quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Inclusão na Universidade São Judas

Fonte: http://www.usjt.br/servicos_comunidade/sos_direito.php

O SOS DIREITO da Universidade São Judas Tadeu, localizada na cidade de São Paulo assistirá o consumidor em geral e a comunidade de pessoas deficientes num programa de orientação legislativa.
Há um bom tempo a Universidade São Judas Tadeu integra o mundo acadêmico, seu corpo discente e a comunidade em diversas atividades sociais, a fim de aumentar a atividade pragmática do aluno, mas, principalmente, atender as necessidades da sociedade carente.
Mais uma vez a São Judas sai na frente e apresenta o “SOS DIREITO”, um programa de orientação legislativa à comunidade em geral e aos portadores de deficiência física, sensorial e orgânica, dentre outras, visando facilitar o convívio sócio-comunitário. A idéia é manter um plantão com o objetivo de sanar dúvidas jurídicas, cotidianas e corriqueiras, evitando-se o aumento, cada vez mais crescente, de consultas a assitências judiciárias gratuitas das Universidades, Ministério Público, Procuradoria Geral do Estado, órgãos de Defesa do Consumidor, dentre outros.
A importância do atendimento à comunidade deficiente é inédita numa Universidade e de extrema importância, já que, no Brasil, segundo dados do IBGE 2007, há cerca de 14,5% de pessoas com deficiência (mais ou menos 24,5 milhões de habitantes), na sua grande maioria, desinformadas dos seus direitos, havendo uma vasta legislação infra-constitucional garantidora de prerrogativas não respeitadas pela comunidade em geral como também pelo próprio Estado.
A Universidade São Judas Tadeu manterá um professor responsável e um Corpo Discente selecionado para o atendimento pessoalmente, na própria comunidade (em locais previamente designados para palestras e trabalhos itinerantes), como também por telefone e internet.
Além do atendimento, o “SOS DIREITO” apresentará palestras quinzenais junto à comunidade, principalmente carente, discorrendo a respeito de temas polêmicos e atuais, com o objetivo de informar acerca dos seus direitos e deveres, esclarecer e solucionar dúvidas, encaminhando, se necessário, à Assistência Judiciária da Universidade São Judas Tadeu ou órgão competente.
Outra atividade importante é o trabalho itinerante mensal, onde professor e corpo discente, visitarão os locais mais longínquos da Zona Leste, na forma de plantão, esclarecendo dúvidas.
Ainda haverá a elaboração de relatórios por parte do Corpo Discente dos casos concretamente atendidos, com posterior pesquisa doutrinária e jurisprudencial, sob supervisão do professor.
O atendimento é feito às terças-feiras, das 14h às 18h ou agendado diretamente com o professor José Roberto Bolonhini Júnior.
Informações pelo telefone (11) 2799-1721.

Acompanhe aqui no Blog Caleidoscópio matéria exclusiva escrita por mim sobre a ampla política de inclusão e acessibilidade da Universidade São Judas em relação aos alunos e funcionários com deficiência. 
Leia também entrevista com responsáveis pelos projetos no campus Butantã (SP), junto com fotos e vídeos inéditos. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Cidade Inclusiva


Olhares de Uma São Paulo Inclusiva, é um projeto que apresenta um olhar diferenciado das opções culturais que a cidade oferece. Esse olhar foi registrado por meio de lentes de fotógrafos novatos: cadeirantes da periferia Sul de São Paulo que descobrem e contam a cidade através de suas lentes.

O Guia de Roteiros Culturais Mão na RODA é um dos resultados desse projeto que teve como foco expedições fotográficas, arte, cultura, apropriação e inclusão na cidade. Além do guia, o projeto também produziu um blog e a Exposição Fotográfica Olhares de uma São Paulo Inclusiva.

Dia 25 de janeiro de 2012  às 13hs  

Pólo Cultural do Grajaú  
Rua Prof° Oscar Barreto Filho, n°50 - SP

Informações: Paulo Scarpelli - Tel: (11) 5665-8243 
E-mail: pauloscapelli@hotmail.com


Venham conferir o resultado do projeto e celebrar o aniversário de São Paulo conosco!!!


