terça-feira, 15 de março de 2022

CURSO ON LINE - Diversidades: Aspectos da Deficiência na Prática



CURSO ON LINE - Diversidades: Aspectos da Deficiência na Prática
DIFERENCIAL: PROFISSIONAIS COM DEFICIÊNCIA PROTAGONISTAS SÃO AS PROFESSORAS DESTE CURSO
É o curso pautado na experiência de vida e profissional de mulheres com deficiência que atuam como protagonistas de sua própria história. Preço acessível, mais com conteúdo vasto de rico. Precisamos bombar esse curso para que a luta anticapacitista não morra!!
#pratodesverem: Uma colagem de 4 fotíneas do rosto de 4 mulheres (Leandra Migotto, Shirley Menezes, Julia Paladino e Estela Lapponi) e no centro a logo do SEDES SAPIENTIAE pra dizer que as inscrições para o curso ON-LINE - DIVERSIDADES - Aspectos da Deficiência na Prática - estão abertas!!!!
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DIFERENCIAL DO CURSO
Segue à risca o lema " NADA SOBRE NÓS, SEM NÓS!"
Somos todas DEFs, cada uma com sua particularidade e juntas fazemos o teu cerebelo dar voltas em torno do assunto DEFICIÊNCIA
Duração: 21/03/2022 a 13/04/2022.
Horário: segundas e quartas-feiras, das 19h30 às 21h.
Carga horária: 16 horas.
Nº vagas: 25 - INSCRIÇÕES: até 17/03/2022.
PÚBLICO EM GERAL
CORPO DORCENTE:
Julia Paladino - coordenadora (educadora) @jupaladin
Leandra Migotto Certeza (jornalista e consultora) @leandracaleidoscopica
Professoras Convidadas: Shirley Menezes (psicóloga) @pshirleyrmenezes e Estela Lapponi (artista) Estela Lapponi]
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO DO CURSO NO SITE DO SEDES - LINK: https://lnkd.in/dMwTi5v

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Leandra estará na Semana Modos de Acessar 2021 - Dia 07/12/21 às 19hs

 


Semana Modos de Acessar 2021

Representatividade das Pessoas com Deficiência nos Meios de Comunicação

Dia 7/12/2021. Terça, da 19h às 20h30.

ASSISTA A GRAVAÇÃO DO PROGRAMA NESTE LINK:



Libras e legendas automáticas. A partir de 16 anos.

Cerca de 24% da população no Brasil possui algum tipo de deficiência. Porém, a participação desse grupo nos meios de comunicação é inexpressiva, no que se refere a sua representatividade. Quais são as dificuldades para a inclusão concreta das pessoas com deficiência nas mídias sociais, publicidade, televisão, internet, e outros veículos de comunicação?

Bate papo com Leandra Caleidoscópica, Marcos Lima e Roberta Savedra Schiaffino.
Mediação: Jairo Marques.

Roberta Savedra Schiaffino, jornalista, surda bilateral de nascença e usuária de próteses auditivas. Pesquisadora pela UFF em Tradução e Legendagem para Surdos. Coordenadora do Projeto Surdonews: Montando o quebra-cabeças das Notícias para o Surdo. Fundadora da Alle Assessoria, Produção e Acessibilidade, empresa de audiovisual e gestão de mídias.

Leandra Caleidoscópica, poeta, escritora e jornalista com deficiência física. Consultora em Inclusão e Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência desde 1998. Fundadora da Coletiva de Escrita Girassol (Protagonismo das Escritoras com Deficiência) e Mediadora Cultural no Museu Vozes Diversas. Foi Colunista na Revista Feminista AzMina e no Portal Sem Barreiras.

Marcos Lima, jornalista, criador e apresentador do “Histórias de cego”, canal no Youtube, onde escreve, produz, apresenta, muitas vezes filma, e conta de forma leve e divertida o cotidiano de uma pessoa cega. É cego desde a infância.

Mediação: Jairo Marques, repórter, ingressou no jornal Folha de São Paulo por meio do programa de treinamento da 27ª turma, em 1999, meses após se formar em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Nasceu em Três Lagoas (MS). É cadeirante desde a infância.


