
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Em breve cobertura sobre o IX Colóquio Internacional de Direitos Humanos

quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Cobertura do IX Colóquio Internacional de Direitos Humanos em BLOG
É com grande alegria que convidos a todos para acompanhar a ótima cobertura sobre o colóquio no blog:
http://www.ixcoloquio.blogspot.com/
Eu também estou realizando uma ampla cobertura sobre a participação das pessoas com deficiência e sobre o tema da deficiência no encontro internacional.
Agradeço por aguardarem até o final do evento para terem acesso aos vídeos, fotos e textos com exclusividade.
Confesso que estou esgotada fisicamente para fazer esta cobertura agora, mas com certeza tudo será registrado com mito carinho e dedicação.
Muito obrigada! Até breve.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Cobertura exclusiva: Colóquio Internacional de Direitos Humanos
Para dar início ao tema leiam esta reportagem, e conheçam a Convenção da ONU, documento que irei defender no Colóquio nos seguintes links: http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=22272 e http://www.saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=22128
Colóquio Internacional avalia sistema global de direitos humanos da ONU
Karol Assunção – ADITAL
“Uma Avaliação do Sistema Global de Direitos Humanos sob a Perspectiva do Hemisfério Sul: Estratégias Comuns e Propostas de Reforma”. É com esse tema que a nona edição do Colóquio Internacional de Direitos Humanos reunirá, entre os dias 08 e 14 de novembro, em São Paulo (SP), participantes de 23 países da América Latina, África e Ásia.
O evento, organizado pela Conectas Direitos Humanos, pretende analisar e propor reformas para o sistema global de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). Conselho de Direitos Humanos, Relatores Especiais e Conselho de Segurança da ONU, Revisão Periódica Universal, Comitês de Tratado e Tribunal Penal Internacional serão alguns pontos abordados durante os sete dias de discussão.
Para Thiago Amparo, membro da organização do Colóquio, “o sistema global de Direitos Humanos das Nações Unidas pode ser avaliado como bom e ruim”. De acordo com ele, o sistema ainda está “distante” de muitas nações, principalmente as geograficamente mais afastadas da sede da ONU. “[Esses países] não veem o lado prático na atuação [do sistema global das Nações Unidas]“, comenta.Por outro lado, Amparo afirma que os organismos internacionais de direitos humanos trabalham como “fortes interlocutores entre ativistas e governos, principalmente em países não democráticos”. Ele destaca a situação do Zimbábue, onde a ONU ajudou a formar o governo de coalizão para mediar as negociações entre governo e opositores. O organizador do evento lembra ainda que, nesse país, o organismo contribuiu para a defesa dos direitos humanos e para a não opressão aos opositores políticos.
A situação do país africano será uma das realidades apresentadas no Colóquio. Rindai Chipfunde, do Zimbawe Election Support Network, e Innocent Batsani Ncube, do National Youth Development Trust, ativistas no Zimbábue, discutirão a atual realidade política do país, destacando a prisão de oposicionistas e a ameaça ao governo de coalizão.
Em relação às nações da América Latina, Thiago Amparo comenta que a demanda, agora, será centrada mais na construção de uma agenda da ONU voltada para os direitos econômicos, sociais e culturais. Segundo ele, como a maioria dos países está em uma fase de redemocratização mais estruturada, a proposta agora é mais no campo social do que no político. “[A demanda] é mais para os direitos sociais, como direito à moradia, educação e saúde”, considera.
Na nona edição, os participantes do Colóquio Internacional e Direitos Humanos ainda terão a oportunidade de avaliar o próprio evento. Para Thiago Amparo, em nove anos, o evento amadureceu e se consolidou, assim como as pessoas que dele participam. “O Colóquio cresceu e amadureceu junto com os ativistas, que agora estão mais velhos e mais profissionais, com trabalhos ligados ao assunto”, comenta.
This entry was posted on domingo, novembro 8th, 2009 at 16:30 and is filed under Cursos e eventos, DIREITOS HUMANOS. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed.
sábado, 24 de outubro de 2009
Comentários carinhosos...
