segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Show na Virada Inclusiva



Banda Carrera no show da Viranda Inclusiva em São Paulo - dia 04 de dezembro.

Músicos com e sem deficiência mostram o profissionalismo e a autonomia em uma sociedade inclusiva!

Dudé você é demais! Parabéns!

A música é o alimento da alma!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

3 de dezembro - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência



Vitória! Profissionais com deficiência intelectual falam por si e são protagonistas de suas histórias com autonomia e independência!

Grande motivo para comemorar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência - 3 de dezembro.

Muitas conquistas virão em 2011! É preciso continuar caminhando com esperança, força de vontade, determinação, coragem, ousadia, amor, alegria, e GARRA!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Virada Inclusiva - 03 e 04 de dezembro em SP

Descrição da imagem: logo do evento: "Virada Inclusiva - Participação Plena". Formado por símbolos juntos coloridos (azul, laranja e vermelho claro) em fundo branco, o logo tem abaixo escrito o título do evento. Aparecem uma imagem de uma pessoa em cadeira de rodas, e outra com bengala usada por quem tem cegueira. O outro símbolo são mãos, provalvelmente, representando as pessoas com sudez e deficiência auditiva. Tem outros sómbolo em azul no meio que não dá para indentificar, mas parece com uma orelha.
O evento é promovido pelo Governo do Estado de São Paulo, e tem por objetivo divulgar várias atrações artísticas e culturais, além de promover palestras sobre a inclusão. Instituições de assistência às pessoas com deficiência são as maiores participantes e organizadoras. E um dos principais temas será o Benefício de Prestação Continuada.
O site do evento com a programação completa, está neste blog (no campo links da postagem), mas as pessoas com deficiência visual precisam verificar se ele é acessível. A descrição do logo do evento, publicada no Blog Caleidoscópio, não está no site oficial.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

1° de Dezembro - Dia Mundial de Prevenção à AIDS

Descrição da imagem: logo do projeto: "Ações e Reflexões sobre AIDS e Deficiência: Diferentes Vozes". Desenho de várias pessoas juntas com os braços para cima em sinal de alerta e vitória. Na imagem aparecem pessoas em cadeiras de rodas, com cães-guia, bengalas, e de diversas alturas e dimensões. Abaixo está escrito o título do projeto junto com o símbolo nacional de prevenção à AIDS: a fita vermelha.

Pessoas com deficiência precisam se previnir SEMPRE contra doenças sexualmente transmissíveis e AIDS. É muito importante conhecer o projeto do Instituto de Pesquisas Amankay sobre "Sexualidade e Deficiência" no

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

"Da teoria para a prática"










Descrição da imagem: participantes da reunião estratégica sobre a Convenção, reunidos em um hotel em São Paulo. Estão na foto: Regina Atalla, Jorge Márcio, Leandra Migotto Certeza, Katia Fonseca, Sérgio Santos, Anahi Guedes, Claudia Grabois, Lais Lopes, Tina Minkowitz, Solange Carvalho, Waldir Macieira, Suely Viola e Cleide Ramos Reis.

"Nada sobre nós, sem nós".

Ativistas em Direitos Humanos afirmaram em encontro que a Convenção da Organização Internacional das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência deve ser implementada com eficácia e eficiência, e monitorada ativamente pela sociedade civil com total autonomia e independência.

Por Leandra Migotto Certeza* - Foto: Regina Atalla.

Mais de 40 pessoas se reuniram na cidade de São Paulo, de 17 a 19 de novembro, para discutir as melhores formas de implementação, fiscalização e monitoramento do documento mais importante em relação aos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência.

Para debater sobre o tema: "Avanços, Desafios e Participação da Sociedade Civil", representantes de várias Organizações Não-Governamentais; líderes de movimentos sociais; juristas, promotores, procuradores, e advogados; além de comunicadores e representantes dos governos municipais, estaduais e federais conviveram em um espaço democrático e muito participativo. Juntos e juntas, pessoas sem e com deficiência física, auditiva, visual e intelectual apresentaram suas ideias e propostas, discutiram seus pontos de vista, e comentaram suas experiências, de forma clara e bem próxima da realidade cotidiana.

Todos e todas tiveram direito a voz ativamente e suas potencialidades e especificidades foram respeitadas. Intérpretes da LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais garantiram a participação de pessoas com surdez, e uma equipe de voluntários (muito bem qualificada) auxiliou quem precisou de apoio para se comunicar, e se locomover dentro e fora do hotel acessível fisicamente, apropriadamente escolhido pela RIADIS - Rede Latino Americana de Organizações Não-Governamentais de Pessoas com Deficiências e Suas Famílias - http://www.riadis.net/ e pela ONG Conectas - Direitos Humanos http://www.conectas.org/, responsáveis pela realização do encontro.