Divulgação Virtual 2.jpg


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

V Encontro Brasileiro da Síndrome de Williams





V Encontro Brasileiro de Síndrome de Williams
“A força que vem do coração”

Dias 11 e 12 de fevereiro de 2012 em São Paulo
ETEC – Escola Técnica Estadual do Estado de São Paulo do Parque da Juventude

ABSW - Associação Brasileira de Síndrome de Williams-Beuren completa 10 anos de muita dedicação e amor ao próximo, lutando pelos Direitos das Pessoas com Deficiência Intelectual, e divulgando informações sobre a SWB para melhorar a qualidade de vida das crianças, jovens e adultos. Também estimula a ampla difusão de avanços das pesquisas científicas e tratamentos de reabilitação e qualidade de vida unindo as famílias, profissionais e pessoas com a doença para trocarem experiências por meio de diversos atendimentos e encontros; além da efetiva participação na elaboração de políticas públicas democráticas inclusivas.

Objetivo: esclarecer dúvidas dos pais e familiares, trocar experiências entre pesquisadores, difundir o conhecimento e comemorar os 10 anos da associação.

Público-alvo: profissionais da área médica, reabilitação, direito, educacional, habitacional, transporte, social, e cultural, pesquisadores, estudantes,  pais, familiares, pessoas com SW, jornalistas e demais interessados. 

Atividades:

·         6 salas com palestras e mesas redondas;
·         Curso de Educação Inclusiva; 

·         Curso de introdução a ensaios clínicos e protocolos de pesquisas para dirigentes de ONGs;
·         Oficinas variadas;
·         Elaboração de um documento com propostas aos governos sobre as políticas públicas necessárias à inclusão de pessoas com SW;
·         Recreação infantil e atrações musicais.

Programação resumida:

·         Compreendendo a Síndrome de Williams no Brasil (diagnósticos, aconselhamento genético, atendimentos do SUS e pesquisas);
·         Aspectos médicos (cardiologia, ortopedia, problemas urinários, oftalmologia, otorrino, psicologia, neurologia entre outros) da SW;
·         Independência das pessoas com SW;
·         Reabilitação baseada na comunidade;
·         Convenção Internacional da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência;
·         Benefício de Prestação Continuada – BPC;
·         Qualidade de vida;
·         Educação inclusiva;
·         Atividades multidisciplinares;
·         Música e cultura.


Local:  ETEC – Escola Técnica Estadual do Estado de São Paulo do Parque da Juventude
AV. Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana – São Paulo / SP - Informações sobre o local: http://www.etecparquedajuventude.com.br

Horário: das 8hs às 18hs

Programação completa no site da ABSW - Site: www.swbrasil.org.br
Inscrições com certificado de participação: E-mail: swbrasil@swbrasil.org.br

CONTRIBUIÇÃO VOLUTÁRIA


O que é a Síndrome de Wiliams Beuren?

A SWB é uma deficiência genética rara, não é congênita e nem tem causas ambientais ou influências de fatores psicossociais. Tem impacto sobre diversas áreas do desenvolvimento da pessoa, incluindo cognitiva, comportamental e motora, tanto em mulheres como homens, em qualquer lugar do mundo e grupo étnico.

O número de pessoas com SW varia entre 1 em cada 10.000 a 1 em cada 25.000. Na grande maioria das famílias a ocorrência é esporádica. Embora se trate de uma síndrome até então considerada rara por alguns estudiosos, já observamos inúmeros casos diagnosticados no Brasil. Existe tratamento clínico para as alterações oculares, cardiovasculares, renais e urinárias, além de reabilitação, fisioterapia, fonoaudiologia e estimulação psicomotora global. No entanto, ainda não há cura. Devido as características da SW aparecer em vários órgãos e estar associada à presença de deficiência intelectual, muitos pais encontram dificuldades diversas em todos os setores da sociedade (saúde, educação, trabalho, lazer), principalmente, no diagnóstico ou na orientação médica adequada, causando tratamentos muitas vezes incorretos, impedindo um melhor desenvolvimento das pessoas.

O que é a ABSW – Associação Brasileira da Síndrome de Williams?