Josilene Augusto Lobo
Olá! Quero parabenizar pela escrita clara, objetiva e contudente. Raramente leio algo escrito por pessoas com deficiências com tanto sentimento. Nessas poucas linhas a sua alma se revelou consciente, porém a força e desejo de viver ultrapassa a limitação fisica. Você faz o uso do pensamento , esse sim é livre!Um grande abraço.
Josilene.
Katia Fonseca
Oi Lê! Belíssimo depoimento.Sinto suas dores e frustação.Cresço com seu aprendizado.E alegro-me com seu crescimento.Mãe somos todas nós, mulheres, que nos acalentamos mutuamente, a nós, aos homens e aos benditos frutos que sempre nascerão de nossas lutas e esperanças.Viu?, você me inspirou!
Grande beijo.
Cássia Gonçalves
Lê, parabéns! Cada vez mais te admiro pela coragem, pela sua luta e pelas belas palavras aqui escritas. Siga em frente, çpois vc jée uma vencedora. Beijos, Cássia
Monika Mendonça
Leandra,
Escreva, escreva e escreva, ficou lindíssimo, sensibilidade a flor da pele, assim como você é uma flor linda leve e solta, pena eu estar sem carro e não poder dar muitas caronas a você, mas a amizade continua…Você é simplismente sensacional! bjus Monika.
Ícaro Vital Brazil
Queridissima Leandra, não nos conhecemos, a vida nos distanciou não só pela minha geração, que já está indo, como também pelo dia dia de cada um, que tornam familiares distantes e desconhecidos. Sou seu tio bisavo, irmão de sua bisa Alvarina, atualmente o mais velho dos filhos homens de Vital Brazil, no momento conto com 82 anos, um ano mais velho do que da sua avó Glaucia. Parabéns, não fosse você Certeza, por escrever com o coração na ponta da caneta, traduzindo segurança, certeza, firmeza, fé e esperança em tudo que passou e espera. Engravidar de si mesma e se tornar bem maior do que o cotidiano de tantas, pois dobra em vc. todas as virtudes femininas. Beijos.
Vera, filha de Ruy e Alda
Querida Leandra, obrigada pelo seu lindo texto! Quando estou com tua avó Glaucia e tia avó, Maria, em Lambari, onde anualmente temos nos encontrado em julho, elas me dão notícias tuas. Mas é muito bom saber diretamente de vc. Saber como vc está, como lida ética e generosamente com os acontecimentos da vida! Obrigada por tua sensibilidade! bjs da sua prima.
Suzana Aldé
Leandra querida, há muito que desejo lhe escrever, desde que postou aqui um e-mail solidário e tão afetuoso ao problema do primo Ivan. Sou sua prima, filha da Isis, irmã da Luciana (que está à frente dos cuidados ao Ivan) e desde sempre ouvi falar de você, por sua tia Maria, muito amiga de minha mãe.Já tinha acessado o seu blog, lido sua entrevista com a Soninha, visto você em uma entrevista na TV, enfim, já me sentia tocada pela sua trajetória e talento...só que esse seu último texto me embasbacou, e não dá mais para silenciar e adiar as minhas palavras.
Que texto comovente, prima, que cabe a cada um de nós, quando diz que crescer é lidar com frustrações o tempo todo, e re-ligar o ser da realidade da própria imperfeição encontrando um significado novo: é estar grávido de VIDA!
Estar no caminho do meio, onde se reconhece a impossibilidade, para então sim, poder fazer jorrar a seiva e alimentar o afeto.Se soubesse quantos anos de análise se fazem necessários para se chegar a isso!E você consegue articular esse seu percurso de maneira tão poética e ao mesmo tempo tão dolorosa, e linda porque verdadeira. Obrigada por suas palavras e por me fazer partecipar. Um beijo com carinho.
Renata de Cássia Tavares
Muito lindo o seu texto e mais do que tudo, muito profundo. Realmente temos que perceber o que somos e como somos e aceitar as diferenças, daquilo que podemos ou não fazer. Descobrir no final que cada dia é um dia e que mesmo assim a vida vale a pena ser vivida, não importando as limitações que aparençam na nossa frente, porque no final, todo mundo tem alguma limitação, seja ela física, emocional ou financeira. O mais sagrado de tudo não é se dar conta da nossa limitação, mas sim, a maneira de como lidamos com ela.