Brasileiros e brasileiras de São Paulo, Salvador, Florianópolis, Rio de Janeiro, Brasília, Chapecó, Campinas, Campo Grande, Curitiba, se uniram aos ativistas da Costa Rica, Argentina, Guiné-Bissau, México, Guatemala, e Nova York, para apresentar as principais ações de seus países, sobre o documento ratificado ou não por seus governos e que, segundo eles e elas, precisa ser seguido à risca, por meio de políticas públicas ou movimentos sociais que exijam o seu total cumprimento.

"Nada sobre nós, sem nós" e "Da teoria à prática" foram os principais lemas. A grande maioria dos participantes acredita que as pessoas com deficiência precisam ser protagonistas de suas histórias com autonomia e independência, e que a Convenção deve sair do papel e passar para a prática das ações e, principalmente, por meio de políticas públicas eficazes e eficientes. "A Convenção foi feita em equipe e com união. O trabalho mais difícil começa agora: passá-la do papel para se transformar em ações práticas e objetivas. Por isso, esperamos que o Brasil seja um exemplo de promoção dos Direitos Humanos da Pessoa com Deficiência", afirmou Regina Atalla, presidente da RIADIS no Brasil.

Para Malak Poppovic, diretora da Conectas, "a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência precisa ser traduzida em fatos e efetividade. A sociedade civil está fazendo o seu monitoramento e apropriação do documento com o objetivo de efetivar seus direitos". Para Luis Fernando Astorga Gatjens, do IIDI - Instituto Interamericano de Discapacidad y Desarrollo Inclusivo, a mudança mais importante que a Convenção traz é que todas as pessoas com deficiência do mundo, deixam de ser vistas pela sociedade como objetos de caridade e assistencialismo, para ser apropriarem integralmente de seus direitos com autonomia e, principalmente, protagonismo.

O que é a Convenção?

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: http://portal.mj.gov.br/corde/, foi criada pela Organização das Nações Unidas e ratificada pelo Brasil, dia 12/08/2008, junto com seu Protocolo Facultativo, assinado em 01/08/2008. É o primeiro tratado internacional com status constitucional da história do Brasil. Portanto, é uma Emenda Constitucional! No total, 128 países a assinaram. O Brasil é o 34º país no mundo a ratificá-la e o 20º a assinar o Protocolo Facultativo junto com os países efetivamente comprometidos com os direitos das pessoas com deficiência.

O principal objetivo do documento, segundo o primeiro artigo, é “promover, proteger e assegurar o exercício pleno e eqüitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente”. Além do respeito por dignidade, são princípios do documento a não-discriminação, a plena e efetiva participação e inclusão na sociedade, o respeito pela diferença, a igualdade de oportunidades e a acessibilidade.

Um dos principais pontos da Convenção é o fato de o descumprimento de qualquer item que favoreça a inclusão das pessoas com deficiência passa a ser considerado discriminação. Isso inclui, por exemplo, a acessibilidade, seja por meio de ônibus adaptados ou legendas e áudio-descrição nos programas de televisão. Além disso, a partir da ratificação da Convenção as pessoas com deficiência não podem ter sua capacidade legal retirada. Em outras palavras, fica garantido o seu direito de votar, de assinar os próprios documentos e de administrar seus bens e recursos financeiros, por exemplo.

Urgência na efetivação dos direitos humanos.

Segundo os ativistas e as ativistas presentes no encontro, muitas conquistas foram alcançadas em relação aos direitos das pessoas com deficiência, porém, os desafios são cada vez maiores, devido a urgência de se atender às necessidades básicas de sobrevivência, principalmente nas regiões mais periféricas das cidades e nas zonas ruais. De acordo com o Censo de 2000, dos mais 24,5 milhões de brasileiros com alguma deficiência (seja física, auditiva, visual, múltipla, intelectual ou surdocegueira), quase 30% é miserável e têm escolaridade inferior a um ano. Infelizmente, no Brasil, deficiência e desigualdade caminham juntos.

Por isso, o objetivo foi multiplicar e disseminar as informações sobre a realidade de quem ainda nunca consegue ser visto e ouvido. Como o caso de uma jovem de 20 anos, com incapacidade motora cerebral (deficiência física que compromete, principalmente, os movimentos e a fala), relatado por Regina Atalla. Ela foi encontrada, na Bahia, em estado grave, e completamente abandonada, devido a falta de assistência social do governo. Nunca foi atendida por um médico, e muito menos frequentou uma escola. Viveu isolada, assim como várias pessoas com deficiência no Brasil e no mundo.

A institucionalização e o descaso dos governos e da sociedade foram um dos principais temas debatidos no primeiro dia. Tuca Munhoz, representante da Pastoral das Pessoas com Deficiência da Arquediocese de São Paulo afirmou que ainda existem mais de mil pessoas com deficiência na cidade vivendo completamente segregadas em instituições assistencialistas, e muitas vezes corruptas. Domingos João Montagna, representante da Fraternidade Brasileira de Pessoas com Deficiência, de Chapecó, lembrou que existe inúmeras pessoas abandonadas nas áreas rurais, sem qualquer acesso aos serviços de saúde, entre outros.