Criada em 2002, é a única associação civil, sem fins lucrativos, de direito privado no Brasil, dedicada à qualidade de vida das pessoas com a síndrome. Foi fundada por Jô Nunes (atual presidente da associação), por inspiração de sua saudosa filha, Jéssica Nunes Herculano, jovem diagnosticada com a síndrome aos 7 anos, e primeira a realizar um transplante de coração no mundo. Hoje a associação congrega de mais de 1.200 membros entre: familiares, crianças, jovens e adultos nos mais de 18 núcleos nos seguintes estados São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Minas Gerais, Goiás, Brasília, Manaus e Bahia. Só no Estado de São Paulo funcionam núcleos nas cidades de Campinas, Piracicaba, Osasco, ABCD Paulista, Baixada Santista e Sorocaba. A associação também tem grupos de atuação pela América Latina (no Chile e na Espanha) e entre outros países como Rússia, Canadá e Portugal. Uma das principais metas da Associação Brasileira de Síndrome de Williams é levantar junto às instituições da área de saúde a identificação dos casos existentes no Brasil, diagnosticados ou com suspeitas.

Informações: Rua Engenheiro Andrade Júnior, 229 - Belém - São Paulo - SP – CEP: 03061-040





segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo



Ilha Comprida aí vamos nós! Vivermos momentos maravilhosos ao lado da nossa família do coração! 


Ano Novo e Vida Nova, cheia de renovações, mudanças, evolução, crescimento, aprendizados, e muito AMOR!!!!










Descrição das imagens: paisagem da praia e foto minha com o Marcos, juntos e felizes.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal e Ano Novo


Viver e não ter a vergonha de ser feliz!

A minha mensagem de fim de ano e início de outro é que as pessoas vivam sem medo de serem felizes, mesmo que a tristeza e a dor sejam companheiras em momentos em que aprendemos a nos conhecer melhor. 

Em 2011 eu sofri muito, mas sobrevivi e fiquei mais forte, compreendendo que o amor profundo e verdadeiro entre duas pessoas que se respeitam, supera o individualismo, o medo, a falta de esperança, o preconceito, a discriminação, a crise financeira, as intrigas, as más energias, a inveja, e principalmente, a indiferença e a mágoa. 

Também aprendi que quando se ama e é amada com intensidade (e às vezes até dor), um sorriso que brota de dentro do coração vale mais do que palavras. Afinal, amor é quando os defeitos e acertos, entre duas pessoas que se conhecem profundamente, são compartilhados ou apenas vividos entre duas paredes, sem receios de acertarem ou errarem por serem apenas humanos. 

Eu desejo que em 2012 vocês, amigas e amigos, aprendam a ouvir mais a voz interior do que  se importar com a opinião das pessoas lá de fora, pois a vida é muito curta para perdemos tempo sofrendo arrependidos por não termos apenas tentado sermos felizes do jeito que estamos no mundo: simplesmente imperfeitos por sermos humanos.

Agradeço a todas e todos (amigos e familiares) que estiveram sempre ao meu lado nestes 365 dias de 2011, ouvindo minhas confissões, suportando minhas lamúrias, enxugando minhas lágrimas, me dando colo e abrigo, e principalmente, acreditando em mim e me incentivando a continuar vivendo com alegria, intensidade, esperança e fé que o amor sempre vence. 


Quem nos próximos anos tenhamos força para vivermos intensamente todas as emoções, das mais difíceis às mais fáceis, sem medo nos aceitarmos como somos e lapidarmos nossas almas, evoluindo sempre com muito amor ao próximo e a nós mesmos!


Beijos estalados e abraços apertados, 


Lê   




Fonte do vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=4y0jyy-14T4&list=UU3CzogxEU8XDQp9BVUZR_aw&index=10&feature=plcp 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

DENÚNCIA URGENTE

Fonte: http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5509672-EI8139,00-RJ+presidente+de+associacao+e+afastado+por+maltratar+deficientes.html


RJ: presidente de associação é afastado por maltratar deficientes
08 de dezembro de 2011 • 15h52

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O presidente da Associação Pestalozzi, que cuida de deficientes, em Nova Friburgo, centro fluminense, foi denunciado pelo Ministério Público por submeter os usuários da instituição a maus-tratos. Ao receber a denúncia, a Justiça determinou o imediato afastamento de Adilson de Alencar Araújo das funções. Além disso, ele está proibido de frequentar o local.
De acordo com a denúncia do MP, sob o pretexto de disciplinar os acolhidos, Adilson os castigava com socos, tapas no rosto e empurrões, além de xingamentos. Em certa ocasião, ele colocou uma das crianças de cabeça para baixo em um vaso sanitário. Em outra, pediu para que as vítimas desembarcassem da van e "jogou" o veículo contra elas, segundo a promotoria.
"Todas as vítimas, alunos com necessidades especiais da Associação Pestalozzi em Nova Friburgo, eram menores de catorze anos ao tempo do crime e foram castigadas física e/ou verbalmente pelo denunciado, presidente da referida instituição, com evidente abuso dos meios empregados", ressalta a denúncia.