Beijos, Rê
Rosa Esteves Migotto
Lê muito bom mesmo, imagino que é com essa força que vc tem que batalhar sempre o importante é falar, articular, ser politica. Politica no sentido, não baixo, simplista, mas isso que vc faz é ser POLITICA. Mas não esqueça nunca de continuar a escrever e e ler muito, vc sabe que esse é o seu caminho - A PALAVRA. Bjs, Rosa.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Seminário Internacional Comunicação & Exclusão

Local: Sesc Vila Mariana
Endereço: Rua Pelotas, 141
Cidade: São Paulo
Estado: SP
Email:
mailto:comunicacaoeexclusao@vilamariana.sescsp.org.br
Home-page:
http://www.sescsp.org.br/
O Seminário Internacional Comunicação & Exclusão fornecerá um panorama da produção, circulação, acesso e acessibilidade da comunicação e da informação, tendo como foco as pessoas com deficiência. O que falam, como são vistas, como falam? Cada vez mais, os meios de comunicação ampliam seu alcance e diversificam suas formas de veicular a informação. Porém, nesse contexto, as pessoas com deficiência e suas famílias ainda encontram muitas dificuldades, tanto no que diz respeito à acessibilidade quanto à qualidade do conteúdo veiculado.
O evento discutirá, dentre outras questões, a formação dos profissionais da área de Comunicação, o papel da mídia e das artes, a importância das tecnologias assistivas e a responsabilidade do Estado e dos governos em torná-las acessíveis por meio de políticas públicas. Apresentará, ainda, iniciativas do Terceiro Setor, trazendo experiências positivas concretas que colaboram para que as pessoas com deficiência tenham acesso a informações de seu interesse, um direito humano fundamental.
Contando com a presença de representantes dos meios de comunicação, da academia e das pessoas com deficiência, o Seminário objetiva inserir a problemática das diferentes deficiências em um debate mais amplo em torno da democratização da informação e dos meios de comunicação, um processo que, no presente contexto, é fundamental para a emancipação dos vários grupos minoritários que formam a sociedade brasileira. Objetiva-se, assim, contribuir para que os meios de comunicação em geral veiculem um conteúdo acessível, de forma não preconceituosa, e que promovam o respeito pela diversidade humana.
CONTEÚDO DAS MESAS
1) Acesso à sociedade da informação: direitos de comunicação das pessoas com deficiência
Historicamente, o movimento da pessoas com pessoas com deficiência tem tido uma relação de amor e ódio com a mídia. Se, de um lado, a mídia refletia e, muitas vezes, ainda reflete uma imagem preconceituosa das pessoas deficientes, de outro, os meios de comunicação foram peça fundamental na luta pela conquista da cidadania desse segmento social.
2) Mídia e deficiência: preconceitos, estereótipos e o papel da mídia como facilitadora do processo de inclusão das pessoas com deficiência
Discute as diversas formas por meio das quais a mídia contribui para o reforço de preconceitos e estigmas em relação às pessoas com deficiência, bem como o seu papel no processo de inclusão social, seja alertando o Poder Público para o cumprimento das leis, seja transmitindo valores que promovam a diversidade humana.
3) Mídia e deficiência: a formação profissional e o discurso jornalístico sobre as deficiências
Aborda a importância de os futuros profissionais de comunicação refletirem, durante o processo de formação acadêmica, sobre assuntos relacionados às pessoas com deficiência e outros grupos minoritários e/ou excluídos, para que se tornem profissionais melhor preparados, detentores de um discurso coerente e não preconceituoso.
4) Arte e cultura e as pessoas com deficiência
Reflete sobre alternativas facilitadoras para o acesso das pessoas com deficiência às diversas formas e manifestações artísticas e, também, sobre como a arte pode colaborar para o processo de afirmação social desse segmento da população.
5) Comunicação para e sobre pessoas com deficiência, seus grupos e suas organizações
Relata experiências de projetos e iniciativas na área de comunicação, cujo foco é a transmissão de notícias e informações sobre e para as pessoas com deficiência e suas famílias, com o objetivo de contribuir para a afirmação social dessas pessoas, a construção da cidadania e a promoção dos direitos humanos.
