quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Convivendo com Síndrome de Asperger

Aperitivo da matéria que escrevi na Revista Síndromes - www.revistasindromes.com.br. Para ler mais assinem!!

Edição de texto: Leandra Migotto Certeza*

Neste espaço pais e pessoas com a síndrome relatam um pouco sobre suas experiências de viver com suas singularidades em uma sociedade ainda pouco inclusiva. São exemplos de pessoas que já conseguiram alcançar muitos objetivos graças à força de vontade, mas ainda enfrentam muitos desafios para realizarem seus sonhos; assim como a maioria dos seres humanos sem deficiências. É uma oportunidade para os leitores conhecerem um pouco mais sobre a diversidade.    

Por Regiane Nascimento


Fernanda Raquel Nascimento Santana, 18 anos, tem Síndrome de Asperger é desenhista e ilustradora free lancer na Editora Saraiva. Atualmente, namora um rapaz carioca, tem amigos com e sem deficiência intelectual em vários cantos do país e exterior. Curte Cosplay-Furry (vestir fantasias inspiradas em personagens do desenho animado e filmes), aeronaves da aviação comercial e fotografia. Para o futuro, tem o objetivo de cursar o ensino superior na área web-designer, animação e cinema. Além de trabalhar na mesma área, planeja adquirir e dirigir um automóvel (camionete preta), casar e constituir lar e família (casal de filhos). Enfim, uma convivência social e familiar característico do ciclo peculiar de vida, jovem adolescente cheia de sonhos, rodeada de amigos, onde a condição da Síndrome de Asperger passa ser um diferencial como pano de fundo para seu crescimento interior.

Por Simone Alli Chair

Eu sonhava muito em ser mãe. Quando isso aconteceu, eu tinha 27 anos, e ao perceber, pelo ultra-som que era uma menina, chorei de felicidade, pois nada poderia ser melhor. A Camila Alli Chair nasceu linda, perfeita, toda rosadinha e dengosa. Com o passar dos meses minha filha crescia linda, e as pessoas me paravam na rua atraídas por sua beleza e por seu encanto. Nessas horas ela me abraçava, chorava e não gostava do contato de nenhum estranho. Era quietinha, organizada, não fazia bagunça nem gritava pela casa. Andou no período normal e falou bem cedo, mas sendo sua característica o fato de ficar mais calada do que falante. Com vizinhos, amigos e parentes era bem arredia e não suportava ficar um minuto longe de mim e não aceitava de forma alguma o colo de outras pessoas. Seu mundo era eu e o pai dela. 
Por Camila Alli Chair
Tenho 21 anos e vou contar um pouco da minha história e como enfrento o fato de ter a Síndrome de Asperger. Desde pequena que eu acho o mundo caótico, lembro-me de ter medo das pessoas desconhecidas. Eu ficava grudada aos meus pais (principalmente da minha mãe) o tempo todo. Tive dificuldades em arranjar amizades, as poucas que tive, foram falsas e interesseiras. A escola? O que dizer dela... Era um dos meus maiores pesadelos. Eu sofri bullying por muitos anos. 

2 comentários:

Regiane Nascimento disse...

Leandra, quero agradecer a oportunidade e privilégio de ter conhecido você. A maneira com que voce interpretou os anseios e expectativas para que num futuro próximo nossas/os filhas/os possam estar marcando seu espaço na vida social. De alguma forma conseguimos chegar até aqui com algumas vitórias, mas sabemos o quanto ainda temos a caminhar para que a sociedade em geral e o Estado venham conhecer mais de perto a realidade vivenciada pelos Autistas e suas famílias. Muitos ainda sequer chegaram ao diagnóstico, nem mesmo o acompanhamento terapêutico. Respeitar a diversidade, não se restringe à apenas ceder o lugar num assento preferencial, ou ainda oferecer cotas segmentadas. Respeitar tem seu significado no olhar, escutar, conhecer, entender, pensar e fazer políticas públicas que realmente atendam a população com deficiência, que no nosso caso a população sem habilidades sociais. E pensar nesta matéria escrita por você como possibilidade reconstruir um novo olhar para diversidade. Mais uma vez, obrigada Leandra! bjs no coração! E Um Feliz Natal para você e sua família.

Regiane Nascimento disse...
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