Além dos muros da discriminação e do preconceito

Leitura ótima para refletir no fim de semana!!!! Texto maravilhoso de Jorge Márcio:


Fonte: http://infoativodefnet.blogspot.com/2011/12/o-retorno-da-integracao-pela-inclusao.html


"Para os que pensam sobre a comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, dia 10, faço o convite para uma reflexão sobre os muros, as cercas e os ‘’limites’’ que, mesmos os invisíveis, nos podem cercear ou mesmo pisotear alguns direitos fundamentais."

Ampliando horizontes profissionais

Fonte: http://alternativarevista.wordpress.com/2011/12/02/coluna-mulher-sera-assinada-por-leandra-migotto-certeza-jornalista-com-deficiencia-fisica/


Coluna ‘Mulher’ será assinada por Leandra Migotto Certeza, jornalista com deficiência física

Paixão e prazer definem bem a coluna Mulher, da Revista Alternativa- beleza sob um novo olhar, que contará com divertidas e emociontes histórias sobre sensualidade e sexualidade feminina fora do padrão, narrada pela jornalista Leandra Migotto Certeza que é portadora de osteogenesis imperfecta , doença conhecida como ossos de vidro ou ossos de cristal.
Saiba mais quem é esta mulher inspiradora numa participação que ela fez na novela ‘Viver a Vida’ da Rede Globo de televisão.

Conheça o blog de Leandra Migotto: http://leandramigottocerteza.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A união que vem do coração

Aperitivo da matéria que escrevi na Revista Síndromes - www.revistasindromes.com.br sobre a ABSW - Associação Brasileira de Síndrome de Williams. Para ler mais assinem!



A ABSW Associação Brasileira de Síndrome de Williams-Beuren completará 10 anos de dedicação, amor ao próximo e inclusão social, lutando pelos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência, por meio de atendimentos e encontros, além da participação na elaboração de políticas públicas democráticas.

Por Leandra Migotto Certeza*

“Quando descobri que tinha uma filha diferente me desesperei. Tinha sonhado em ter uma filha doutora e dentro do modelo de perfeição que a sociedade nos impõe. Hoje vejo que atingi meus objetivos. Minha filha foi doutora em lição de vida, modelo em dignidade e perfeita em tudo!”, relembra com muito orgulho Jô Nunes, fundadora e Presidente Voluntária da ABSW, após um ano da saudosa partida da sua maior inspiradora, a sempre amada, Jéssica Nunes Herculano, a primeira jovem com Síndrome de Williams a receber um transplante de coração no mundo. 

O coração da ABSW

A ABSW é feita de pessoas! Gente que abraça a associação e se une para conquistar objetivos em comum de forma solidária! Conheçam um pouco daqueles que continuam acreditando e lutando por um mundo mais justo e inclusivo.

Alan Souza do Nascimento tem 14 anos, cursa o quinto ano do ensino fundamental em uma escola pública e toca vários instrumentos. Sua mãe, Silvana, Vice-Presidente Voluntária da ABSW só descobriu que ele tinha Síndrome de Williams após realizar um exame em seu coração aos 2 meses de idade.

“Eu dou bronca, porque quero um filho pronto para o mundo! Quero proporcionar o máximo de independência para ele saber se virar sozinho na medida do possível”, comenta Maira Zamorano, Diretora Secretária Voluntária da ABSW, e mãe de Felipe Ferrari Zamorano, jovem de 10 anos com Síndrome de Williams. Felipe adora jogar futebol na escola e ficou em terceiro lugar no campeonato. 

Convivendo com Síndrome de Asperger

Aperitivo da matéria que escrevi na Revista Síndromes - www.revistasindromes.com.br. Para ler mais assinem!!

Edição de texto: Leandra Migotto Certeza*

Neste espaço pais e pessoas com a síndrome relatam um pouco sobre suas experiências de viver com suas singularidades em uma sociedade ainda pouco inclusiva. São exemplos de pessoas que já conseguiram alcançar muitos objetivos graças à força de vontade, mas ainda enfrentam muitos desafios para realizarem seus sonhos; assim como a maioria dos seres humanos sem deficiências. É uma oportunidade para os leitores conhecerem um pouco mais sobre a diversidade.    

