

Festa da ABSW foi linda! Parabéns a todos e todas pela força de vontade, coragem, amizade, alegria, carinho, e MUTO amor!



DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - 3 DE DEZEMBRO 





"Ser criança é ser criança 
Karol Assunção – ADITAL
“Uma Avaliação do Sistema Global de Direitos Humanos sob a Perspectiva do Hemisfério Sul: Estratégias Comuns e Propostas de Reforma”. É com esse tema que a nona edição do Colóquio Internacional de Direitos Humanos reunirá, entre os dias 08 e 14 de novembro, em São Paulo (SP), participantes de 23 países da América Latina, África e Ásia.
O evento, organizado pela Conectas Direitos Humanos, pretende analisar e propor reformas para o sistema global de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). Conselho de Direitos Humanos, Relatores Especiais e Conselho de Segurança da ONU, Revisão Periódica Universal, Comitês de Tratado e Tribunal Penal Internacional serão alguns pontos abordados durante os sete dias de discussão.
Para Thiago Amparo, membro da organização do Colóquio, “o sistema global de Direitos Humanos das Nações Unidas pode ser avaliado como bom e ruim”. De acordo com ele, o sistema ainda está “distante” de muitas nações, principalmente as geograficamente mais afastadas da sede da ONU. “[Esses países] não veem o lado prático na atuação [do sistema global das Nações Unidas]“, comenta.Por outro lado, Amparo afirma que os organismos internacionais de direitos humanos trabalham como “fortes interlocutores entre ativistas e governos, principalmente em países não democráticos”. Ele destaca a situação do Zimbábue, onde a ONU ajudou a formar o governo de coalizão para mediar as negociações entre governo e opositores. O organizador do evento lembra ainda que, nesse país, o organismo contribuiu para a defesa dos direitos humanos e para a não opressão aos opositores políticos.
A situação do país africano será uma das realidades apresentadas no Colóquio. Rindai Chipfunde, do Zimbawe Election Support Network, e Innocent Batsani Ncube, do National Youth Development Trust, ativistas no Zimbábue, discutirão a atual realidade política do país, destacando a prisão de oposicionistas e a ameaça ao governo de coalizão.
Em relação às nações da América Latina, Thiago Amparo comenta que a demanda, agora, será centrada mais na construção de uma agenda da ONU voltada para os direitos econômicos, sociais e culturais. Segundo ele, como a maioria dos países está em uma fase de redemocratização mais estruturada, a proposta agora é mais no campo social do que no político. “[A demanda] é mais para os direitos sociais, como direito à moradia, educação e saúde”, considera.
Na nona edição, os participantes do Colóquio Internacional e Direitos Humanos ainda terão a oportunidade de avaliar o próprio evento. Para Thiago Amparo, em nove anos, o evento amadureceu e se consolidou, assim como as pessoas que dele participam. “O Colóquio cresceu e amadureceu junto com os ativistas, que agora estão mais velhos e mais profissionais, com trabalhos ligados ao assunto”, comenta.
This entry was posted on domingo, novembro 8th, 2009 at 16:30 and is filed under Cursos e eventos, DIREITOS HUMANOS. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed.
Oi Lê! Belíssimo depoimento.Sinto suas dores e frustação.Cresço com seu aprendizado.E alegro-me com seu crescimento.Mãe somos todas nós, mulheres, que nos acalentamos mutuamente, a nós, aos homens e aos benditos frutos que sempre nascerão de nossas lutas e esperanças.Viu?, você me inspirou!
Grande beijo.
Cássia Gonçalves
Lê, parabéns! Cada vez mais te admiro pela coragem, pela sua luta e pelas belas palavras aqui escritas. Siga em frente, çpois vc jée uma vencedora. Beijos, Cássia
Monika Mendonça
Leandra,
Escreva, escreva e escreva, ficou lindíssimo, sensibilidade a flor da pele, assim como você é uma flor linda leve e solta, pena eu estar sem carro e não poder dar muitas caronas a você, mas a amizade continua…Você é simplismente sensacional! bjus Monika.
