a) Nosso interesse em cumprir com os compromissos, mesmo que ainda não estejamos atendendo com toda a agenda proposta;
b) Nossa responsabilidade em diagnosticar e monitorar o progresso da empresa no que diz respeito à inclusão das pessoas com deficiência;
c) Nosso engajamento e posicionamento formal e público, evidenciando o compromisso com os direitos das pessoas com deficiência.
Desta forma, eu __________________________, representando a empresa ___________________________, assino o Pacto pela Inclusão de Pessoa com Deficiência, expressando nosso compromisso em implementar estes princípios e ações propostas.
Local, ___ de __________________ de ______.
_____________________________________________
[Nome Completo]
[Cargo *CEO/Diretor]
ANEXO 1
Descrição dos 5 Compromissos da Empresa pela Inclusão das Pessoas com Deficiência
1. Comprometer a alta liderança com o respeito e a promoção dos direitos das Pessoas com Deficiência.
A alta liderança deve:
Envolver-se nas ações de inclusão das pessoas com deficiência.
Disseminar, respeitar e assegurar os direitos das pessoas com deficiência em documentos, processos e políticas.
Conter e repudiar situações de discriminação.
Promover uma cultura de inclusão e de valorização da diversidade.
Considerar os termos do Pacto ao estabelecer parcerias com outras empresas e organizações.
Fomentar o engajamento de toda cadeia de valor na temática da inclusão da pessoa com deficiência.
2. Desenvolver políticas e procedimentos com vistas às ações afirmativas em todos os âmbitos da organização.
Criar política e ações de combate à discriminação.
Equiparar oportunidades e salários.
Garantir um processo seletivo focado no potencial e não na limitação.
Implementar plano de desenvolvimento e carreira.
Estimular para que a liderança tenha metas de contratação de pessoas com deficiência.
Possibilitar autonomia e empoderamento.
Fomentar a contratação de pessoas com deficiência severa e reabilitados.
3. Promover cultura e ambiente inclusivos e acessíveis a todas as pessoas com deficiência.
Garantir acessibilidade em todas as suas dimensões: atitudinal, metodológica, instrumental, comunicacional, arquitetônica, programática e natural (se aplicável).
Priorizar o uso do conceito de desenho universal para instalações, serviços e produtos.
Considerar o conceito de adaptação razoável e tecnologias assistivas para assegurar o tratamento justo e igualitário.
Disseminar o conhecimento sobre acessibilidade para toda a organização.
4. Comunicar e educar para o respeito dos diretos e deveres das pessoas com deficiência.
Desenvolver e acompanhar comunicações (internas e externas) promovendo a inclusão e evitando a discriminação.
Definir uma agenda positiva para a promoção da inclusão.
Garantir que o valor à diversidade esteja em todos os programas de desenvolvimento de pessoas na empresa.
Disseminar o valor à diversidade para todos os públicos de interesse da organização.
5. Incluir a questão da deficiência na estratégia da empresa, bem como no planejamento de produtos, serviços e atendimento a clientes.
Tornar a questão da deficiência como valor da empresa e direcionar as tomadas de decisão com base no respeito aos direitos da pessoa com deficiência.
Desenvolver canais de atendimento acessíveis para pessoas com deficiência.
Repudiar atos de discriminação, preconceitos e estereótipos.
Criar canais de diálogo e garantir a participação das pessoas com deficiência para decisões que as envolvem.
Incentivar, criar e/ou elaborar produtos, serviços, equipamentos e instalações que garantam a inclusão das pessoas com deficiência.

Inclusão de profissionais com deficiência está longe de acontecer!!!


Dois a cada 3 trabalhadores com deficiência têm Ensino Médio Completo ou mais, mas a invisibilidade continua

As empresas brasileiras iniciaram o ano com 403.255 trabalhadores com deficiência contratados, no setor público e privado. Este número representa menos de 1% dos 48,06 milhões de trabalhadores.
Os registros indicam que a cada 3 trabalhadores com deficiência, dois têm ensino médio ou mais e para cada analfabeto empregado há 18 com educação superior completa.

04-diplomasPelo lado da remuneração as diferenças variam de R$ 1.139,01 como remuneração média aos trabalhadores com deficiência intelectual, e, os reabilitados, geralmente acidentados no próprio trabalho, recebem remuneração média de R$ 3.066,80. A remuneração média dos trabalhadores com deficiência é de R$ 2.656,94 mas as variações são gritantes dependendo do tipo de deficiência, onde nos exemplos citados o primeiro grupo recebe 57,1% a menos que a média e o segundo grupo 15,6% acima da mesma média.

Para vencer mitos que ainda impedem o pleno emprego destes trabalhadores e discutir a utilização da CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade e Saúde como ferramenta para ampliar a inclusão, o Espaço da Cidadania incluiu o debate destes assuntos em seu 9º Encontro Anual, que está com inscrições abertas.

