segunda-feira, 9 de maio de 2011

Notícias da ONU sobre Deficiência

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Abril 2011

Habilitar Boletim é elaborado pelo Secretariado da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (SCRPD) no Departamento das Nações Unidas de Desenvolvimento Econômico e dos Assuntos Sociais (DESA), com a entrada dos escritórios da ONU, agências, fundos e programas, bem como de da sociedade civil. Também está disponível online em: http://www.un.org/disabilities.
Nesta edição:

§ Status da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CRPD)
Destaques do §
CDPD o Comité conclui a sua 5 ª sessão
CDPD o Comité solicita documentos
o Promover a conscientização do autismo nas Nações Unidas
o Nova página web sobre a deficiência de recursos e desporto
Nações Unidas Ativar o Facebook
o Lançamento do primeiro Relatório Mundial da Deficiência
o Nova resolução da ONU que aborda a discriminação contra as pessoas afetadas pela hanseníase
o maior apoio para as vítimas de minas terrestres no Afeganistão
Conferência o adota declaração sobre as doenças não transmissíveis
OMPI o lança a publicação de orientações acessíveis
o Década para a Segurança Rodoviária lançado em Belgrado
Consulta Regional sobre o acesso ao tratamento do HIV
Grupo de Contacto, o Global sobre Aids e Deficiências
§ Próximos eventos
§ Outras notícias

ESTATUTO DA CONVENÇÃO (CDPD)
99 ratificações da Convenção
147 signatários da Convenção
Protocolo Facultativo à Convenção
61 ratificações do Protocolo Facultativo
90 signatários do Protocolo Facultativo
Quarta Conferência dos Estados Partes, a ser realizada na sede da ONU em Nova York, 7-9 setembro de 2011.

DESTAQUES

CDPD Comité concluiu sua quinta sessão
A quinta sessão do Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência realizou 11-15 Abril de 2011 e abriu com uma nota de boas vindas pelo Sr. Ronald McCallum, o reeleito Presidente da Comissão. A abertura incluiu ainda uma tomada de posse dos novos membros da Comissão: Sra. Theresia Degener, Gabor Sr. Gombos, Fatiha Sra. Hadj-Salah, o Sr. Hyung Kim Shik, Stig Sr. Langvad, a Sra. Silvia Judith Quan- Chang, o Sr. Carlos Rios Espinosa, e Damjan Sr. Tatic. Ms. Maria Soledad Cisternas Reyes, Sra. Edah Wangechi Maina ea Sra. Yang Jia foram eleitos como vice-presidentes, ea Sra. Theresia Degener foi designado por aclamação como o relator. A declaração foi entregue pela Sra. Marcia Kran, Diretor de Pesquisa e Direito ao Desenvolvimento Divisão do ACNUDH. Ms. Kran incentivou a Comissão a formular recomendações claras e específicas que, na experiência de outros corpos de tratado, tornando-os mais susceptíveis de serem aplicadas. DESA estabeleceu um diálogo com os membros da Comissão e forneceu um briefing sobre as suas iniciativas na promoção da implementação da Convenção, bem como atualizações sobre a evolução da próxima quarta Conferência dos Estados Partes. Breves relatos da International Disability Alliance (IDA), seguidos, incluindo um briefing sobre a situação no Japão após o terremoto. O Comitê também foi informado pelo Relator Especial da ONU sobre Deficiência, Sr. Shuaib Chalklen. A Comissão adoptou a sua primeira observações finais em relação à Tunísia e também uma lista de questões relacionadas com o seu diálogo com a Espanha. As observações finais estão disponíveis no site do Comitê sob a 5 ª sessão: http://www.ohchr.org/EN/HRBodies/CRPD/Pages/Session5.aspx. Saiba mais sobre o Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: http://www.ohchr.org/EN/HRBodies/CRPD/Pages/CRPDIndex.aspx. Para obter mais informações sobre o Relator Especial da ONU sobre Deficiência, visite: http://www.srdisability.org/index.html.

CDPD Comité solicita documentos
O Comité CDPD enviou uma chamada de trabalhos sobre a “Prática e Medidas teórica para a implementação do artigo 12 da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”. As inscrições são solicitados até 17 de Junho de 2011. Mais informações: http://www2.ohchr.org/SPdocs/CRPD/Call_for_papers_art12.doc.
Promover a conscientização do autismo nas Nações Unidas
Vários eventos foram organizados durante vários dias nas Nações Unidas, para comemorar o Dia Mundial da consciência do autismo – 02 de abril. Os eventos incluídos exibições de filmes sobre o autismo, uma sessão de autógrafos e um painel de discussão intitulado “Resolver o enigma do autismo saúde pública: a colaboração regional e internacional”. O Secretário-Geral Ban Ki-moon, em sua mensagem para observar o dia, disse que embora o reconhecimento das condições de saúde entre os autistas, científica e de prestação de cuidados comunidades foi melhorando, a sensibilização do público permaneceu baixo. Mais informações: http://www.un.org/en/events/autismday/index.shtml.

Nova página web sobre a deficiência de recursos e esportes
O novo Deficiência e do Desporto página web no website Habilitar das Nações Unidas destaca a capacidade única do desporto de transcender as barreiras linguísticas e culturais tornando-se uma excelente plataforma para as estratégias para fazer avançar a inclusão e emancipação das pessoas com deficiência na sociedade e no desenvolvimento. Ele também chama a atenção para a popularidade universal do esporte e seus benefícios para o desenvolvimento físico, social e económica que o tornam uma ferramenta ideal para promover a inclusão eo bem-estar das pessoas com deficiência. A página web também oferece links para publicações e outros documentos sobre o assunto, bem como links para sites relacionados. Junto com os Estados-Membros ea sociedade civil, DESA vai organizar um painel de discussão em 27 de Junho na sede da ONU para debater questões sobre como explorar o potencial do esporte para promover o desenvolvimento inclusivo pessoas com deficiência e sensibilizar a opinião pública sobre as questões da deficiência. Mais informações: http://www.un.org/disabilities/default.asp?id=1563.

Nações Unidas Ativar Facebook
A nova página do Facebook, Reino Habilitar Nações foi lançada para informar aos usuários dessa rede social para descobrir mais sobre o trabalho das Nações Unidas para pessoas com deficiência, bem como os próximos eventos. Mais informações: http://www.facebook.com/pages/United-Nations-Enable/196545623691523

Lançamento do primeiro Relatório Mundial da Deficiência
A nova publicação, o primeiro Relatório Mundial sobre Deficiência, produzido em conjunto pela Organização Mundial da Saúde eo Banco Mundial, uma revisão de evidências sobre a situação global das pessoas com deficiência, e oferece orientações para as políticas e práticas para combater a exclusão. O relatório será lançado na sede da ONU em 09 de junho. Ele contém capítulos sobre saúde, reabilitação, assistência e apoio; ambientes propícios, a educação, e emprego. Importante, o relatório inclui também a primeira estimativa de prevalência da deficiência novos desde 1970 e faz o caso para uma melhor recolha de dados. Este relatório demonstra como pioneiro remoção de barreiras, a investir na reabilitação e ambientes mais acessíveis podem permitir que milhões de pessoas com deficiência a participar na educação, emprego e sociedade em geral. No cruzamento dos direitos humanos, desenvolvimento, estudos de saúde pública e da deficiência, o Relatório Mundial das Pessoas com Deficiência é uma publicação importante para os decisores políticos, profissionais, pessoas com deficiência e suas famílias. Mais informações: http://www.who.int/disabilities/world_report/en/index.html.

Nova resolução da ONU que aborda a discriminação contra as pessoas afetadas pela hanseníase
Uma nova resolução da Assembléia Geral, “Eliminação da discriminação contra as pessoas afetadas pela hanseníase e de seus familiares” (A/RES/65/215), as chamadas para o tratamento de pessoas afetadas pela lepra e seus familiares com dignidade, como indivíduos que têm direito a todos os direitos humanos e fundamentais informações freedoms.More: http://www.un.org/disabilities/documents/gadocs/a_res_65_215.pdf.

Segunda Conferência Regional do Pacífico das Pessoas com Deficiência
Os membros do Fórum do Pacífico das Pessoas com Deficiência (PDF), incluindo os governos dos países na região do Pacífico, bem como organizações de desenvolvimento, organizações não-governamentais da sociedade civil e instituições de direitos humanos na região do Pacífico participou da Segunda Conferência Regional sobre Deficiência. A Conferência foi realizada 4-7 de Abril, em Auckland, Nova Zelândia, sob o tema “Promover ações sobre a Convenção sobre os Direitos da Personswith Deficiência (CRPD) na região do Pacífico”. O documento final incluiu uma lista de recomendações a todos os interessados ​​a dar passos significativos e tangíveis para continuar a implementar a Convenção e capacitar pessoas com deficiência e suas organizações. Mais informações: http://www.pacificdisability.org/newsReader.aspx?newsId=215.