Ícaro Vital Brazil
Queridissima Leandra, não nos conhecemos, a vida nos distanciou não só pela minha geração, que já está indo, como também pelo dia dia de cada um, que tornam familiares distantes e desconhecidos. Sou seu tio bisavo, irmão de sua bisa Alvarina, atualmente o mais velho dos filhos homens de Vital Brazil, no momento conto com 82 anos, um ano mais velho do que da sua avó Glaucia. Parabéns, não fosse você Certeza, por escrever com o coração na ponta da caneta, traduzindo segurança, certeza, firmeza, fé e esperança em tudo que passou e espera. Engravidar de si mesma e se tornar bem maior do que o cotidiano de tantas, pois dobra em vc. todas as virtudes femininas. Beijos.
Vera, filha de Ruy e Alda
Querida Leandra, obrigada pelo seu lindo texto! Quando estou com tua avó Glaucia e tia avó, Maria, em Lambari, onde anualmente temos nos encontrado em julho, elas me dão notícias tuas. Mas é muito bom saber diretamente de vc. Saber como vc está, como lida ética e generosamente com os acontecimentos da vida! Obrigada por tua sensibilidade! bjs da sua prima.
Suzana Aldé
Leandra querida, há muito que desejo lhe escrever, desde que postou aqui um e-mail solidário e tão afetuoso ao problema do primo Ivan. Sou sua prima, filha da Isis, irmã da Luciana (que está à frente dos cuidados ao Ivan) e desde sempre ouvi falar de você, por sua tia Maria, muito amiga de minha mãe.Já tinha acessado o seu blog, lido sua entrevista com a Soninha, visto você em uma entrevista na TV, enfim, já me sentia tocada pela sua trajetória e talento...só que esse seu último texto me embasbacou, e não dá mais para silenciar e adiar as minhas palavras.
Que texto comovente, prima, que cabe a cada um de nós, quando diz que crescer é lidar com frustrações o tempo todo, e re-ligar o ser da realidade da própria imperfeição encontrando um significado novo: é estar grávido de VIDA!
Estar no caminho do meio, onde se reconhece a impossibilidade, para então sim, poder fazer jorrar a seiva e alimentar o afeto.Se soubesse quantos anos de análise se fazem necessários para se chegar a isso!E você consegue articular esse seu percurso de maneira tão poética e ao mesmo tempo tão dolorosa, e linda porque verdadeira. Obrigada por suas palavras e por me fazer partecipar. Um beijo com carinho.
Renata de Cássia Tavares
Muito lindo o seu texto e mais do que tudo, muito profundo. Realmente temos que perceber o que somos e como somos e aceitar as diferenças, daquilo que podemos ou não fazer. Descobrir no final que cada dia é um dia e que mesmo assim a vida vale a pena ser vivida, não importando as limitações que aparençam na nossa frente, porque no final, todo mundo tem alguma limitação, seja ela física, emocional ou financeira. O mais sagrado de tudo não é se dar conta da nossa limitação, mas sim, a maneira de como lidamos com ela.
Beijos, Rê
Rosa Esteves Migotto
Lê muito bom mesmo, imagino que é com essa força que vc tem que batalhar sempre o importante é falar, articular, ser politica. Politica no sentido, não baixo, simplista, mas isso que vc faz é ser POLITICA. Mas não esqueça nunca de continuar a escrever e e ler muito, vc sabe que esse é o seu caminho - A PALAVRA. Bjs, Rosa.


Descrição da imagem: foto, em close, das minhas pernas fechadas e com as mãos cruzadas sobre os joelhos, bem no meio do local por onde nascem os bebês. Estou de bermudas jeans super curtas; e sentada em minha cadeira de rodas.
O embrião se contorce a cada nova descoberta. A respiração fica mais lenta ou acelera a cada novo choro convulsivo ou abafado. O medo e a insegurança dão lugar a novas descobertas.
Conhecer a si mesmo no mesmo ritmo que se sente é complicado, mas parece o jeito mais sólido e intenso de se transformar e evoluir. Eu não posso engravidar, mas tenho o direito de ser mãe tendo uma deficiência física! Eu não posso dançar flamengo e tango, mas tenho o direito de me arrepiar quando vejo os corpos se unirem com a alma, a cada passo dos bailarinos.