6) Direito à informação e às tecnologias assistivas: a pessoa com deficiência como produtora e receptora de informações na perspectiva do modelo social da deficiência
Discute as técnicas e tecnologias facilitadoras do acesso às pessoas com deficiência aos recursos disponíveis na sociedade, sobretudo, à informação, tendo como foco a perspectiva do modelo social da deficiência.
7) Políticas públicas em comunicação para pessoas com deficiência
Debate as dificuldades para a efetivação de legislação e iniciativas do poder público que promovam o acesso das pessoas com deficiência à informação e aos meios de comunicação, com destaque para a questão da audiodescrição, do livro acessível, da acessibilidade na internet etc.
8) Pessoas com deficiência e as redes de comunicação
Relatos de experiências em torno dos avanços e das dificuldades na constituição de uma rede de comunicação sobre e para as pessoas com deficiência, objetivando disseminar a informação, promover os direitos humanos e dar visibilidade às pessoas com deficiência.
9) O direito à informação e à comunicação de grupos minoritários na sociedade brasileira
Analisa e discute o atual movimento pela democratização da comunicação e pelo direito à informação no Brasil e no mundo.
PÚBLICO-ALVO
Profissionais e estudantes de Comunicação, educadores, organizações de pessoas com deficiência e interessados em geral.
PARTICIPANTES INTERNACIONAIS
Julia Hoffmann – Mestre em Direito Internacional e Europeu e em Ciências da Comunicação. Leciona e atua como orientadora no Departamento de Ciências da Comunicação na Universidade de Amsterdã (Holanda)
Jose Luis Aguirre – Diretor do Servicio de Capacitación en Radio y Televisión para El Desarrollo (Secrad), da Universidad Católica Boliviana “San Pablo” - La Paz (Bolívia)
PARTICIPANTES NACIONAIS
Marcos Peres – Jornalista da Sport TV
Veet Vivarta – Diretor-editor da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi). Trabalha com pesquisa sobre adolescentes com deficiência
Carlos Chaparro – Professor Doutor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo
Claudia Werneck – Jornalista e Diretora da Oscip “Escola de Gente – Comunicação em Inclusão”
Amanda Tojal – Museóloga e educadora. Coordenadora do Programa Educativo Públicos Especiais da Pinacoteca do Estado de São Paulo
Lara Pozzobon – Produtora do Programa Assim Vivemos, da TV Brasil
Rodrigo Hubner Mendes – Fundador do Instituto Rodrigo Mendes
Cláudia Cotes – Presidente da Oscip “Vez da Voz”
Lucio Carvalho – Colaborador da Agência Inclusive
Manoel José Passos Negraes – Integrante da equipe do Minuto da Inclusão
Marco Antonio Ferreira Pellegrini – Coordenador de Projetos da Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência
Ana Rita de Paula – Doutora em Psicologia Clínica e consultora sobre inclusão do Ministério da Saúde, da organização social Sorri Brasil e da Unesco
Eduardo Castro – Gerente de Jornalismo da TV Brasil
Fábio Adiron – Comunicador e ativista pelos direitos das pessoas com deficiência
Ana Maria Barbosa – Coordenadora da Rede Saci
Carmen Leite Ribeiro Bueno – Coordenadora da Rede Entre Amigos
Regina Maria Melo Atalla – Presidente da Rede Latino-Americana de Organizações Não-Governamentais de Pessoas com Deficiência e Suas Famílias (Riadis)
Carlos Josaphat – Frei e Professor Emérito da Universidade de Friburgo (Suíça). Estudioso da ética na mídia.
INSCRIÇÕES
A partir de 14/10/2009
Vagas limitadas
Pelo portal do Sesc: http://www.sescsp.org.br/
Nas unidades do Sesc-SP
TAXA DE INSCRIÇÃO
R$ 40,00 (inteira)
R$ 20,00 (usuário inscrito, +60 anos, estudante e professor da rede pública de ensino)
R$ 10,00 (trabalhador no comércio de bens e serviços matriculados no Sesc)
LOCAL
Ginásio Ludus (7° andar da Torre B)
REALIZAÇÃO:
Serviço Social do Comércio – Sesc-SP
Instituto MID para a Participação Social das Pessoas com Deficiência
APOIO:
Secretaria de Estado dos Direitos das Pessoas com Deficiência.