Maior apoio às vítimas de minas terrestres no Afeganistão
Em um esforço para integrar melhor suporte às vítimas de minas terrestres em maior deficiência de quadros nacionais – a Organização das Nações Unidas Mine Action Service (UNMAS) no Afeganistão tem desenvolvido um mecanismo alternativo de canalizar os fundos previstos para o Fundo Voluntário para Assistência na Desminagem, para assistência às vítimas . A pedido da UNMAS, UNOPS Afeganistão Centro de Operações (AGOC) criou a Organização das Nações Unidas no Afeganistão Programa de Apoio a Deficientes (ADSP), cobrindo o espectro de apoio à deficiência, incluindo a assistência às vítimas de minas terrestres. O ADSP se tornou totalmente operacional em Abril de 2011 – prestação de consultoria técnica, treinamento e desenvolvimento de capacidades e apoio financeiro para o Ministério da Saúde afegão, Ministério do Trabalho, dos Assuntos Sociais, Mártires e dos Deficientes, do Ministério da Educação. Inicialmente financiado por fundos de desminagem, ADSP vai olhar para tirar recursos de outras fontes como o programa se expande. Mais informações: http://www.mineaction.org/overview.asp?o=22.

OMPI lança a publicação de orientações acessíveis
O Enabling Technologies Framework é um projeto de três anos financiado pela OMPI e aprovada pela Plataforma Stakeholders da OMPI, que foi iniciado em junho de 2010. Este projecto conjunto que envolve tanto EDItEUR eo Consórcio DAISY visa desenvolver ainda mais a publicação mainstream processos para que eles possam entregar as publicações digitais que são plenamente acessíveis às pessoas com deficiência de leitura. No final do primeiro ano do projeto, EDItEUR lançou o “Publishing Acessível, Guia de Boas Práticas para editores” que estão disponíveis nos formatos HTML, Word e PDF no http://www.visionip.org.

Consulta regional sobre o acesso ao tratamento do HIV
Os delegados dos 24 países da Ásia-Pacífico se reuniram em Bangkok 30-31 Março de 2011 para analisar os progressos e desafios para os esforços da região para garantir o acesso aos serviços de HIV para todos. A Organização das Nações Unidas Comissão Econômica e Social para a Ásia eo Pacífico (Unescap) organizou a Ásia-Pacífico Consulta Regional sobre Acesso Universal ao Tratamento do HIV, cuidados e apoio que reuniu 200 representantes de governos, o sistema das Nações Unidas, os parceiros de desenvolvimento e as comunidades mais afetadas pela HIV. Mais informações: http://www.unescap.org/sdd/meetings/hiv/index.asp.

Grupo de Contacto Global sobre Aids e Deficiências
O Global do Grupo de Contacto sobre Aids e Deficiências estão a coordenar esforços para incluir a perspectiva da deficiência em defesa HIV / SIDA e os esforços de programação a nível internacional. Actualmente o Grupo está empenhado em promover a inclusão de questões que afetam pessoas com deficiência na próxima Reunião de Alto Nível da Assembléia Geral sobre a Aids a ser realizada 8-10 de Junho. Para mais informações ou para participar do grupo, envie um email para: GCGAD@listserv.syr.edu.

PRÓXIMOS EVENTOS
(Congratulamo-nos com a informação do público em geral sobre os principais eventos internacionais de deficiência para inclusão na lista abaixo.)

10-11 maio: O Grande Evento 2011 – Na Austrália controle
Apresentado pelo Capítulo de NSW de controle na Austrália, o tema deste ano do grande evento é: Support auto-dirigida: Fazendo Acontecer. O evento traz mais de vinte oradores altamente experientes e inspiradora juntamente com pessoas que vivem com deficiência, familiares, cuidadores, o governo defende, decisores políticos, serviços, suporte e administradores. Mais informações: 

23-29 maio: Africano de Jovens com Deficiência: Elevar as nossas vozes para a Inclusão
Organizado pela Sociedade Aberta Fundações Iniciativa Jovem e dos Direitos dos Deficientes Initiative, “Africano de Jovens com Deficiência: Levantar as nossas vozes para a Inclusão”, vai responder ao crescimento dos jovens com o movimento deficiência no continente Africano. O encontro, que será realizada em Nairóbi, no Quênia, visa fortalecer a juventude Africano com deficiência da rede e desenvolver parcerias que vão ajudar a mobilizar, capacitar e coordenar as iniciativas de jovens com deficiência “. A iniciativa irá oferecer 50 jovens com deficiência a oportunidade de aprender, colaborar e planejar estratégias para uma sociedade mais inclusiva África. Mais informações: http://www.youthpolicy.org/disabilities.

30-31 maio: Conferência sobre Deficiência em Conflitos e Emergências
A Conferência sobre Deficiência em conflitos e emergências: “Atingir os mais vulneráveis” será realizada em Oslo, Noruega, 30-31 Maio de 2011. A conferência está sendo organizada pela organização norueguesa de deficiência de cúpula, a Aliança do Atlas, em cooperação com o Ministério das Relações Exteriores. A Conferência tem como objectivo abordar as questões relacionadas às pessoas com deficiência em desastres e crises, que estão entre os mais vulneráveis, tanto em razão da deficiência e da pobreza. Mais informações: http://www.atlas-alliansen.no/Faktaark-html-versjon/Disability-in-Conflicts-and-Emergencies.

30 maio – 17 junho: 17 ª Sessão do Conselho dos Direitos Humanos
O Conselho de Direitos Humanos (CDH) é um órgão inter-governamental no âmbito do sistema das Nações Unidas composta por 47 membros responsáveis ​​por fortalecer a promoção e proteção dos direitos humanos ao redor do globo. A 17 ª sessão do Conselho incluirá um debate sobre Open, o Presidente do Conselho-ended consultas informais sobre a proposta de resolução sobre o resultado da revisão HRC. Mais informações: http://www2.ohchr.org/english/bodies/hrcouncil/17session/index.htm.

08-10 junho: Reunião de Alto Nível sobre a SIDA
A Assembleia Geral das Nações Reunião de Alto Nível sobre a SIDA será realizada na sede das Nações Unidas 8-10 Junho de 2011. A Assembléia vai realizar uma ampla revisão dos progressos alcançados na implementação da Declaração de Compromisso sobre HIV / AIDS ea Declaração Política sobre o HIV / AIDS. Representantes de organizações não-governamentais com estatuto consultivo no Conselho Econômico e Social, organizações da sociedade civil e do setor privado, também será incluído na lista de oradores para as sessões plenárias da Reunião de Alto Nível. O Global do Grupo de Contacto sobre a Aids e Deficiência, em parceria com as agências das Nações Unidas, sociedade civil e outros parceiros de desenvolvimento irá realizar um evento paralelo sobre Aids e deficiências na reunião. Mais informações: http://www.unaids.org/en/aboutunaids/unitednationsdeclarationsandgoals/2011highlevelmeetingonaids.

09 de junho: Lançamento do Relatório Mundial da Deficiência 2011 na sede da ONU
(Veja acima para mais detalhes)

26 junho: Esperança Anual 9 e Raça Possibilidade
Organizado pela Achilles internacionais a cada ano no Centro de New York City’s Park, esta corrida de cinco milhas para todos os atletas, incluindo atletas portadores de deficiência, atrai celebridades, voluntários, simpatizantes e espectadores a participar de uma celebração do espírito humano. Mais informações: http://www.achillesinternational.org/news/hope-and-possibility.

03-08 julho: Fórum África 5 IDP: África do Access
O quinto IDP-Desenvolvimento Institucional Fórum vai tratar de como o poder da tecnologia pode promover a igualdade e os direitos das pessoas cegas e amblíopes. Estarão presentes representantes dos ministérios do Governo, organizações internacionais, organizações de e para as universidades cego, bem como os pais, as pessoas que são cegas e amblíopes, fornecedores e patrocinadores da tecnologia assistiva. Access_Africa_The_5th_IDP_Africa_Forum http://www.perkins.org/international-programs/localexpertise/idp.html #: Mais informações.

04-07 julho: Segmento de Alto Nível do ECOSOC
A Revisão Ministerial Anual (AMR) de 2011 Segmento de Alto Nível do Conselho Econômico e Social (ECOSOC), a ser realizada em Genebra, incidirá sobre a implementação das metas acordadas internacionalmente e os compromissos em matéria de educação. A reunião também vai avaliar o estado da implementação da Agenda de Desenvolvimento das Nações Unidas com foco em suas metas de educação e objetivos. Como o ECOSOC AMR 2011 incidirá sobre “execução dos objectivos acordados internacionalmente e os compromissos em matéria de educação”, ele fornece uma oportunidade para destacar a marginalização enfrentados por crianças portadoras de deficiência no que diz respeito ao acesso à educação. DESA juntamente com seus parceiros vai organizar um painel de discussão evento paralelo sobre a realização dos ODM de ensino primário universal para crianças com deficiência. Mais informações sobre a CES 2011 AMR: http://esango.un.org/irene/?page=static&content=statements2011 e http://www.un.org/ecosoc.

18-24 julho: XVI Congresso Mundial da Federação Mundial de Surdos
Esta primeira vez DQA Congresso em África terá lugar em Durban, África do Sul. O Congresso vai reunir ativistas, profissionais e grupos de interesse para compartilhar suas experiências, conhecimentos e competências para ser usado para o bem-estar ea melhoria dos direitos humanos das pessoas surdas na África e no mundo. Será também um tempo para analisar os resultados através da implementação da CDPD. Mais informações: http://www.wfd2011.com/information/letter.html.

25-26 julho: Assembléia Geral da Reunião de Alto Nível sobre a Juventude
Como parte do Ano Internacional da Juventude, a Assembléia Geral realizará uma reunião de alto nível sobre a juventude e terá como tema principal “Juventude: Diálogo e compreensão mútuas”. A reunião de alto nível, será composta de duas rodadas consecutivas informal interativa, em 25 de julho de 2011 e duas reuniões plenárias, em 
26 de julho de 2011. As mesas-redondas serão presididos pelos Estados-Membros, a convite do presidente da Assembléia. DESA, em colaboração com outros parceiros, vai organizar um evento paralelo sobre os jovens com deficiência na reunião. Mais informações: http://social.un.org/youthyear.