Por Regiane Nascimento


Fernanda Raquel Nascimento Santana, 18 anos, tem Síndrome de Asperger é desenhista e ilustradora free lancer na Editora Saraiva. Atualmente, namora um rapaz carioca, tem amigos com e sem deficiência intelectual em vários cantos do país e exterior. Curte Cosplay-Furry (vestir fantasias inspiradas em personagens do desenho animado e filmes), aeronaves da aviação comercial e fotografia. Para o futuro, tem o objetivo de cursar o ensino superior na área web-designer, animação e cinema. Além de trabalhar na mesma área, planeja adquirir e dirigir um automóvel (camionete preta), casar e constituir lar e família (casal de filhos). Enfim, uma convivência social e familiar característico do ciclo peculiar de vida, jovem adolescente cheia de sonhos, rodeada de amigos, onde a condição da Síndrome de Asperger passa ser um diferencial como pano de fundo para seu crescimento interior.

Por Simone Alli Chair

Eu sonhava muito em ser mãe. Quando isso aconteceu, eu tinha 27 anos, e ao perceber, pelo ultra-som que era uma menina, chorei de felicidade, pois nada poderia ser melhor. A Camila Alli Chair nasceu linda, perfeita, toda rosadinha e dengosa. Com o passar dos meses minha filha crescia linda, e as pessoas me paravam na rua atraídas por sua beleza e por seu encanto. Nessas horas ela me abraçava, chorava e não gostava do contato de nenhum estranho. Era quietinha, organizada, não fazia bagunça nem gritava pela casa. Andou no período normal e falou bem cedo, mas sendo sua característica o fato de ficar mais calada do que falante. Com vizinhos, amigos e parentes era bem arredia e não suportava ficar um minuto longe de mim e não aceitava de forma alguma o colo de outras pessoas. Seu mundo era eu e o pai dela. 
Por Camila Alli Chair
Tenho 21 anos e vou contar um pouco da minha história e como enfrento o fato de ter a Síndrome de Asperger. Desde pequena que eu acho o mundo caótico, lembro-me de ter medo das pessoas desconhecidas. Eu ficava grudada aos meus pais (principalmente da minha mãe) o tempo todo. Tive dificuldades em arranjar amizades, as poucas que tive, foram falsas e interesseiras. A escola? O que dizer dela... Era um dos meus maiores pesadelos. Eu sofri bullying por muitos anos. 

Doce amiga portuguesa de cristal

Fonte: http://mulher.sapo.pt/a-minha-mae-chamava-me-girina-1205749.html

A minha mae chamava-me Girina

Descrição da imagem: foto de Mafalta (pele clara e cabelos castanhos compridos) sentada em sua cadeira de rodas sorrindo. Ela veste uma roupa de cor preta com um lindo lenço vermelho, e um ar elegante de tanta felicidade.


A minha mae chamava-me Girina


Texto de Mafalda Ribeiro - Técnica em Comunicação e escritora com Osteogenesis Imperfecta

Sob o mesmo prisma do sapo que um dia se transformou em príncipe, pelo poder do amor, atrevo-me a partir de hoje - que é um dia perfeito porque é sete - e semanalmente, sempre as quartas-feiras, a desfiar o novelo das minhas emoções aqui.


Porque nem tudo o que parece é... 
Sou uma mulher que faz do tempo um compasso de espera pelo toque do tal beijo no sapo. Um beijo dado pela humanidade a tudo o que é apelidado de diferente, quando diferentes somos todos, até os sapos. Um beijo capaz de transformar o ângulo de visão daqueles que experimentam beijar e com isso ver para além das aparências. Um beijo que deveria acontecer mais do que uma vez e diariamente ao contrário de ter anualmente data marcada para ser dado: o 3 de Dezembro em que se assinalou o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.
Porque há mulheres que, se lhes tirarmos aquilo que se vê à primeira vista, são, como deveriam ser todas as mulheres, princesas no trono da vida todos os dias. Sentadas nele, com um olhar mais atento, penetrante nas coisas banais, são mulheres que guardam dentro de si a perseverança e a aceitação de permanecerem permanentemente num corpo incompleto de um qualquer dos cinco sentidos. Vale-lhes o sexto, quase exclusivamente concedido à mulher, ainda mais apurado aquando da falta de visão, audição, sensibilidade no tacto, fala ou mobilidade.
Eu sou uma dessas mulheres a quem o destino concedeu um trono com rodas. Há mais de um quarto de século, não sabia o que eram fadas boas nem bruxas más, mas senti a magia (que dura até hoje) da invisível varinha de condão que me tocou nas primeiras horas de vida e me soprou baixinho ao ouvido: "vive..."! Agora, sentada na minha cadeira de rodas sei que fui abençoada; ser como sou não é uma maldição sedenta de um milagre, é um estado de consciência de que os finais felizes não foram escritos só para príncipes e princesas. Afinal, os sapos também são filhos de Deus...