COLABORAÇÃO:
Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (Corde)
Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida
Centro de Vida Independente Araci Nallin
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Grávida de mim mesma.

Estou grávida de mim mesma. A concepção aconteceu tão rápido que eu nem me dei conta que o óvulo foi fecundado há mais de 14 anos, depois de muitas tentativas imaturas. A gestação é dolorida e pesada, e está só começando...
Descrição da imagem: foto, em close, das minhas pernas fechadas e com as mãos cruzadas sobre os joelhos, bem no meio do local por onde nascem os bebês. Estou de bermudas jeans super curtas; e sentada em minha cadeira de rodas.
O embrião se contorce a cada nova descoberta. A respiração fica mais lenta ou acelera a cada novo choro convulsivo ou abafado. O medo e a insegurança dão lugar a novas descobertas.
Conhecer a si mesmo no mesmo ritmo que se sente é complicado, mas parece o jeito mais sólido e intenso de se transformar e evoluir. Eu não posso engravidar, mas tenho o direito de ser mãe tendo uma deficiência física! Eu não posso dançar flamengo e tango, mas tenho o direito de me arrepiar quando vejo os corpos se unirem com a alma, a cada passo dos bailarinos.terça-feira, 6 de outubro de 2009
DJ que toca com os pés
Nascido sem braços, artista francês aprendeu a discotecar com os pés e se tornou personagem de documentário premiado.
Por Flavinha Campos
Vítima de má formação fetal causada pela substância talidomida, encontrada em certos medicamentos e tomada equivocadamente por sua mãe durante a gravidez, Pascal Kleiman é um exemplo de vida. Nascido sem braços em 1968 na França, ele aprendeu a fazer todos os tipos de coisas com os pés desde muito cedo. Seu avô foi quem o ensinou a escrever e mostrou ao jovem Pascal que ele poderia superar todas as dificuldades usando os pés.
Pascal vive na Espanha há 26 anos, e embarcou na onda do acid house já em 1989, quando ainda vivia na França. Foi quando trancou a faculdade de direito e se profissionalizou como DJ e produtor musical, fazendo parte do grupo de artistas que realizaram as primeiras raves francesas. Ganhou destaque na cena não só por tocar com os pés, mas pela capacidade de mixar diferentes estilos com um groove singular.
Seus sets aglutinam harmoniosamente diversos estilos, como ambient, dub, house, progressive, psychedelic e techno. Ao longo da carreira, colecionou residências em clubs como o Attica (Madrid, em 1992) e o NOD (Valência, 1993). Além de ter tocado ao lado de grandes nomes, como Laurent Garnier e Maurice Fulton, em grandes clubs e festivais, a exemplo do Sónar, Rex, Pacha e Space.
Nos últimos anos, Pascal vem se dedicando não só às apresentações como DJ, mas também a uma escola que abriu para DJs e VJs em Valência. Hoje, é casado e tem dois filhos que nasceram com braços, mas também estão aprendendo a usar os pés para discotecar.
Pascal Kleiman, em pessoa, é a prova de que é possível realizar sonhos, desde que se tenha força de vontade e dedicação, em primeiro lugar. Toda essa coragem e persistência rendeu o papel de protagonista do doucumentário Héroes, no hacen falta alas para volar ("Heróis, não é preciso asas para voar", em tradução livre), que faturou o prêmio Goya de melhor curta-metragem deste ano. O filme ganhou mais de 30 prêmios internacionais, aumentando ainda mais a popularidade do DJ, que se tornou a sensação do último verão europeu.
Conheça melhor este herói da música eletrônica em entrevista exclusiva ao Portal Skol Beats:
Como e quando como você começou a discotecar com os pés? Conte mais sobre o início de carreira como DJ.
Você gosta de tocar um pouco de tudo em seus sets, né? Atualmente, o que exatamente você anda tocando?