07-09 setembro: Quarta Conferência dos Estados Partes, a CDPD
A próxima Conferência dos Estados Partes será realizada na sede da ONU em Nova York, 7-9 setembro de 2011. O tema e subtemas desta Conferência serão anunciados mais tarde esta informação month.More será postado no site em Ativar http://www.un.org/disabilities/default.asp?id=1535.

10 de setembro: Os Direitos da Criança e Conferência da Visão 2011
A 3 ª Conferência Anual sobre os Direitos da Criança e da Visão será realizado na Universidade de Yale em New Haven, Connecticut. A Conferência está sendo organizada pela afligido Crianças e Bebés Internacional (DCI), em parceria com o UNICEF Yale, dos Direitos e Visão para Crianças (RSC) e cirurgia do olho Associates. O objetivo da Conferência é promover a sensibilização dos direitos das crianças nas comunidades locais, nacionais e internacionais, para discutir questões-chave da pobreza no século 21, e para proporcionar um fórum de discussão criativa, métodos direcionados à comunidade para aliviar o trabalho infantil, a fome ea pobreza em todo o mundo. Mais informações: http://www.distressedchildren.org.

19-20 setembro: Reunião de Alto Nível sobre a Prevenção e Controle de Doenças Não-transmissíveis
A Reunião de Alto Nível da Assembléia Geral irá abordar a prevenção e controlo das doenças não-transmissíveis no mundo, com um foco particular sobre os impactos do desenvolvimento e outros desafios sociais e econômicos, especialmente para países em desenvolvimento. A Assembleia, na sua resolução 65/238 também solicita que o Presidente da Assembleia de organizar uma audição informal interativa, agendada para 
16 de Junho de 2011, com organizações da sociedade não-governamentais e da sociedade civil, o setor privado e acadêmico para contribuir para o processo preparatório a reunião de alto nível. Mais informações: http://www.un.org/en/ga/president/65/issues/ncdiseases.shtml

11-13 outubro: ESCAP reunião em um novo e Ásia Pacífico Década para a Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
O Comité Económico e Social da ONU da Comissão para a Ásia eo Pacífico (Unescap) vai realizar uma conferência de consulta em Banguecoque, na Tailândia para discutir estratégias para continuar a promover a agenda dos direitos dos deficientes através da extensão da Ásia e do Pacífico Década. Mais informações: http://www.unescap.org/sdd/meetings/meetings.asp.

10-13 outubro: Assembléia DPI’s World 8
Disabled Peoples International (DPI) realizará sua oitava Assembleia Mundial em Durban, África do Sul. O tema da Assembléia é “Deficiência Movimento Unido de criar uma sociedade para todos através da Deficiência Convenção das Nações Unidas e os Objectivos do Milénio”. Mais informações: http://www.dpi2011.co.za/

12-20 novembro: Jogos Parapan-americanos Quarta Edição
A Quarta Jogos Parapan-americanos serão realizados na cidade de Guadalajara, no México, com milhares de atletas com deficiências físicas e sensoriais que participam das Américas em 13 esportes paraolímpicos. Mais informações: http://parapan.guadalajara2011.org.mx/en.

29 novembro – 1 dezembro: 2 Congresso Ásia-Pacífico CBR
A segunda região Ásia-Pacífico Reabilitação Baseada na Comunidade (RBC), o Congresso será realizado em Manila, nas Filipinas, sobre o papel de organizações de deficientes (RPD) na CBR, bem como as alterações climáticas e da deficiência, da incapacidade de negócio da empresa, harmonizando com a CDPD domésticos leis, RBC como uma estratégia na construção de comunidades para todos, incluindo pessoas idosas, acessibilidade e, UNESCAP CBR e CBR, as orientações da OMS e CBR, a CDPD. Mais informações: http://www.ncda.gov.ph.

03 de dezembro: Dia Internacional das Pessoas com Deficiência 2011
Este ano, o dia será comemorado com um tema geral, com o apoio de sub-temas para chamar a atenção para áreas-chave que iria trabalhar em sinergia com deficiência em todos os processos de desenvolvimento. O tema para 2011 é: “Juntos por um mundo melhor para todos: incluindo as pessoas com deficiência no desenvolvimento”. Para a sub-temas e mais informações: http://www.un.org/disabilities/default.asp?id=1561.

OUTRAS NOTÍCIAS
(As informações abaixo são fornecidas pela comunidade de deficientes ONGs e outros apenas para fins informativos. Isto não constitui um endosso ou de uma aprovação, pelas Nações Unidas de qualquer um dos produtos, serviços ou opiniões da empresa ou individuais. das Nações Unidas não se responsabiliza pela exatidão, legalidade ou conteúdo de suas declarações e opiniões.)

Normas de Acessibilidade da Informação do Conselho
Ontário passou a acessibilidade para Ontarians with Disabilities Act (AODA) 2005 em 13 de junho de 2005, tornando-se a primeira jurisdição no Canadá para comprometer-se a criação de normas de acessibilidade abrangente e obrigatória em áreas-chave da vida cotidiana. O AODA foi decretada para assegurar a elaboração, implementação e aplicação de normas de acessibilidade para atingir a meta de um Mato Grosso que é acessível para pessoas com deficiência em 2025. Mais informações: http://www.mcss.gov.on.ca/en/mcss/programs/accessibility/OntarioAccessibilityLaws/2005/index.aspx.

Nova deficiência de serviços de diretório no Paquistão
Este diretório fornece detalhes sobre os locais de trabalho acessíveis, restaurantes e serviços, bem como escolas, instituições governamentais, etc Mais informações: http://directory.nowpdp.org/

FIA Guia de Viagem com mobilidade condicionada
Um projeto da Fundação FIA financiados no estacionamento deficiência permite ao redor do mundo foi recentemente concluído. A saída é o Guia da FIA para o viajante com deficiência. O guia explica as regras de estacionamento para o estacionamento de deficiência permissionárias em aproximadamente 130 países e estados da federação, e destaca se ou não a autorização de estacionamento de um visitante com deficiência pode ser usado em outro país. O Guia da FIA é um novo recurso e está disponível gratuitamente on-line em: www.fiadisabledtravellers.com.

Call center capacita pessoas com uma série de deficiências
Call Yachol (www.callyachol.co.il) é um centro de chamadas um-de-um-tipo israelense empregando 180 judeus e árabes adultos deficientes. Em hebraico, o nome significa “Todo mundo pode”. Psicólogo Guincho Gil, fundador da empresa, diz que não há razão para a limitação física ou mental para manter os seus empregados a partir de excelência no trabalho. A maioria já sofreu de serem rejeitadas pelos empregadores do sistema e falta de confiança pessoal. O centro implementa um modelo de gestão baseado pais onde os trabalhadores recebem carinho e agendou tempo para se divertir equipe. O acordo tem gerado interesse dos empregadores em vários países procurando replicar a idéia. Agora, baseado em Rishon Lezion, futuro Call centers Yachol estão previstas para Tel Aviv e Jerusalém. Mais informações: http://www.youtube.com/watch?v=wip61zrjGZs

Os surdos na dura guerra contra o HIVO Correspondente Cidadão em relatórios da Tanzânia que os surdos são frequentemente marginalizadas e, consequentemente, submetidas a pobreza, desemprego e sem fim, e não têm acesso à sociedade em condições de igualdade com os outros. Eles enfrentam muitos problemas no acesso a informações e serviços de saúde, o que aumenta suas dificuldades e vulnerabilidade ao HIV / AIDS. Leia o artigo: http://thecitizen.co.tz/magazines/26-thebeat/10205-deaf-people-in-tough-war-against-hiv.

INFORMAÇÕES PARA CONTATO
Secretariado da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
Divisão de Política Social e Desenvolvimento
Departamento das Nações Unidas de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA)
2 UN Plaza, DC2-1306, New York, NY 10017, EUA.
Website: http://www.un.org/disabilities, Email: enable@un.org.

Fonte: ONU
Tradução Google Translate sem revisão.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

VIVA o AMOR!!!!!!!

Vitória!!!!!

Estamos em um momento histórico. 


O STF acaba de reconhecer a legitimidade da união entre pessoas do mesmo sexo. Vitória da cidadania!


http://twitter.com/#!/search?q=%23uniaohomoafetiva

Dia Internacional das Pessoas com Osteogenesis Imperfecta





Ser 'diferente'? 

Nasci com Ostegenesis Imperfecta - OI no Brasil em 1977. Época em que até as crianças faziam desenhos de formas retorcidas e tortas para mostrar como viam quem era diferente (?). Traumas à parte venci e vivi - diferente sendo igual - assim como muitos amigos e amigas em condições piores do que a minha, tanto fisicamente como financeiramente. 

Vários sentimentos já estão registrados e podem ser lidos pela primeira vez ou novamente aqui no meu blog Caleidoscópio, por quem tem OI ou não. Minha história é longa e recheada de emoções, assim como as vidas dos meus amigos e amigas de todas as idades, sexo, etnias, condições sociais, opções sexuais e/ou políticas. 

As pessoas com OI, ou outra deficiência, são acima de tudo PESSOAS que sentem raiva, dor, ódio, tristeza, alegrias, felicidade, solidão, desejo, paixão, tesão, angústia e tantos outros. Podem ser psicopatas, cientistas, trabalhadores de várias profissões, solidários, egoístas, corruptos, amáveis, simpáticos, agressivos, mal educados, amigos, falsos, verdadeiros e tantas outras formas diferentes dos seres humanos estarem no Planeta Terra. 