No e-flyer estão escritas as informações do encontro, em letras azuis em um fundo amarelo ouro. Há um desenho de duas mãos em posição de concha, uma de cada lado. Aparecem as fotos das e dos participantes. Da esquerda para direita, no enquadramento da imagem, Jairo aparece da cintura para cima, ele tem a pele morena clara, os cabelos curtos e pretos, está sentado vestindo uma camiseta bege e sorrindo, atrás dele há um fundo cinza. Leandra aparece do peitoral para cima, ela tem a pele clara, cabelos curtos castanhos claros, está com uma blusa azul e vermelha, num fundo está uma estante de livros. Marcos aparece do peito para cima, ele é moreno, cabelos curtos pretos, está sorrindo com os braços cruzados, vestindo um moletom preto, em um fundo com uma parede de madeira. Roberta está exposta dos ombros para cima, olhando na lateral e sorrindo, tem a pele clara, os cabelos loiros, veste uma camiseta regata preta.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

NÃO QUERO SER TOLERADA, EXIJO RESPEITO!

 “Não quero ser tolerada! Exijo respeito!”

É preciso ser ANTI CAPACITISTA TODOS OS DIAS! Mas, neste 03 de Dezembro - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, eu desejo REAFIRMAR o meu LUGAR DE FALA como mulher com deficiência!
Por isso, reposto este vídeo feito com muito carinho por mim e pela equipe do Museu Vozes Diversas @vozesdiversas para o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (que foi 21 de setembro).
Eu @leandracaleidoscopica agradeço por compartilharem o máximo que puderem!! Afinal, em tempos sombrios de assustadores e nojentas ameaças de retrocessos políticos e sociais aos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência, precisamos LUTAR cada dia para que nossas VOZES sejam ouvidas e RESPEITADAS!!!


Equipe de realização:
Intérprete de Libras: @claudiav__ferreira
Legendas e edição de vídeo: @ju.jaspion
Realização: @vozesdiversas

DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

 “Nada sobre nós, sem nós” e “Nossos passos vêm de longe”

É preciso ser ANTI CAPACITISTA TODOS OS DIAS! Mas como o 3 de Dezembro - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência não foi falado na grande mídia, e a maioria dos jovens com deficiência que são produtores de conteúdo na internet hoje, também não sabem que “nossos passos vêm de longe”, é preciso conhecer o vídeo documentário acessível:


“HISTÓRIA DO MOVIMENTO POLÍTICO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO BRASIL”.

Entre os 25 protagonistas que contaram suas histórias por meio de depoimentos, estão lideranças com deficiência (física, intelectual, visual, auditiva ou múltipla) e especialistas da área sem deficiência. Todos atuaram no movimento, seja no surgimento ou na sua consolidação, contra uma visão caritativa e assistencialista; e pelos Direitos Humanos das Pessoas com Deficiência.
Para assistir ao vídeo que contém libras e legendas, entre no link:



#pratodosverem: imagem da capa do livro: ““HISTÓRIA DO MOVIMENTO POLÍTICO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO BRASIL”, escrita com letras na cor branca em um fundo colorido (vermelho, azul e preto) com alguns brilhos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

SEMANA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A NOVA AVALIAÇÃO DA DEFICIÊNCIA - De 29/11 até 03/12- 19h