Como são seus sets? Você faz algum pedido especial aos organizadores?
E como são seus shows com Kyle Lyons, seu VJ?
Conte mais sobre o documentário Héroes, no hacen falta alas para volar.
Você é considerado um herói para muitos, um exemplo de força e coragem.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Projeto para acelerar busca de pessoas com deficiência desaparecidas
Jornal Documento - Cuiabá - MT, 28/09/2009
A alegação é de que a demora em começar as buscas, em geral 24 ou 48 horas, pode causar riscos à integridade de pessoas com deficiência.
De cada 10 pessoas que desaparecem diariamente em Cuiabá, uma apresenta algum tipo de deficiência, seja física, mental ou sensorial. Para esses casos, que representam 10% do total, a polícia não adota um trabalho especial para a localização. Pensando nisso, o deputado federal de Mato Grosso, Eliene Lima (PP) apresentou o projeto de lei nº 5450/09. Esse documento determina que os órgãos de segurança pública comecem imediatamente após a queixa, a busca por pessoas desaparecidas que sejam portadoras de algum tipo de deficiência física.
De acordo com Eliene Lima, a demora em começar a busca por desaparecidos - em geral somente após 24 ou 48 horas - pode causar riscos à integridade dessas pessoas. “Em se tratando de pessoas que possuem dificuldades, sejam elas de natureza física ou mental, a procura precisa ser imediata já que uma pessoa nessas condições corre sérios riscos de vida”, explica o parlamentar do PP.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Campanha Nacional Acessibilidade - Siga essa Idéia
O Diário de Teresópolis - 23/09/2009
Em nome do governador Sérgio Cabral, o secretário-chefe da Casa Civil, Régis Fichtner, assinou os termos de adesão à Campanha Nacional pela Acessibilidade - Siga essa Idéia e à agenda social que prevê o compromisso nacional pela redução da violência contra crianças e adolescentes, pela erradicação do subregistro civil de nascimento, pela ampliação do acesso à documentação básica e pela inclusão da pessoa com deficiência, promovidas pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. A cerimônia foi realizada, na manhã da última segunda-feira, no Jardim de Inverno do Palácio Guanabara.
Os termos também foram assinados pela secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, pela subsecretária nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Isabel Maior, representando o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanucchi, e pela presidente do Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência (Conade), Denise Granja.
Educação para todos?
Fonte: Zero Hora - 23/09/2009
A inclusão de alunos com deficiência nas escolas nem sempre é acatada pelas instituições, que muitas vezes escolhem que tipos de deficiência serão aceitas em suas salas de aula.
Comentário SACI: Notícia enviada por Lúcio Carvalho, que faz a seguinte observação: "Enquanto isso, no RS, provavelvemente a fim de comemorar o 21/09, Ministério Público, Sindicato de Escolas Particulares e Secretaria Est. de Educação entram em acordo sobre "sugerir" que escolas decidam quais tipos de deficiência irão atender, se um dia tiverem vontade... Isso tudo em nome de uma "inclusão responsável", defendida pelo presidente do Sindicato. Sua proposta, de acordo com a reportagem, tem a concordância do Presidente do Conselho Estadual da Pessoa Com Deficiência, que "pensa da mesma maneira", com algumas ressalvas pontuais". Matéria de 21/09/2009.
Segundo a lei 7.853 de 1989, a recusa das escolas, públicas ou particulares, em matricular alunos especiais sem justa causa é crime, mas não é raro encontrar casos de escolas regulares que não aceitam alunos com deficiência. A justificativa mais comum é a falta de preparo do corpo docente para recebê-los.
O Sindicato de Escolas Particulares do Rio Grande do Sul (Sinepe) recomenda a inclusão de alunos especiais, mas alega que nem todas as instituições estão preparadas e que a legislação não as obriga a receber alunos com deficiência.
"As escolas têm prerrogativa para aceitá-los ou não", explica Osvino Toillier, presidente do Sinepe.