Dedico este dia e todos os outros 364, de todos os anos, aos meus grandes amigos do peito, (com ou OI ou não) que realizam ótimos trabalhos com HONESTIDADE, ÉTICA e principalmente, SOLIDARIEDADE, sempre pensando que ninguém é melhor ou pior do que outra pessoa, até porque saímos do mesmo lugar e vamos e temos o mesmo destino: a morte. 

Maravilhoso e viver junto do AMOR, PAZ, FRATERNIDADE, SOLIDARIEDADE e ALEGRIA!  

Comentários sobre o vídeo da campanha e logo leiam na próxima crônica minha!

Beijos e abraços!


Para que ainda não me conhece ou é meu fã (rsrsrs), vale a pena assistir ao meu depoimento na TV:




O meu depoimento escrito está no lado direito do blog logo no início!


LINK para o vídeo da Campanha pelo Dia Internacional com OI ainda sem legendas em língua portuguesa e Língua Brasileira de Sinais ou áudiodescrição, como determina a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência:

http://www.youtube.com/watch?v=xWqrU2MdNa8

Crônicas que escrevi sobre a vida com Osteogenesis Imperfecta:


A boneca que falava e vivia no sol 

Flutuava. Era de cristal. A boneca que vivia no sol começou a falar. Tinha mais ou menos 9 meses e só alguns centímetros. Tão pequena que parecia um bebê, mas não era. Tati era o centro das atenções do céu. Raio e chuva, seus pais, viviam brigando por ela, e para saber o que fazer com ela. Brisa, sua avó materna, nunca a tirava do colo. Vento, seu avó materno, a admirava com muita tristeza, e a provia de todas as necessidades.

Tempestade, sua tia-avó materna, cuidada com tanto zelo dela, que se esqueceu de ouvir as primeiras palavras que Tati disse quando deixou de ser um bebê. Nuvem, sua tia materna, a olhava com o rabo de olho, e o pé atrás. Tinha receio de perder seu lugar no céu, por isso, tratava Tati como uma eterna criança.

Tati gostava de ser criança, e ao mesmo tempo não. Adorava o colo da avó, mas sabia que um dia iria cair do céu e deixar de viver no sol. Sabia também que viver na Terra era muito dolorido, por isso, preferia a dor de ser levada de um lado para o outro, como um saco de batatas que seus pais carregavam para cima e para baixo, sempre com o coração do tamanho de uma ervilha.

Ser uma boneca era muito bom. Tinha tudo sempre à mão: guloseimas, brinquedos, passeios, carinho e, principalmente, atenção. Era o centro das atenções. O raio, a chuva, a tempestade, a brisa, a nuvem e o vento, viviam ao seu redor. Nunca a abandonavam, nem mesmo para deixá-la sozinha com seus pensamentos. Isso era bom? No começo sim. Foi ótimo ter todas as dores aplacadas por remedinhos, comidinhas e carinhos. Ser o centro das atenções a livrou da insuportável dor do medo de viver quebrada, por dentro e por fora.

Tati nasceu toda esfacelada. Os pedacinhos do seu corpo foram colados de qualquer jeito, e ela nem teve tempo de dizer como queria ser. Não entendia porque tanto sofrimento. Não sabia o que tinha feito para merecer tanta dor. Viver no sol era seu maior conforto. Lá era quente, acolhedor, seguro, e o mais legal, era um lugar privilegiado.

As estrelas tinham seu brilho, mas Tati era o centro delas. Viver no sol, trouxe calor para cada pedacinho do seu corpo, tão frágil e desamparado. Sem ele não seria capaz estar no céu. Lá pode ser feliz. Brincou como uma criança até mais ou menos 14 anos. Mas era muito engraçado como Tati sabia que não era mais criança, e mesmo assim gostava de ser uma marionete nas mãos das pessoas, em especial de seus pais.

O peso do seu leve corpo era tão grande que ela achava que não conseguia carregar sozinha, por isso, optou por fingir ser criança até mais tarde, quando encontrou o mar, seu eterno, único e verdadeiro amor, e tudo começou a tremer dentro dela. Mas esta é uma outra estória que ela conta depois.

Agora Tati quer se lembrar de quando era uma ‘boneca-bebê’ que falava. Nasceu com olhos grandes; cabeça maior e em forma de triângulo; cochas roliças; pernas curtas e braços compridos; cabelos castanhos bem finos; dedos alongados, e mãos perfeitas. Tati adorava suas mãos e dedos. Era a única parte do seu corpo que achava igual a das outras bonecas do céu. Ela não queria ter nascido feita de pano, palha ou plástico, mas ser de cristal era extremamente perigoso e trabalhoso. Chato até.

Tinha sempre que se proteger. Até de si mesma. Quebrava qualquer pedacinho do seu corpo, só de respirar. Por isso, fingiu que era feita de aço, e nunca deixou de se divertir pulando de bundinha pelo céu. Suas pernas não tinham força, mas em compensação, sua voz era mais forte do que o trovão, seu único irmão. Gritava tanto que o sol tremia, mas seu coração não percebia o mal que fazia a si mesma. Ganhou fama de dona do céu. Adorava esse título, mas não sabia até quando conseguiria carregar o peso de ser o centro das atenções.

Falar cedo foi sua tábua de salvação. O céu era muito grande e o sol muito quente. Quando disse as primeiras palavras, pode conhecer o horizonte da imaginação. Perdeu-se nele, e se entregou a ele em seus mais doces sonhos. Trovão, seu único irmão, sempre a despertava com tanta violência que Tati, voltava a se entregar nos braços do horizonte, com medo do barulho que todos os trovões têm. Como uma onda no mar, foi e voltou da sua imaginação várias vezes. A cada retorno quebrava um pedacinho da sua alma. Eram marcas que nunca seriam apagadas da sua memória, principalmente, no momento de fazer a primeira viagem ao Centro da Terra.

As outras bonecas tinham inveja da sua condição de rainha, mas Tati não achava a menor graça o peso de sua coroa. Era obrigada a exibi-la para todos no céu. Era o troféu mais esquisito que o céu ganhara, sem saber o motivo. Luz só tinha dito ao céu que foi um acidente, Tati ter nascido de cristal.

A boneca que falava e vivia no sol, perguntou inúmeras vezes porque não tinha nascido igual às outras, que eram como lindas bailarinas, mas nunca encontrou uma resposta verdadeira. Por isso, pensava que tinha sido ela quem pediu para vir ao céu em um corpo de cristal. Achava que era sua máxima e eterna culpa. E que a carregaria para todo o sempre. Por isso, tinha que levar alguma vantagem nessa estória.

Viver no reino da fantasia sabendo que já tinha crescido, foi a melhor tática que encontrou para continuar viva, mesmo sem saber. Assim, conseguia observar de longe, e bem segura, todas as outras bonecas se transformando em seres humanos, ao chegarem a Terra. Ela seria a última, ou uma das últimas, pois até então, ainda não conhecia outras bonecas iguais a ela. Raio e chuva a escondiam dentro de suas capas feitas de aço. Assim, era bem mais difícil Tati conseguir fugir e dar as mãos para o arco-íris rumo ao Centro da Terra.

Um dia, a boneca que falava e vivia no sol, conseguiu ver o pote de ouro do outro lado do arco-íris, e resolveu dar uma espiada nas condições da viagem que sempre soube que faria um dia, mais cedo ou mais tarde. Antes tarde do que nunca, já dizia sua outra tia-materna, a estrela cadente. Tati tirava todas as suas dúvidas com ela porque sabia que era a única capaz de entender seus mais íntimos desejos. Tão íntimos que o mar, seu eterno e único amor verdadeiro, ainda está conhecendo bem devagar, cada desejo seu.

Tati deu várias espiadas ao Centro da Terra, mas sempre amparada pelo cometa, que na verdade, era uma cometa com cara de anjo, mas que de boazinha não tinha nada. Passava tão depressa que Tati, às vezes, não conseguiu segui-la, mesmo que desejasse com seu mais profundo desejo. Um dia a cometa surgiu em sua vida com tamanha força que Tati não resistiu e subiu em sua cauda. Viajaram juntas por muitas galáxias, mas a boneca que falava e vivia no sol ainda não estava preparada para virar gente; e a cometa entendeu suas emoções.

Hoje Tati viaja na cauda da cometa com muito mais segurança, e principalmente, conforto. É uma viagem longa, cheia de tempestades, trovões, maremotos, vulcões, rochas, e muitas pedras pelo caminho, mas a boneca que falava e vivia no sol, está decidida a virar gente e entrar bem devagar no Centro da Terra, para ser de cristal, mas deixar de chamar a atenção de si mesma.

Não vai mais carregar nenhum peso nas costas, ser marionete de ninguém, e muito menos o centro das atenções. Será apenas mais uma boneca que virou gente e conquistou seu espaço na Terra, e não no centro dela. O maior desafio agora é Tati aprender a viver parecendo uma simples boneca, que sempre será de cristal, e chamará a atenção de todos, mas nunca deixará de ser e viver como gente, com todas as dores e delícias de ser humana.


Grávida de mim mesma

Estou grávida de mim mesma. A concepção aconteceu tão rápido que eu nem me dei conta que o óvulo foi fecundado há mais de 14 anos, depois de muitas tentativas imaturas. A gestação é dolorida e pesada, e está só começando...