Cleide Ramos Reis, representante do Centro de Vida Independente da Bahia, afirmou que 8,5% da população com deficiência de 14,5% existente, estão em situação de pobreza multi-dimensional. Para ela é preciso haver políticas públicas eficazes que promova a inclusão, e para isso, as pessoas com deficiência devem ter acesso gratuito às ajudas técnicas básicas, como próteses, cadeiras de rodas, aparelhos auditivos, entre outras, além das tecnologias assistivas como legendas ocultas na TV, áudio-descrição e intérpretes de LIBRAS nas escolas, por exemplo.

Eu, jornalista com deficiência física, estive documentando em vídeo e texto os relatos do encontro. Acompanhem a continuidade desta reportagem na próxima semana!

*Leandra Migotto Certeza é Jornalista (MTb 40546) e colunista da Caleidoscópio Comunicações, Repórter Voluntária da Rede SACI - http://www.saci.org.br/, Ativista em Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência da ONG Conectas Direitos Humanos - http://www.conectas.org/, e Voluntária da Associação Brasileira de Síndrome de Williams - http://www.swbrasil.org.br/ - Tels: 55 (11) 3453-5370 - Cel: 55 (11) 8697-9067 - BLOGs: Pessoal: http://leandramigottocerteza.blogspot.com/ - Institucional: http://fantasiascaleidoscopicas.blogspot.com/ - Twitter: @LeCaleidoscopio


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Encontro Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência Avanços, Desafios e Participação da Sociedade Civil

Caros amigos e caras amigas,

É com muito orgulho que faço parte da equipe de consultores da Conectas - Direitos Humanos durante este importante encontro: http://www.conectas.org/index.php/Noticias/view?n=704

Serei responsável pela compilação em texto dos relatos das discussões e palestras, além de realizar entrevistas em vídeo com os participantes.

Estou muito feliz por prestar serviços em uma ONG que me acolheu com tanto carinho em duas edições do Colóquio Internarcional de Direitos Humanos em 2004 e 2009, viabilizou a publicação de um importante artigo, e possibilitou contatos com ativistas sociais, que me proporcionaram a oportunidade de apresentar um projeto no exterior.

A maravilhosa equipe de profissionais e voluntários sempre estiveram à disposição para garantir acolhimento, atenção, segurança e conforto em todos os momentos dos nossos encontros. É uma grande satisfação fazer parte desse 'time' de amigos após anos de conquistas juntos.

Sou muito grata por crescer ao lado da Conectas!

Sociedade civil e representantes de governo debatem direitos das pessoas com deficiência no Brasil

RIADIS e Conectas organizam encontro que reúne diversos setores da sociedade pela garantia de direitos desse grupo

De acordo com o Censo de 2000, 24,5 milhões de brasileiros (14,5% da população nacional) têm alguma deficiência. Desse total, quase 30% é miserável e têm escolaridade inferior a um ano1. Infelizmente, no Brasil, deficiência e desigualdade caminham juntos.

Diante dessa realidade, RIADIS (Rede Latino-Americana de Organizações não Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias) e Conectas Direitos Humanos organizam o encontro "Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência - Avanços, Desafios e Participação da Sociedade Civil" entre os dias 17 e 19 de novembro, em São Paulo.

Um dos objetivos do evento é fortalecer o trabalho entre diversos setores da sociedade pela garantia dos direitos das pessoas com deficiência.

Em 2008, o Brasil ratificou a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) da ONU, dando os primeiros passos para a formulação de leis e políticas públicas específicas.

No encontro, representantes de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, órgãos da ONU e governo brasileiro terão a oportunidade de debater os avanços, desafios e a participação da sociedade civil e do Estado no processo de aplicação das recomendações da CDPD nos últimos anos.


1. Dados da pesquisa Relatos da Deficiência no Brasil
, realizado pela Fundação Getúlio Vargas em parceria coma Fundação Banco do Brasil (2003)

Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
Avanços, Desafios e Participação da Sociedade Civil

De: 17 a 19 de novembro de 2010
Hotel Jaraguá - Rua Martins Fontes, 71 - Centro, São Paulo.

Leiam os textos que escrevi sobre os encontros anteriores:

Deficiência é pouco abordada em Colóquio Internacional de Direitos Humano: http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=13761

Olhar sentinela: a pessoa com deficiência nas metas de desenvolvimento do milênio: http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=13763

Informe Alternativo do Brasil - "Da invisibilidade à transparência" - A Inclusão da Deficiência nas Metas de Desenvolvimento do Milênio da ONU:

Parte 1: http://www.saci.org.br/?modulo=akemi&parametro=17383

Parte 2: http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=17420

A jornalista peruana Maria Esther participou do VI Colóquio Internacional de Direitos Humanos e foi responsável pela oficina: "Trabalhando em rede contra a discriminação na América Latina - a experiência da rede DiálogoDH": http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=13837