Há pouco mais de um mês, segundo Toillier, um acordo feito entre o Sinepe, a 1ª Coordenadoria Regional de Educação e o Ministério Público vai propor às escolas particulares do Estado que se preparem para receber alunos com algum tipo de deficiência. Cada instituição receberá uma ficha e decidirá com qual deficiência quer trabalhar. No entanto, as escolas particulares têm liberdade para aceitar a sugestão ou não. Por enquanto, o presidente não destaca um retorno significativo de adesão das escolas.
Toillier defende o que ele chama de inclusão responsável, que seria receber alunos apenas nas escolas preparadas para isso. Da mesma maneira pensa o Conselho Estadual do Direito da Pessoa com Deficiência, mas com a ressalva de que essa justificativa comum, da questão do preparo, revela falta de interesse por parte das instituições.
"A ideia é que toda a rede de ensino seja inclusiva. A sociedade deve ser inclusiva. Se um teatro, por exemplo, não pode acolher pessoas com deficiência, então tem de se adaptar", diz o presidente da entidade, Paulo Kroeff.
Kroeff encara a alegação de falta de preparo como uma desculpa das escolas, que muitas vezes têm qualificado corpo docente, recursos técnicos mas, como não há interesse, recusam-se a receber esses alunos.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
1º Fórum sobre Deficiência Intelectual
Valéria também ressaltou a necessidade de pensão para ajudar os pais nas despesas com o deficiente intelectual. Segundo ela, a educação da sua filha com Down custa o triplo do que gasta com cada um dos outros filhos. Hoje, somente as famílias de baixa renda recebem auxílio do governo.
De acordo com a psicóloga clínica Celine Secunho, apenas a pensão não é suficiente, pois é preciso preparar os deficientes intelectuais para a vida. "Eles devem saber comprar sua roupa e sua comida, para terem uma certa autonomia quando os seus pais morrerem", disse.
A coordenadora nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, Izabel Maior, afirmou que na literatura produzida por pessoas com deficiência intelectual se vê sentimentos comuns a todas os cidadãos. Ela destacou que a pessoa nessa situação é produtiva: "No Chile, Espanha e Itália, o profissional com deficiência produz tanto quanto os demais trabalhadores", disse.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Feliz Aniversário Marcos dos Santos, meu amor!
sábado, 15 de agosto de 2009
Biblioteca acessível
Fonte: Tek - 14/08/2009
Agora a b-on é capaz de atender pessoas com deficiência, uma vez que cumpre as regras propostas pela W3C.
A página de Internet da Biblioteca do Conhecimento Online passou a cumprir todas as directrizes do W3C - World Wide Web Consortium, no sentido de garantir a acessibilidade para pessoas com deficiência. O novo portal foi lançado pela Fundação para a Computação Científica Nacional e também oferece melhor usabilidade.
"O portal da b-on junta-se, assim, ao restrito número de sítios na Internet com dimensão média ou elevada que satisfazem completamente as directrizes de acessibilidade do W3C", sublinha em comunicado a UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento.
A b-on é uma biblioteca científica acessível online que integra cerca de 17 mil títulos das principais publicações científicas internacionais, utilizada sobretudo pela comunidade científica e acadêmica.
Em 2008 foi usada para descarregar 5,2 milhões de documentos, uma utilização 60% superior à registada no ano anterior, graças ao financiamento comunitário que apoiou o acesso às principais publicações científicas, acessíveis por esta via.
A b-on nasceu em 2004. Sofreu profundas alterações em 2005 e desde então tem-se assumido como porta de acesso a documentação científica que já antes era acedida pelas entidades académicas e cientificas, mas de forma independente.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Assistentes eróticos
Fonte: Swiss Info - 13/08/2009
Se o direito à sexualidade existe para os deficientes, seus desejos íntimos continuam sendo um tabu e objeto de preconceitos.
Eles são enfermeiros, massagistas, terapeutas ou artistas. Têm entre 35 e 55 anos e foram formados para responder às necessidades sexuais de pessoas sofrendo de uma deficiência física. Uma tarefa delicada, sobretudo pelo fato de a sexualidade de inválidos ser geralmente rejeitada pela sociedade e alvo de fortes preconceitos.