O embrião se contorce a cada nova descoberta. A respiração fica mais lenta ou acelera a cada novo choro convulsivo ou abafado. O medo e a insegurança dão lugar a novas descobertas.

Conhecer a si mesmo no mesmo ritmo que se sente é complicado, mas parece o jeito mais sólido e intenso de se transformar e evoluir. Eu não posso engravidar, mas tenho o direito de ser mãe tendo uma deficiência física! Eu não posso dançar flamenco e tango, mas tenho o direito de me arrepiar quando vejo os corpos se unirem com a alma, a cada passo dos bailarinos.

Queria estar no lugar de quem tem um corpo diferente do meu. Tenho o direito de desejar ser outra pessoa, e como é bom! Não preciso bancar a conformada, aceitar a roupa de heroína (que me colocaram) ou me afundar no poço da depressão. Escolhi o caminho do meio.

Eu não posso fazer amor com tanta volúpia, e em posições que sempre sonhei; mas posso ter orgasmos estupendos! Eu não posso sentir meu corpo mudar, ao abrigar um novo ser em meu ventre, mas posso amar - incondicionalmente - as crianças que habitam e habitarão o meu coração.

Crescer é isso... Lidar com frustrações o tempo todo. Saber que a resiliência é o nome bonito que deram para a capacidade de amar. Eu não posso amamentar um bebê quentinho em meus braços, mas tenho muita seiva escorrendo, pelos fios da minha alma, para alimentar espíritos sedentos.

Eu tenho 96 cm, e o tamanho de quem eu queira ser, a cada novo amanhecer. Eu tenho o direito de me revoltar, quebrar vidraças internas, gritar bem alto e depois adormecer no colo do meu amado.

Fui poupada de tantas dores que a ferida só aumentou. A culpa não existe. É um sentimento idiota que o ser humano inventou para se auto-punir, por temer se olhar no espelho.

Religião é re-ligar, e não desligar o ser da realidade da sua imperfeição. Mas o melhor mesmo é encontrar um significado novo, a cada dia, para o que podemos ou não conseguimos.

O processo de crescimento é lento, mas tem raízes, tronco, caules, folhas, flores e frutos. Muitos frutos! Não é infértil. É grávido de vida. O meu auto-conhecimento se intensificou com a pancada da impossibilidade de não engravidar nunca.

O meu conhecimento sobre a vida; se multiplica cada vez que eu aprendo a me adaptar às potencialidades; e me dou o direito de vomitar o que sei que posso transformar, mesmo que ainda seja indigesto.



Descrição das imagens: logotipos da campanha: no primeiro logo está escrito: "Por que é que o dia da Osteogenesis Imperfecta é importante? ¨de maio - Por que despertar consciência faz a diferença". Um bonequinho estilizado feito como um desenho infantil aparecendo somente os ossos em preto e amarelo com os braços para cima. No segundo logo está escrito 6 de maio e o site da campanha abaixo em um papel de recado amarelo.  

terça-feira, 3 de maio de 2011

Uma Ode ao Estado Laico

Carta do Deputado Jean Wyllys


Por Jean Wyllys



(Deputado Federal pelo PSOL Rio de Janeiro)

Em primeiro lugar, quero lembrar que nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e laico. Para quem não sabe o que isso quer dizer, “Estado laico”, esclareço: O Estado, além de separado da Igreja (de qualquer igreja), não tem paixão religiosa, não se pauta nem deve se pautar por dogmas religiosos nem por interpretações fundamentalistas de textos religiosos (quaisquer textos religiosos). Num Estado Laico e Democrático de Direito, a lei maior é a Constituição Federal (e não a Bíblia, ou o Corão, ou a Torá).

Logo, eu, como representante eleito deste Estado Laico e Democrático de Direito, não me pauto pelo que diz A Carta de Paulo aos Romanos, mas sim pela Carta Magna, ou seja, pelo que está na Constituição Federal. E esta deixa claro, já no Artigo 1º, que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é a dignidade da pessoa humana e em seu artigo 3º coloca como objetivos fundamentais a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a promoção do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. A república Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos princípios da prevalência dos Direitos Humanos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.

Sendo a defesa da Dignidade Humana um princípio soberano da Constituição Federal e norte de todo ordenamento jurídico Brasileiro, ela deve ser tutelada pelo Estado e servir de limite à liberdade de expressão. Ou seja, o limite da liberdade de expressão de quem quer que seja é a dignidade da pessoa humana do outro. O que fanáticos e fundamentalistas religiosos mais têm feito nos últimos anos é violar a dignidade humana de homossexuais.

Seus discursos de ódio têm servido de pano de fundo para brutais assassinatos de homossexuais, numa proporção assustadora de 200 por ano, segundo dados levantados pelo Grupo Gay da Bahia e da Anistia Internacional. Incitar o ódio contra os homossexuais faz, do incitador, um cúmplice dos brutais assassinatos de gays e lésbicas, como o que ocorreu recentemente em Goiânia, em que a adolescente Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, que, segundo a mídia, foi brutalmente assassinada por parentes de sua namorada pelo fato de ser lésbica. Ou como o que ocorreu no Rio de Janeiro, em que o adolescente Alexandre Ivo, que foi enforcado, torturado e morto aos 14 anos por ser afeminado.

O PLC 122 , apesar de toda campanha para deturpá-lo junto à opinião pública, é um projeto que busca assegurar para os homossexuais os direitos à dignidade humana e à vida. O PLC 122 não atenta contra a liberdade de expressão de quem quer que seja, apenas assegura a dignidade da pessoa humana de homossexuais, o que necessariamente põe limite aos abusos de liberdade de expressão que fanáticos e fundamentalistas vêm praticando em sua cruzada contra LGBTs.

Assim como o trecho da Carta de Paulo aos Romanos que diz que o “homossexualismo é uma aberração” [sic] são os trechos da Bíblia em apologia à escravidão e à venda de pessoas (Levítico 25:44-46 – “E, quanto a teu escravo ou a tua escrava que tiveres, serão das gentes que estão ao redor de vós; deles comprareis escravos e escravas…”), e apedrejamento de mulheres adúlteras (Levítico 20:27 – “O homem ou mulher que consultar os mortos ou for feiticeiro, certamente será morto. Serão apedrejados, e o seu sangue será sobre eles…”) e violência em geral (Deuteronômio 20:13:14 – “E o SENHOR, teu Deus, a dará na tua mão; e todo varão que houver nela passarás ao fio da espada, salvo as mulheres, e as crianças, e os animais; e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e comerás o despojo dos teus inimigos, que te deu o SENHOR, teu Deus…”).

A leitura da Bíblia deve ensejar uma religiosidade sadia e tolerante, livre de fundamentalismos. Ou seja, se não pratica a escravidão e o assassinato de adúlteras como recomenda a Bíblia, então não tem por que perseguir e ofender os homossexuais só por que há nela um trecho que os fundamentalistas interpretam como aval para sua homofobia odiosa.

Não declarei guerra aos cristãos. Declarei meu amor à vida dos injustiçados e oprimidos e ao outro. Se essa postura é interpretada como declaração de guerra aos cristãos, eu já não sei mais o que é o cristianismo. O cristianismo no qual fui formado – e do qual minha mãe, irmãos e muitos amigos fazem parte – valoriza a vida humana, prega o respeito aos diferentes e se dedica à proteção dos fracos e oprimidos. “Eu vim para que TODOS tenham vida; que TODOS tenham vida plenamente”, disse Jesus de Nazaré.

Não, eu não persigo cristãos. Essa é a injúria mais odiosa que se pode fazer em relação à minha atuação parlamentar. Mas os fundamentalistas e fanáticos cristãos vêm perseguindo sistematicamente os adeptos da Umbanda e do Candomblé, inclusive com invasões de terreiros e violências físicas contra lalorixás e babalorixás como denunciaram várias matérias de jornais: é o caso do ataque, por quatro integrantes de uma igreja evangélica, a um centro de Umbanda no Catete, no Rio de Janeiro; ou o de Bernadete Souza Ferreira dos Santos, Ialorixá e líder comunitária, que foi alvo de tortura, em Ilhéus, ao ser arrastada pelo cabelo e colocada em cima de um formigueiro por policiais evangélicos que pretendiam “exorcizá-la” do “demônio”.

O que se tem a dizer? Ou será que a liberdade de crença é um direito só dos cristãos?
Talvez não se saiba, mas quem garantiu, na Constituição Federal, o direito à liberdade de crença foi um ateu Obá de Xangô do Ilê Axé Opô Aforjá, Jorge Amado. Entretanto, fundamentalistas cristãos querem fazer uso dessa liberdade para perseguir religiões minoritárias e ateus.

Repito: eu não declarei guerra aos cristãos. Coloco-me contra o fanatismo e o fundamentalismo religioso – fanatismo que está presente inclusive na carta deixada pelo assassino das 13 crianças em Realengo, no Rio de Janeiro.

Reitero que não vou deixar que inimigos do Estado Democrático de Direito tente destruir minha imagem com injúrias como as que fazem parte da matéria enviada para o Jornal do Brasil. Trata-se de uma ação orquestrada para me impedir de contribuir para uma sociedade justa e solidária. Reitero que injúria e difamação são crimes previstos no Código Penal. Eu declaro amor à vida, ao bem de todos sem preconceito de cor, raça, sexo, idade e quaisquer outras formas de preconceito. Essa é a minha missão.
____________
Fonte: O autor

Descrição da imagem: foto de Jean sorrindo. 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Uma parte da história da REATECH

Caras amigas e caros amigos, 


Participei do embrião do maior evento sobre inclusão do Brasil em 1999, realizei várias coberturas jornalísticas, muitas delas, voluntariamente, e com pouquíssimos recursos técnicos. 