Mafalda Ribeiro

Biografia


Mafalda Ribeiro tem 28 anos de uma vida invulgar. Estudou Jornalismo, mas é Técnica de Comunicação. 

Não é jornalista na prática, mas é o gosto pelo jornalismo e pelas letras que fazem mover a sua cabeça, ainda que as pernas não lhe obedeçam. Convive com a Osteogénese Imperfeita e desloca-se em cadeira de rodas desde sempre. 

Há três anos publicou o seu primeiro livro "Mafaldisses - Crónicas sobre rodas" (Papiro Editora, 4ª edição).



É voluntária em projectos de solidariedade social, tem uma visão humanista e aguçada do mundo e por isso dá a cara pela inclusão e pela igualdade de oportunidades, sempre que lhe dão tempo de antena, tal como a personagem de banda desenhada do argentino Quino. Dessa Mafalda herdou também o não gostar de sopa, o tom protestante quando é preciso e o ar inconformado perante o comodismo e o queixume redundante da maioria.
Mafalda Ribeiro não vê limites diante das suas limitações. Acima de tudo, é uma uma mulher de palmo e meio grata por poder continuar a viajar dentro desta que é a viagem da vida.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Recordar para avançar

O presente é construído aprendendo com as lições do passado. Reviver boas lembranças me anima a continuar trabalhando com muita dedicação. O reconhecimento e as críticas do público são sempre fundamentais para o aprimoramento profissional. 


Assistam as minhas participações em vídeo na TV:

http://vimeo.com/user6407792/videos



https://sites.google.com/site/leandramigotto/portifolio-de-videos


E ouçam minhas entrevistas nos rádios:


https://sites.google.com/site/leandramigotto/portifolio-de-audios

sábado, 3 de dezembro de 2011

Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência


DEFICIÊNCIAS E DIREITOS HUMANOS - MAIS UM DIA PARA COMEMORAR?

"Não poderemos assistir, nesse Dia 03 de Dezembro, apenas a visibilização de nossas marchas ou passeatas. Precisamos também parar um pouco para refletir sobre os retrocessos que todos os avanços legais estão sofrendo. Precisamos perder o medo de uma mudança radical dos paradigmas".


LEIAM O TEXTO NA ÍNTEGRA NO BLOG:
INFORMAÇÕES sobre citações e dados no texto nos links abaixo:


INTERNATIONAL DAY OF DISABLED PERSON – ONU http://www.un.org/disabilities/default.asp?id=1561
Subtemas de 2011, sugeridos pela ONU no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência:
1 - “Perspectiva da deficiência na corrente principal da sociedade: incluindo essa perspectiva em todos os processos do desenvolvimento”.
2 - “Gênero: incluindo mulheres e meninas com deficiência no desenvolvimento”.
3 - “Incluindo crianças e jovens com deficiência no desenvolvimento”.
4 - “Acessibilidade: eliminando barreiras e promovendo o desenvolvimento que inclua a perspectiva da deficiência”.
5 - “Promovendo a coleta de dados e estatísticas sobre a deficiência”.

FILME CITADO – WITHOUT PITY – A Fim About Abilities – 1996 http://www.chrisreevehomepage.com/m-withoutpity.html

OUTROS TEXTOS NO BLOG _
O Surdo, o Cego e o Elefante Branco- http://infoativodefnet.blogspot.com/2011/05/o-surdo-o-cego-e-o-elefante-branco.html

Um dia qual será a nossa CIF? As Deficiências e sua(s) Classificação (ões) http://infoativodefnet.blogspot.com/2011/11/um-dia-nos-seremos-qual-cif-as_28.html