Falar do seu próprio corpo, da sua relação com a intimidade e o sexo não é fácil. Menos ainda se a pessoa é considerada como "diferente". Portanto, a "sexualidade de deficientes é um direito que deve ser respeitado e protegido com uma sensibilidade extrema", declara Ahia Zemp. A psicoterapeuta é responsável pela Seção Deficiência e Sexualidade (FABS, na sigla em alemão) de Basileia, que foi também a primeira associação na Suíça a propor uma formação especial de assistentes eróticos.
"A relação com a sexualidade é uma noção extremamente subjetiva. Da mesma forma que beber ou comer, é uma pulsão natural tida não apenas pelas pessoas válidas", explica. "Os deficientes físicos são muitas vezes considerados como pessoas assexuadas, sendo que, na realidade, têm os mesmos desejos que os outros e têm os mesmos direitos de concretizar sonhos e viver seus desejos", acrescenta Zemp.
Sexualidade e deficiência, um tabu duplo Para responder às necessidades dos novos pacientes, a Associação Sexualidade e Deficiência Pluriels na Suíça francesa (SEHP) acaba de formar seu primeiro grupo de assistentes sexuais diplomados. Em breve, os seis homens e quatro mulheres irão acompanhar os vinte profissionais já ativos na Suíça de expressão alemã, quebrando dessa forma um tabu duplo: o da sexualidade e da deficiência física.
O projeto começou em 2002, quando a organização de apoio Pro Infirmis elaborava um programa educativo nesse sentido. Na época, a novidade havia tido tal impacto midiático, que inúmeros doadores decidiram anular suas doações. A justificativa: muitos qualificavam a assistência sexual para deficientes como uma "forma latente de prostituição".
A consequência para a Pro Infirmis foi a perda de 400 mil francos em poucos meses e a decorrente decisão de interromper o projeto. Dois anos mais tarde, e seguindo o impulso da sua presidente Aiha Zemp – ela própria deficiente – a FABS decidiu retomar a idéia e inaugurou a primeira formação para assistentes sexuais. Hoje em dia, cinco anos após o lançamento, o balanço feito por Aiha Zemp é largamente positivo, mesmo se críticas ainda são ouvidas.
Rejeitado nos países católicos, como a Itália, esse trabalho está longe de ser um piomeirismo helvético. Outros países, como a Holanda, Alemanha e Dinamarca, também têm serviços semelhantes. Já nos anos de 1980, eram formadas nos Estados Unidos e no norte da Europa profissionais para apoiar deficientes nos seus desejos sexuais. O trabalho chega mesmo a ser custeado pelos seguros de saúde em alguns países escandinavos.
Sem catálogos.
Da massagem erótica às carícias, até o strip-tease ou masturbação: o leque proposto é extenso e responde simplesmente às necessidades de uma intimidade geralmente reprimida e mesmo estigmatizada. "Cada assistente oferece com empatia e respeito um pouco de ternura contra uma remuneração que vai de 150 a 200 francos por hora", relata Catherine Agthe Diserens.
Casado, pais de três crianças, Jacques relata que sua esposa apoiou sua decisão com naturalidade, sobretudo devido aos limites fixados por ele próprio desde o início: "Me dedico ao corpo, à pele, aos órgãos dessas pessoas. Não posso lhes negar massagens, carícias íntimas, mas não chego à penetração. O beijo – e o resto – está reservado a uma só pessoa bem determinada na minha vida."
A formação dura 18 dias, distribuídos por um ano, e acrescida de uma dezena de horas de trabalho em casa. Os custos chegam a 4.200 francos, o que mostra a motivação dos que escolhem o caminho.
Apesar do reconhecimento de muitos, a formação continua sendo difícil de explicar à família e até mesmo a si próprio. O fato de que, de um ponto de vista legal, o trabalho de assistente sexual seja assimilado à prostituição e esteja impregnado de uma conotação negativa não facilitam.
Mas para Aiha Zemp, esses profissionais estão apenas levantando o véu de um universo oculto, feito de desejos rejeitados e perturbações afetivas. Um mundo que deve ser abordado com um olhar diferente, ao se tratar de deficientes físicos. Uma diferença que tem um grande valor para aqueles que, como Jacques, conseguem transpor a deficiência e os temores que muitas vezes ela inspira para começar a escutar a necessidade íntima de ternura.