Compartilho aqui a reportagem que fiz em 2003 para convidar a todos a acompanhar a vídeo-reportagem, sobre a acessibilidade no local, que irei publicar no Caleidoscópio sobre 10 edição da feira que acontece até domingo dia 17/04.


Este futuro vídeo espera parceiros para se tornar acessível às pessoas com deficiência visual e auditiva, com áudiodescrição, legendas e LINBRAS. Entrem em contato: leandramigottocerteza@gail.com

OBS: todas as fontes divulgadas na matéria de 2003 não estão atualizadas.  


Conheçam o site da feira em 2011:
http://www.reatech.tmp.br/



Fonte: https://sites.google.com/site/leandramigotto/artigos-sobre-inclusao


REATECH 2003 - II Feira Internacional de Tecnologias de Reabilitação e Inclusão Social

Por Leandra Migotto Certeza*

Especial para o Portal Setor 3




A REATECH – II Feira Internacional de Tecnologias de Reabilitação e Inclusão Social realizada em São Paulo de 24 a 27 de abril de 2003, é o maior evento do setor no país, e já tornou-se referência na América Latina. Cerca de 18 mil pessoas, conferiram gratuitamente, as mais recentes altas tecnologias do mercado na área de reabilitação e inclusão, além de recentes publicações sobre o segmento. Conheceram o trabalho de algumas ONGs, associações e órgãos públicos como o Ministério Público Federal e OAB - Ordem dos Advogados do Brasil; participaram de importantes seminários; e assistiram a apresentações culturais de dança, capoeria, e desfile de moda realizado por pessoas com deficiência.

    

  Mais de 120 estandes espalhados pelos dez mil metros quadrados do Centro de Exposições Imigrantes reuniu fornecedores de automóveis adaptados; equipamentos de reabilitação como: cadeira de rodas, elevadores, plataformas elevatórias, produtos ortopédicos como próteses e órteses; livros e publicações diversas sobre o tema; oportunidade de busca e oferta de empregos em ONGs e órgãos públicos; esclarecimentos sobre: higiene pessoal, Home Care (atendimento domiciliar em saúde).



     Estiveram presentes entre outras, as associações e/ou ONGs: AACD (Associação de Assistência a Criança Deficiente); ABRAHHCARE (Associação Brasileira de Home Health Care), Avape (Associação para Valorização e Promoção do Excepcional); Fundação Selma; ADD (Associação Desportiva para Deficientes); Fundação Dorina Nowill para Cegos; Lar Escola São Francisco; Laramara (Associação Brasileira de Assistência para o Deficiente Visual).

     Outra grande novidade desse ano na REATECH foi a presença de pessoas com deficiência, e da terceira idade em sua equipe de apoio. Contratados pela Divisão de Inclusão Social da Gelre – empresa de colocação profissional - ocuparam diversos postos de trabalho, como: recepção, credenciamento, balcão de informações, entre outros, 41 profissionais, mostrando todo seu potencial aos visitantes da feira. Luciane Takada Gasqui, responsável pela organização da equipe confirmou a presença dos profissionais em 2004, comentando sobre a importância dessa oportunidade: "as oportunidades que os profissionais com deficiência tem de atuar em eventos são um importante recurso informativo para a sociedade no geral sobre a capacidade laboral destes. Nestes momentos reafirmamos o conceito de avaliar capacidades, habilidades e competências para o desenvolvimento de atividades e não a deficiência".   

Equipe de apoio inclusiva

     Quem andou pelo Centro de Exposições Imigrantes notou a presença de 19 profissionais com alguma deficiência física; 9 usuários de cadeiras de rodas; 3 com deficiência auditiva parcial; 6 da terceira idade; e 4 sem alguma deficiência, trabalhando em equipe. Alessandro Martinato, 25 anos, operador de informática foi um deles. Pela primeira vez trabalhou em um evento, e já pretende voltar, pois para ele: "foi um trabalho muito competente de toda a equipe. Todos estávamos cansados, mas muito com bom humor. Foi uma grande experiência profissional e pessoal, pois lá pude conhecer muitas novidades e conviver com pessoas diferentes". Alessandro é casado, tem o 2º grau completo, e dirige um veículo adaptado, pois há oito anos teve uma lesão na coluna ficando paraplégico. "Trabalho e pretendo ter filhos, levo uma vida como qualquer pessoa", afirmou.
    
     Há mais de três anos acreditando na inclusão social, a Gelre trabalha na colocação profissional dessas pessoas em empresas. A Divisão Social da empresa já montou equipes de apoio em outros eventos, como nas três edições da Conferência Nacional de Responsabilidade Social promovida pelo Instituto Ethos. "Acreditamos que todas as pessoas devem ter uma oportunidade de trabalho, os eventos dão visibilidade ao potencial dos profissionais com deficiência e por atingir um publico numeroso e mais eficiente na mudança de paradigmas", declarou Luciene Gadqui, da Divisão Social da Gelre.

Mais informações: www.gelre.com.br ou (0xx11) 3351- 3746.

Um show de atrações culturais


     Aproximadamente 30 modelos, entre eles 15 com deficiência e 15 artistas convidados, se apresentaram durante um desfile de moda. A Reafashion contou com patrocínio da M.Officer, que cedeu as roupas, e de empresas como a ABOTEC – Associação Brasileira de Ortopedia Técnica – e o Sebrae. Entre os convidados estiveram presentes, a atriz Susy Rego, Edgard Piccoli, apresentador da MTV, o ator Ricardo Macchi, e a modelo Mariana Dubois. A Faculdade Anhembi Morumbi, junto com a Fundação Selma e ABOTEC também promoveu um desfile de moda com roupas criadas especialmente para pessoas com deficiência, que procuram facilitar algumas dificuldades que têm na hora de se trocar. 

     A REATECH também contou um espaço especial para a exposição e venda de obras produzidas por pessoas com deficiência. Foram mais de dez expositores que apresentaram seus trabalhos e produziram obras ao vivo durante o evento. O artista plástico Sergio Torreta foi um dos participantes. Torreta, que é tetraplégico, levou sete obras e produziu uma tela durante a exposição. Além de pintar também realiza workshops, oficinas com crianças com deficiência e exposições.

     Já o Núcleo de Dança Portadores da Alegria – grupo carioca, formado por pessoas com deficiência - apresentou a coreografia "Hundum". O grupo é uma entidade sem fins lucrativos que tem como finalidade integrar essas pessoas através da arte da dança, rompendo as barreiras da discriminação, fazendo da atividade instrumento de descoberta do próprio corpo, explorando ao máximo o prazer da vivência e suas possibilidades terapêuticas. 

     Outra atração foi a apresentação de três coreografias diferenciadas de balé clássico do "Grupo de Dança da Instituição de Cegos Padre Chico", formado por 40 bailarinas com deficiência visual de três a 21 anos. E da companhia de dança "Arte Sem Barreiras" do CPSP – Clube dos Paraplégicos de São Paulo, com jovens bailarinos em cadeira de rodas junto a pessoas sem deficiência. 

     Os músicos com deficiência visual, Cleber de Souza – intérprete - o violonista Renato José, e o cantor e violonista Carlos Renato dos Reis deram um show durante a feira, junto a banda Arquivo 9, também formada por cegos, interpretando diversos estilos musicais. Entre outras atividades culturais, um grupo formado por crianças com deficiência treinadas pelo setor de Reabilitação Desportiva da AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente, dançou capoeira. 

     Marcela Cálamo visitou a REATECH e achou que o espaço reservado às manifestações artísticas melhorou bastante, pois segundo ela: "ano passado o palco era minúsculo, o pessoal da dança sobre rodas teve que fazer milagre para não despencar com cadeira e tudo de lá. Nesse ano, era um palco bem maior, em uma área ampla, que permitia que todos pudessem assistir sem atropelos. Essa mudança demonstrou respeito e valorização aos portadores de deficiência que fazem arte".

     Paralelamente a feira, palestras, seminários e cursos, atualizaram e forneceram conhecimentos especialmente a profissionais da área, além do público presente. O principal evento foi o REASEM – II Seminário de Tecnologia de Reabilitação e Inclusão, com 45 palestras gratuitas. As demais atividades foram pagas, como: o 1º Congresso Basileiro de Home Care com 11 palestras; o Fórum Brasileiro de Medicina Física e Reabilitação com 11 palestras; o IV COBRA – Congresso Brasileiro de Inclusão e Reabilitação do Acidentado com 11 palestras; a XVII – Jornada Paulista de Medicina Física e Reabilitação nas Lesões do Esporte, com 4 palestras; o SIOTEC – Seminário Internacional de Ortopedia Técnica com 9 atividades, entre palestras, mesas redondas, e painéis;  a II JTO – Jornada de Terapia Ocupacional, com 8 atividades, além do curso de Especialização em Equoterapia e Neurologia, entre outras.