·         Dia: 24/11/2016
·         Horário: 9h00 às 13h30
·         Local: Ministério Público do Trabalho – 2ª Região
·         Endereço: Rua Cubatão, 322 – Paraíso – São Paulo (Próximo à estação Paraiso do Metrô)

Para efetuar a inscrição é necessário informar os seguintes dados: Nome completo, RG, Empresa/Entidade, Cidade, Telefone e E-mail.

As inscrições gratuitas podem ser feitas até 16/11/2016 através do e-mail ecidadania@ecidadania.org.br Oportunamente as pessoas inscritas receberão a programação definitiva e orientações.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Acessível para quem e qual o papel dos jornalistas na mídia inclusiva




Como é ser jornalista com deficiência hoje.

Por Leandra Migotto Certeza*

Conclui a minha graduação em 1999, (em uma das maiores capitais do país), trabalhei mais de 15 anos atuando em mídias segmentadas, e quando realizei uma palestra, dia 21 de outubro de 2016, para futuros comunicadores, na UNESP – Universidade Estadual Paulista de Baru, constatei que pouco mudou em relação à imagem das pessoas com deficiência na mídia, e principalmente, sobre o processo de acessibilidade e inclusão nas universidades.  

Uma das primeiras perguntas dos alunos curso de Lato Sensu no módulo de Especialização “Linguagem, Cultura e Mídia” foi: “como você vê a inserção profissional de jornalistas com deficiência que não tiveram as mesmas oportunidades do que você”.  Eu já havia respondido a esta questão, em uma crônica que escrevi e enviei para eles antes daquela noite. Minhas palavras foram:

“A maioria das 45 milhões de pessoas com deficiência no Brasil ainda vivem em situação de pobreza, sem nenhum recurso garantido por parte do Estado. Muitas ainda estão trancadas dentro de suas casas, presas em uma cama, sem possibilidade de conquistar seu direito ao trabalho, totalmente marginalizadas. E isso está acontecendo agora. Graças à minha família, tive condições de dispor de um bom tratamento, de fazer faculdade, conquistar autonomia. A maior parte dos jornalistas com deficiência também compartilha desta condição financeira mais estável do que a maioria. Por esse motivo é tão difícil encontramos jornalistas com deficiência que são de origem pobre, simplesmente porque as pessoas de classe social mais baixa ainda não tiveram condição de cursar faculdade. Ou quando tem a oportunidade ainda são barrados nas redações de emissoras de TV, revistas, jornais e rádios, por puro preconceito e discriminação”.

Durante duas horas que falei com o Grupo de Pesquisa “Mídia Acessível e Tradução Audiovisual” abordei a importância da mídia inclusiva acessível em nossa sociedade. Contei um pouco da minha trajetória como estudante em escolas totalmente excludentes ou bem pouco inclusivas, e depois como jornalista desde 1998, quando comecei a escrever reportagens sobre variados temas, relacionados ao cotidiano das pessoas com deficiência em mídias segmentadas e alguns trabalhos em mídias abertas. Também fui convidada para ser entrevistada em dois programas da TV UNESP e contar um pouco sobre a minha vida e carreira profissional, e também, sobre o conceito da deficiência como parte da condição humana diversa de todos os seres.

Mas esta história começou um mês antes, quando recebi uma mensagem da professora Prof. Dra. Lucinéa Marcelino Villelacoordenadora do curso, me convidando para realizar a atividade. Foi preciso uma ‘força tarefa’ para viabilizar minha viagem e estadia. Apenas um hotel na cidade de Bauru tem só três quartos adaptados para pessoas com deficiência. E mesmo assim, ainda não está totalmente adequado para quem usa cadeira de rodas, e não tem nenhum sinal de acessibilidade para quem não enxerga com os olhos ou não escuta com os ouvidos. Ônibus rodoviários com plataformas elevatórias ou rampas também é outro sonho bem longe de se tornar realidade. Simplesmente não existe nenhum no Brasil inteiro! E ironicamente, todos se orgulham de ter o símbolo internacional de acesso estampado bem grande na janela da frente. Pura propaganda enganosa!

Quando eu cheguei na rodoviária de Bauru, não haviam táxis acessíveis, apesar de um taxista afirmar que existe dois na cidade. Já antes, na cidade de São Paulo, para ir da minha casa até a rodoviária, utilizei um carro de transporte por aplicativo porque os poucos táxis acessíveis são mais caros e precisam ser agendados com bastante antecedência, e mesmo assim costumam falhar (eu quase perdi um vôo esperando um táxi acessível mais de uma hora). Caso não tivesse a grande ajuda do meu marido e a colaboração dos motoristas, não seria viável realizar este trabalho, pois nem sairia de casa.