Como o governo está para publicar o Decreto que regulamentará o artigo 2o da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI), precisamos saber o que é avaliação biopsicossocial; por que a nova avaliação (que não sabemos se será biopsicossocial) poderá desencadear prejuízos às pessoas com deficiência; como foi o debate acerca dos instrumentos de avaliação; os motivos que determinaram a saída do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Grupo que elaborou a proposta do Poder Executivo e os detalhes sobre a pesquisa da Universidade particular que baseou a proposta de instrumento defendida pelo Ministério da Economia (provavelmente vitoriosa).
Para viabilizar que esses conhecimentos sejam compartilhados com todas as pessoas com deficiência, suas organizações representativas, suas famílias e todas as pessoas que atuam no campo da deficiência, organizamos uma programação de uma semana inteira de eventos, rodas de conversas e lives curtas sobre o tema.
Acompanhe a programação da nossa
SEMANA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A NOVA AVALIAÇÃO DA DEFICIÊNCIA
Os eventos acontecerão entre 29/11 a 3/12/2021 e
nos darão condições de compreender a nova avaliação que está para ser apresentada.
Queremos muito a regulamentação da avaliação da deficiência, mas não queremos perder direitos!
Envolva-se no debate a respeito desse instrumento, que determinará o acesso - ou não - às várias políticas públicas buscadas pelas pessoas com deficiência.
Todos os eventos serão
transmitidos ao vivo pelo youtube.com/gentestv e contarão com intérpretes da Libras.
Contamos com você!
#DescriçãoDaImagem Arte com fundo laranja e uma borda arredondada branca no canto superior esquerdo com o logotipo da Rede-In .
Sobre o fundo laranja está escrito:
REDE-IN
Rede Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência - Rede-In
SEMANA DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A NOVA AVALIAÇÃO DA DEFICIÊNCIA
Evento on line
29/11 a 3/12
Acompanhe a programação e participe !
@redebrasileiradeinclusao
Transmissão ao vivo pelo youtube.com/gentestv

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Escutemos as vozes das escritoras brasileiras esquecidas pela história.

 Autor do texto: Fred di Giacomo

"O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora." As reflexões da poeta mineira, que viveu parte de sua vida em uma favela de São Paulo, ainda ressoam atuais em nossa terra em transe. Carolina não grita sozinha. Ecoam com ela a utopia feminista da pioneira da ficção científica no Brasil e a luta abolicionista da fundadora da nossa literatura afro-brasileira. Mas quem são essas mulheres? Por que ficamos tanto tempo sem escutar suas vozes? Peço licença aos três filhos de Carolina que fazem barulho no seu barraco para que possamos escutá-la mais uma vez.

É que estamos em comemoração. Dia 30 deste setembro, a clássica estreia literária de Carolina torna-se sessentona. Com mais de 80 mil exemplares vendidos (número raro na literatura nacional) Quarto de despejo: Diário de uma Favelada foi escrito em formato de longos diários pela mineira Carolina Maria de Jesus. Ela já batalhava com os versos há 20 anos quando, finalmente, viu seu primeiro livro publicado. Apesar de ter esgotado seus primeiros 10 mil exemplares em apenas uma semana e ter sido traduzido para dezesseis línguas, a obra de Carolina, uma mulher negra e favelada, foi vista por muito tempo como "menor", como algo exótico, algo válido mais como documento histórico do que com curiosidade e isso a deixou deprimida". Infelizmente, a trajetória de Carolina não é uma exceção por essas bandas. Apenas a partir da segunda metade do século XX passou a ser "normal" ver mulheres escritoras se destacando no campo literário nacional. Mas quem são as outras Carolinas que escreveram livros fundamentais em todos cantos do Brasil, mas acabaram esquecidas pela história? 

A ficção científica no Brasil tem mãe: Emília Freitas.

No país onde o presidente da república diz que ter uma filha mulher foi uma "fraquejada", imaginar uma sociedade comandada por mulheres e regida pela sororidade parece utopia ou realismo fantástico. No final do século XIX, quando mulheres não votavam e a democracia dava seus primeiros passos, então, só com muita imaginação. O primeiro romance de ficção científica publicado por essas bandas foi parido por uma mulher do interior cearense. Nascida em 1855, na pequena e quente Jaguaribe, a pioneira Emília Freitas escreveu A Rainha do Ignoto, no final do século XIX, publicando-o em 1899.

O livro descreve a utopia de uma sociedade fantástica e secreta formada só por mulheres, e liderada pela Rainha do Ignoto. A bondosa rainha, e suas paladinas, dedicavam-se a resgatar mulheres que sofriam de violência, solidão ou depressão. A obra, cujo prefácio avisava "não ter padrinho, nem molde", possui o melhor das ficções científicas: uma profunda reflexão sobre questões reais através das metáforas da fantasia. No entanto, tem poucas edições. A editora Fora do Ar preparou uma versão caprichada e ilustrada do livro de Emília, que você pode apoiar no Catarse.