Assuntos importantes sobre acessibilidade, legislação, mercado de trabalho e reabilitação foram abordados em 45 palestras, no REASEM 

Deficientes auditivos e/ou pessoas surdas reivindicaram intérpretes

     A Fundação Selma, entidade patrocinadora da REATECH, foi responsável pelo REASEM 2003, que teve como objetivo divulgar e esclarecer técnicas de reabilitação, acessibilidade, soluções jurídicas sociais e esportivas de interesse das pessoas com deficiência, familiares e cuidadores. Durante os quatro dias - em 45 palestras - falou-se sobre educação inclusiva, arquitetura acessível, adaptações de veículos, musicoterapia, fonoaudiologia, equoterapia, odontologia para pessoas com deficiência, sexualidade, mercado de trabalho, legislação, reabilitação física, oficinas terapêuticas, entre outros assuntos.

     Profissionais consagrados, ONGs, associações e empresas conhecidas mundialmente presentearam o público com uma valiosa troca de experiências, que só não foi mais 'perfeita' devido a falta de acessibilidade às pessoas com deficiência auditiva e/ou surdas. Pois, segundo Salete Neves, em mensagem a Rede SACI, esse ano essas pessoas não foram lembradas. Suas palavras servem de alerta para que em 2004 a REATECH fique ainda melhor e acessível a todos!
    
       Salete, deficiente auditiva, pede para que o maior número de interessados entre em contato com a organização do evento para reivindicar acessibilidade a deficientes auditivos. "Achei isso um absurdo, pois no ano passado havia dois intérpretes bimodalismo"
(Fonte de publicação: Rede SACI - São Paulo).

Alguns destaques do REASEM

Conferência - CIF – Nova Classificação das Incapacidades e Deficiências.

     "A Nova Classificação das Incapacidades e Deficiências", esse foi um dos temas mais esperado do seminário. Com objetivo de levar ao público, um assunto tão importante aos pacientes e profissionais, o doutor Gerold Stucki, chefe do Departamento de Medicina Física e Reabilitação da Universidade de Munique, da Alemanha, explicou a amplitude do grande trabalho realizado há cerca de 15 anos, e que há 10 anos conta com o apoio da Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. "A Classificação Internacional da funcionalidade ajudará os pacientes com as suas necessidades e também os profissionais da saúde, os governos e as companhias de Previdências Sociais. Há um consenso de que a Classificação é uma ótima ferramenta e com ela os médicos estarão aprendendo muito", declarou satisfeito, o Dr. Strucki.

     Descrever o potencial e a capacidade de participação das pessoas com deficiência não é tarefa fácil e não pode ser feito de forma aleatória, pois o significado desta definição sempre terá impacto em sua vida e na própria comunidade. Criada pela OMS - Organização Mundial de Saúde, a Classificação Internacional da Funcionalidade - CIF, procura reconhecer o grau de atividade e o nível de participação que as pessoas podem desenvolver nos diversos ambientes e situações.

     A CIF complementa a Classificação Internacional de Doenças e poderá ser uma valiosa ferramenta nas avaliações profissionais, no reconhecimento e na determinação da autonomia de cada pessoa. Pois, um dos principais benefícios será o seu uso pelos médicos em seus relatórios, os quais serão melhor compreendidos por outros profissionais como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, entre outros, pois terão uma linguagem universal e acessível.
     
     O diretor do Centro da Organização Mundial de Saúde para Classificação de Doenças em Português, professor e doutor Ruy Laurenti, também presente no seminário, aprova a nova classificação. Segundo ele vários países do mundo estão começando a testar a CIF. "Ela é bem diferente da utilizada anteriormente, porque não mede doenças e sim as capacidades do indivíduo. Seu uso é para avaliar as pessoas, a função dos órgãos do corpo e da mente", revela acrescentando que na reabilitação ela permitirá que a pessoa seja periodicamente avaliada de acordo com seus critérios.

     Segundo os palestrantes, de acordo com a CIF as pessoas como um todo, estão sendo mais observadas, e não apenas um braço ou uma perna. E quando se fala em reabilitação de pacientes já estão sendo levados em consideração, diversos outros fatores como acessibilidade e inclusão social. "É muito importante que as ONGs façam parte do processo testando todas as ferramentas da nova classificação", lembrou o Dr. Gerold Stucki. Segundo o médico, outra importante vitória é que a cada dia é valorizada a palavra dos pacientes em relação à descrição dos seus sintomas, junto a todas suas especificidades, como por exemplo, uma deficiência física, visual, auditiva, intelectual e/ou múltipla. "O fundamental é o seu bem estar, por isso é importante sabermos como as pessoas com deficiência conseguem se sentir incluídas na sociedade e quais as suas necessidades. E assim, garantir sua saúde dentro de suas limitações", concluiu o doutor.

      Outro ponto apresentado durante o seminário, pela doutora Alarcos Cieza, da Universidade de Munique, foi em relação a principal mudança de atitude da medicina. A maior preocupação, segundo ela, está na forma como os diagnósticos e tratamentos são realizados. "Nosso principal objetivo é ouvir os pacientes. Para que isso aconteça precisamos do apoio de todas as pessoas! Vocês são a nossa razão de ser! Continuem lutando pelos seus diretos. O Brasil é um país tão solidário e cheio de vida em relação à saúde", comentou emocionada a doutora Alarcos. A médica se preocupou em ouvir o que as pessoas presentes tinham a dizer sobre suas vidas, como as jornalistas, Iracema Alves Lazari e Leandra Migotto Certeza. 
   
      Junto com o apoio da ONU (Organização das Nações Unidas) e de acordo com a Doutora Linamara Rizzo Battistella, diretora do DMR, o livro vermelho da CIF que já tem sua primeira versão traduzida para a língua portuguesa, será lançado oficialmente no final deste semestre, e também poderá ser lido na Internet. "A nova classificação Internacional que trata das incapacidades e deficiências, sem dúvida e tranqüilamente, trará muita oportunidade e mais precisamente benefícios aos pacientes", salientou Linamara.

     Preocupadas com a efetiva aplicação da CIF, as pessoas presentes no seminário, indagaram o Dr. Stucki sobre o pequeno investimento mundial em saúde. "Realmente o que a ONU tem investido em saúde ainda não é o suficiente para as necessidades das pessoas, mas os governos dos próprios países também, deveriam se preocupar mais com essa questão. O Brasil é um dos pioneiros a implantar a CIF, graças aos esforços do DMR e da doutora Linamara", afirmou o doutor. 

Palestra - Acessibilidade em viagens de turismo

     Como utilizar o banheiro de um hotel quando se usa uma cadeira de rodas? Como fazer uma ligação telefônica quando se tem algum problema de visão? Como participar de uma festa em um navio cheio de escadas quando se usa um par de muletas? Como ouvir o alarme de incêndio em uma pousada quando se tem surdez? Não apenas pessoas com alguma deficiência física, visual, auditiva ou intelectual têm dificuldades de exercerem sua cidadania em viagens de turismo, como também idosos (as), pessoas obesas e/ou gestantes, além de cardíacos ou temporariamente imobilizadas com um pé quebrado, por exemplo.

     Acreditando que as companhias de turismo, as cidades, parques, hotéis, acampamentos, meios de transporte, estâncias e/ou fazendas, entre outros lugares está começando a ter mais  interesse em receber essas pessoas é que a Society for Accessible Travel and Hospitality - SATH, continua conscientizando o maior número de pessoas sobre a responsabilidade social e o grande mercado consumidor gerado por elas. Durante o REASEM, Jani Nayar, coordenadora executiva da ONG, alertou os presentes no seminário sobre as necessidades de adaptação da maioria dos locais públicos e privados. 

     Jani contou que vários acidentes já ocorreram por falta de acessibilidade e segurança, como pisos escorregadios e escadas, além de falta de sinalizadores sonoros e/ou visuais nos alarmes de incêndio, para cegos e surdos respectivamente. "Uma mulher ficou mais de duas horas caída dentro da banheira sem conseguir pedir socorro, porque não podia andar sozinha até o alarme", contou Jani. Para ela não existe pessoa melhor para dizer como as adaptações devem ser feitas do que as próprias portadoras de deficiência. "Não deixem que as pessoas falem ou façam as coisas por vocês", lembrou a platéia presente no REASEM.
      
     Criada em 1976 em Nova York - EUA, com o objetivo de tornar o mundo habitável por todos, a SATH é a única ONG no mundo, que se preocupa em conhecer as necessidades dessas pessoas, para melhor orientá-las em viagens. Por meio de equipes de treinamento são analisadas, sempre junto às pessoas com deficiência, seus familiares e associações, tanto as barreiras físicas (como: degraus, escadas, ou falta de sinalizadores em Braille ou intérpretes de LIBRAS); como de atitude (falta de informação sobre os potenciais dessas pessoas), de estabelecimentos públicos e particulares como: hotéis, companhias aéreas, rede de lojas, companhia de transporte terrestre, parques, diversos pontos turísticos, entre outros locais.
    
     Há 28 anos a SATH realiza palestras e participa de congressos sobre acessibilidade e inclusão social.  Cursos são ministrados gratuitamente para operadores de tour, agentes de viagem, e estudantes de turismo, detalhando todas as especificidades das deficiências (física, auditiva, visual, intelectual e/ou múltipla). "Ensinamos como avaliar se o local é adequado para o cliente com alguma limitação, e quais os cuidados devem ser tomados para facilitar as viagens aéreas, ou por terra, em ônibus, trens, metrôs e veículos particulares de passeio, como os carros", explicou Jani Nayar.