Mas os ‘perrengues’ estavam só começando... Para subir e descer dos dois ônibus que viajamos (contanto ida e volta) foi preciso pedir ajuda mais uma vez. Agora não apenas para o meu marido, mas para garotos bem fortes que também iriam para o mesmo destino. Sem os braços deles e, principalmente, a enorme boa vontade e solidariedade (além da gentileza das esposas, pois os meninos me carregaram no colo), eu não teria embarcado, e muito menos conseguido viajar com tranqüilidade, porque foi preciso fazer uma parada estratégica para o xixi.

Confesso que é bom despertar a solidariedade nas pessoas, mas se locomover com independência é muito melhor! Simplesmente, não entendo porque todas as inúmeras leis internacionais, nacionais, estaduais e municipais em relação à acessibilidade não são cumpridas pelas empresas de ônibus e muito menos pelas Prefeituras e Estados no Brasil. É uma vergonha! Eu e outros vários profissionais com deficiência pagamos impostos, somos cidadãos, temos direitos e deveres, mas não somos respeitados ainda em pleno século 21.  

Será que as mais de 100 matérias que escrevi ao longo da minha carreira, e a maioria delas denúncias, não serviram de nada para conscientizar os governantes e empresários... Creio que muito ainda precisar ser feito para que os profissionais com deficiência, jornalistas ou não, sejam vistos como seres humanos que precisam conseguir viver com autonomia em uma sociedade verdadeiramente inclusiva! 

O relato de uma estudante que assistiu a minha palestra no auditório (também pouco acessível da faculdade) é a constatação que ainda estamos bem longe do que é necessário para não ser mais preciso falar sobre acessibilidade nas escolas. Ela contou que um aluno com deficiência física usuário de cadeira de rodas, quase não conseguiu participar da cerimônia de formatura porque o auditório tinha escadas. Ele estudou em uma faculdade particular de Bauru, e precisou reivindicar o seu direito que receber o diploma junto com demais colegas! 

Exatamente como eu fiz em 1996, quando exigi que adaptassem os banheiros da faculdade em que me formei. E somente em 1999, um deles foi reformado, mas mesmo assim, longe de estar dentro dos padrões internacionais de acessibilidade. Infelizmente, estas histórias de desrespeito e discriminação ainda se repetem com muita freqüência. Por isso, não podemos parar de lutar sempre mais por um mundo melhor hoje e amanhã! Cada um fazendo a sua parte, porque juntos somos mais fortes! Caminhemos...        



Assistam uma das entrevistas que dei para a TV UNESP: 

Professora Lucinéa.


Programa Artefato da TV UNESP de Bauru apresentado pela jornalista Juliana Ramos.

Jornal UNESP Notícias apresentado pela jornalista Larissa Rosseto.



Sobre a palestra a professora Lucinéa escreveu: 
"A jornalista Leandra Migotto Certeza, jornalista de São Paulo, foi convidada pelo grupo MATAV para apresentar a palestra “Acessível para quem?: O papel dos profissionais de comunicação em busca de uma mídia realmente inclusiva” no módulo de Especialização “Linguagem, Cultura e Mídia”, ministrado pela docente Profa. Dra. Lucinéa Villela. 
A palestra ocorreu no dia 21 de outubro com participação dos alunos do curso de Lato Sensu. Durante a palestra, a jornalista e blogueira, que nasceu com uma deficiência rara conhecida como “ossos de cristais”, contou de forma descontraída sua trilha para se formar em Jornalismo e atuar profissionalmente em revistas segmentadas. 
Houve grande participação dos discentes nas duas horas de bate papo com Leandra. Sua batalha de décadas desde sua infância até ser reconhecida no meio profissional serve de exemplo para todas as pessoas com deficiência que possuem um sonho de cursar uma universidade e seguir a profissão de seus sonhos. Além da palestra, a jornalista também deu duas entrevistas na TV UNESP". 
Fonte:
https://matavunesp.wordpress.com/2016/10/31/palestra-de-leandra-migotto-certeza/comment-page-1/#comment-38
*Leandra Migotto Certeza é jornalista por formação, consultora por profissão, e escritora por paixão. Recebeu o Prêmio de Classificação de Excelência no Concurso de "Periodismo y Comunicación Sociedad para Todos" na Colômbia em 2003, pelo artigo sobre educação: "Ser e Estar" (publicado em diversos portais); e o prêmio na categoria pôster sobre o projeto: “Fantasias Caleidoscópicas” (relativo à sexualidade da pessoa com deficiência) durante o "Sexto Congresso Internacional - Prazeres Dês-Organizados Corpos, Direitos e Culturas em Transformação", realizado pela Universidad Cayetano Heredia, em Lima em 2007.