Freitas, que é considerada por muitos uma precursora do feminismo, foi também abolicionista. Neste ponto, ela não foi a primeira. Maria Firmina dos Reis, nascida em São Luís do Maranhão, coleciona em seu currículo literário uma imensidão de pioneirismos. Ainda reinavam a escravidão e a monarquia no Brasil, quando Maria tornou-se a primeira romancista do Brasil ao publicar, em 1859, seu romance Úrsula. Negra e nordestina, Maria inaugurou a literatura afro-brasileira com nosso primeiro romance abolicionista. Narrado, em primeira pessoa, a obra retrata mais de 150 anos antes do fundamental "Um defeito de cor", como a personagem Mãe Suzana foi sequestrada e escravizada no continente africano, separada de sua família e de suas raízes e trazida num navio negreiro para o Brasil.

Não contente com todos esses marcos literários, Maria Firmina, que ganhava o pão como educadora, ainda criou a primeira escola mista no Brasil (em uma época em que meninos e meninas deviam ficar em colégios separados). O escândalo foi tanto que seu colégio não durou três anos.

Da primeira escritora até Carolina

Da primeira escritora até Carolina Quando São Paulo ainda era vila esquecida - terra dos tupis, dos guaranis e dos bandeirantes, orbitando as riquezas produzidas no nordeste brasileiro, nasceu Teresa Margarida da Silva Horta, a primeiríssima escritora de ficção em língua portuguesa. Isso no distante ano de 1711.

Cinderela do Brasil colonial, Teresa viu sua vida mudar bruscamente ainda criança: seu pai, com quem se mudou menina para Portugal, era um homem pobre que ascendeu socialmente. Vivendo em Lisboa, Teresa Margarida estudou na capital portuguesa e teve 12 filhos. Publicou, no ano de 1752, o romance Aventuras de Diófanes, considerado a primeira ficção escrita em língua portuguesa por uma mulher. 

Teresa Margarida, Emília e Maria Firmina são pioneiras pouco estudadas em nossas colégios. Suas obras não caem no vestibular, nem são citadas no ENEM. Mas essas artistas foram as precursoras que sedimentaram o caminho espinhoso que, a hoje festejada, Carolina Maria de Jesus trilhou no século XX. Vinda da pequena Sacramento para a favela do Canindé, Carolina, muito mais do que Nélson Rodrigues, descreveu a vida como ela é. Suas personagens eram humanas, esféricas, reais. A própria narradora não se pintava de "fada sem defeitos"; era, na verdade, muitas vezes maldosa com os vizinhos, considerando-se melhor que eles por gostar de ler e escrever.

Sua linguagem mesclava o português oral "errado" (que lembra a estética adotada por bandas de rap, como o Trilha Sonora do Gueto), com achados poéticos e palavras garimpadas do português erudito. Quarto de despejo faz 60 anos já redescoberto e deixando, aos poucos, de ser cult para tornar-se clássico. Mas não deveria ser exceção. Carolina não existiu sozinha. É necessário ouvir as vozes das outras Carolinas esquecidas por nossa história. Essas seguem repetindo infinitamente a rotina de invisibilidade e afazeres domésticos às quais foram relegadas em seu tempo.

O que faz lembrar o final simples, impactante e dolorido de Quarto de despejo, o projeto literário de uma artista cuja principal obra foi sobreviver: "1 de janeiro de 1960 Levantei às 5 horas e fui carregar água". 

Este texto foi originalmente postado em https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/arte-fora-dos-centros/2020/09/10/escutemos-as-vozes-das-escritoras-brasileiras-esquecidas-pela-historia.htm

Fred di Giacomo: Caipira punk de Penápolis, sertão paulista, Fred Di Giacomo é escritor e jornalista. Foi editor e professor na Énois, escola de jornalismo para jovens de periferia, onde editou o "Prato Firmeza: guia gastronômico das quebradas de SP" (finalista do Prêmio Jabuti). Seu primeiro romance "Desamparo" (Reformatório, 2018) foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura e um dos vencedores do Edital Para Publicação de Livros da Cidade de São Paulo. Nesta coluna, propõe um espaço para refletir, investigar e divulgar o trabalho de artistas do interior, sertões, pampas e florestas que se encontram longe demais de grandes capitais.