     Segundo ela o turismo inclusivo é um mercado promissor, pois em 2000 só nos EUA dos 54 milhões de pessoas com alguma deficiência, 34 milhões viajam regularmente, mas 80% dos locais ainda não são universalmente acessíveis. E a renda aproximada disponível para ser gasta com turismo é de 176 bilhões de dólares. Enquanto que no Brasil são gastos com turismo, 13 bilhões incluindo as despesas de pessoas com deficiência e seus acompanhantes. Porém, há três anos, a SATH visitou o país para estabelecer parcerias com a EMBRATUR, e mesmo vindo três vezes ao ano, ainda não obteve resultados significativos.

     "Não podemos desistir nunca, pois só as leis às vezes não bastam para garantir cidadania a essas pessoas. O direito ao lazer é um deles que ainda não merece a devida atenção da sociedade. Pois, até mesmo, nos EUA, muitas vezes, as adaptações ainda são feitas com muitas falhas", comentou Jani ao lembrar que quando se fala em acessibilidade, as pessoas geralmente se esquecem dos surdos e cegos e só pensam em construir rampas. Para ela, inclusão e a consciência do desenho universal são processos lentos de conscientização que nunca poderão morrer!

Maiores informações: SATH – www.sath.org ou e-mail: sathtravel@aol.com

Palestra - Reabilitação do deficiente visual no enfoque social

      A professora Ivete de Mais, trabalhou na Fundação Dorina Nowill para Cegosproporcionando às pessoas com deficiência visual e/ou cegueira o exercício da cidadania. Em palestra na REATECH, afirmou a importância dessas pessoas serem sujeitos dos processos, pois para ela, ninguém melhor de quem necessita de atenção em suas especificidades, para auxiliar os profissionais qualificados em sua reabilitação e/ou capacitação. "O processo multidiciplinar é fundamental", avaliou. 

     A integração entre os profissionais e setores da reabilitação como: fisioterapia, psicologia, atividades de vida diária, comunicação, qualificação profissional, mobilidade, serviço social entre outros é extremamente importante para garantir segurança e bons resultados durante o processo, tanto em associações voltadas para essas pessoas como em escolas. "Nosso maior objetivo deve ser sempre o de garantir autonomia a essas pessoas. Não basta ensinarmos a usar a bengala que orienta sobre o espaço, e largar a pessoa sozinha na rua", afirmou. Para ela outro fato importante é a possibilidade de retorno à associação, a qual lhe proporcionou a reabilitação, ou a reciclagem dos conhecimentos dessas pessoas, pois só assim estarão atingindo a independência.
  
     Segundo informações da professora, muitas pessoas com deficiência visual e/ou cegueira ainda ficam isoladas em guetos ou associações assistencialistas, às vezes por não terem apoio das famílias e do governo proporcionando a inclusão social. Ivete deu uma aula aos estudantes na área de saúde e reabilitação presentes na feira.

Maiores informações: Profa. Ivete de Mais – consultora técnico-científica. E-mail: civetta.sp@uol.com.br.

Palestra -  Empreendorismo: Mãos a obra

     O mercado de trabalho está se aproximando mais das pessoas com deficiência, aja visto as diversas palestras e projetos sobre o tema. Na REATECH o empreendedorismo foi o assunto do INTEGRARE – Centro de Integração de Negócios. Segundo o presidente da ONG, Dr. Silas César Silva, o objetivo desse trabalho é a inclusão dos grupos tradicionalmente excluídos, como negros, índios e pessoas com deficiência. "Procuramos identificar o maior número de empreendedores em situação de exclusão e promover a qualificação e credenciá-los para que possam fornecer serviços e produtos para empresas sólidas no mercado", afirmou.

     Empresas como a IBM, Xerox, Banco Real, entre outras já realizam compras de empreendedores com deficiência. Segundo o INTEGRARE, a estimativa é de US$11 milhões investidos no país nos próximos anos. Os EUA já investiram US$63 bilhões. "As empresas estão tentando promover cada dia mais a inclusão, mas na maioria das vezes ainda não sabe como fazer, pois não conviveram com as pessoas com deficiência nos últimos 30 anos", comentou Açucena Calixto Bonanato, fundadora da SUPORTE – empresa de colocação profissional voltada para a inclusão social de pessoas com deficiência.

     Aos empreendedores interessados no projeto é necessário fazer o credenciamento no site, o qual permitirá seja qual for o ramo de atividade oferecer com maior visibilidade e possibilidade de negócios de seus produtos e serviços junto às empresas associadas à entidade.Para o público presente na feira, ampliar a acessibilidade, e a participação de ONGs e empresas voltadas para deficiências visuais e auditivas é fundamental em 2004. 

      Segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o conceito de desenho universal prevê que todas as pessoas com deficiências devem ser incluídas, como as visuais e as auditivas, e não somente as físicas. Porém, esse ano, segundo algumas associações presentes, a REATECH ainda não imprimiu as programações dos seminários em Braille, e também não sinalizou adequadamente com texturas, o piso do Centro de Exposições Imigrantes, para auxiliar a orientação dos cegos e/ou deficientes visuais.

     Marcela Cálamo Vaz Silva, 36 anos, também notou outros problemas. Segundo a professora particular, os corredores pareceram mais amplos, mas ainda com aquele 'bendito' carpete no chão, que dificulta a vida de todo cadeirante (pessoa que utiliza cadeira de rodas para se locomover). "Tudo bem que neste ano trocaram por uma forração que dificultava menos para tocar a cadeira, mas ainda assim, não era adequada. O ideal seria um piso liso como o que tinha na entrada da feira, antes da área dos stands", comentou. Marcela é paraplégica e mãe do Ricardo Luis de 4 anos. Vale a pena conferir seus textos no blog: http://tchela.blogspot.com/.

     As observações feitas Renato Laurentti, conhecido como repórter SACI, reafirmam a necessidade de melhorias em 2004. "Os banheiros estavam devidamente sinalizados com o símbolo internacional de acessibilidade e com boxes que dispunham de portas largas, porém as barras de apoio não foram colocadas adequadamente. E a pia não foi adaptada para atender pessoas em cadeira de rodas ou de baixa estatura, pois a torneira estava bem distante das mãos, assim como o papel para enxugá-las". Renato, 41 anos, tem uma lesão medular desde dos 22 anos, é voluntário na Rede SACI e escreve, entre outros assuntos, sobre a falta ou não de acessibilidade em locais públicos e privados.

     Marcela também comentou outro fato importante em relação à acessibilidade dos banheiros. "O meu marido falou que existiam boxes adaptados dentro dos banheiros junto com os outros, mas não separados. Eu não entendo isso, pois existem pessoas com deficiência que precisam de ajuda para ir ao banheiro e nem sempre seu companheiro (a), e/ou ajudante é do mesmo sexo. E daí, como se faz num caso desses? Não se faz, como no meu caso. Em casa me viro sozinha, pois o banheiro é perfeitamente adaptado, mas quando saio geralmente as adaptações deixam sempre a desejar".  


     Para Renato outro problema foi na colocação dos telefones públicos mais baixos. "Os organizadores da feira não perceberam que dentro de ambientes fechados, a cobertura em forma de orelha não é necessária (pois, obviamente não chove), e bate na cabeça das pessoas", afirmou. Outro fato importante foi ressaltado por Alessandro Martino - contratado pela Gelre para trabalhar na equipe de apoio: "no próximo evento, não podem esquecer também, de colocar telefones públicos, que os deficientes auditivos e/ou surdos possam usar. Além disso, a entrada no primeiro dia da feira era feita pelo lado de fora, onde um desnível no piso atrapalhava bastante, mas esse problema foi logo solucionado no dia seguinte".

     Outras pessoas presentes na REATECH disseram que os fios espalhados pelo chão, mesmo que encapados com fita, também era um grande risco de acidentes, ainda mais em um ambiente com um grande número de pessoas com dificuldade de locomoção. Segundo visitantes, um sistema que os embuta poderá resolver o problema em 2004. Um dos fatos mais significativos alertados por deficientes visuais e auditivos foi que o sistema de segurança, também não dispunha de sinais visuais para os surdos, e sonoros para cegos. O que não garantia o regaste dessas pessoas em caso incêndio.

      Enquanto isso, os balcões da recepção e do credenciamento encontravam-se em uma altura média, acessível a todos, inclusive aos usuários de cadeira de rodas. E a transferência de um setor para outro da feira, podia ser feita por meio de uma ampla rampa; uma plataforma elevatória segura, ativada por um funcionário devidamente treinado; ou por um elevador, também bastante seguro e devidamente instalado. Para Paulo Roberto Pereira Pimentel - 32 anos, auxiliar de documentação - possui seqüelas de poliomielite desde os 3 meses de idade: "foi uma grande vitória, pois em 2002 só existia uma rampa (e estava fora dos padrões da ABNT)".

     Em relação acessibilidade ao transporte público, o Grupo Cipa - Congressos e Feiras – um dos organizadores da REATECH - ofereceu gratuitamente um ônibus modelo Low Floor, com o piso rebaixado com acesso às pessoas com deficiência, o qual fez o trajeto de ida e volta da Estação Jabaquara do Metrô ao Centro de Exposições Imigrantes. Foi reservada também uma plataforma ao lado da entrada do local somente para garantir um seguro e confortável embarque e desembarque. 

      Já os funcionários do evento, em sua maioria, também foram devidamente orientados para saber como auxiliar pessoas com deficiência, quando necessário. Porém, segundo especialista em inclusão social, o principal objetivo desse conceito é uma comunidade acessível a todos com autonomia e independência! Por isso, todos os locais devem ser acessíveis, como os balcões dos restaurantes e/ou lanchonetes, o que ainda também não ocorreu nessa feira.