terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Não quero ser tolerada! Exijo RESPEITO!



Texto de Leandra Migotto Certeza

Eu nasci, existo e permaneço. A cada olhar de preconceito, devolvo com um sorriso. A cada ato de discriminação, combato com um grito! A cada exclusão, imponho minha presença! A cada porta fechada, abro muitas janelas pelas mídias digitais e denuncio!! E se for preciso PROCESSO!
Ninguém tem a obrigação de me aceitar, muito menos de me tolerar. Todos podem desejar que eu morra ou que viva bem longe. Mas NUNCA conseguirão que estes pensamentos tão mesquinhos ultrapassem suas mentes e corações. Nada e nem ninguém me atingirá! E muito menos me derrubará!
Então, sugiro que gritem bem alto de baixo do chuveiro ou entre os seus travesseiros para que ninguém ouça. Por que da porta pra fora do seu quarto, você vive em SOCIEDADE e eu FAÇO PARTE DELA!! Você tem a OBRIGAÇÃO LEGAL de me RESPEITAR!! Será que me expressei de forma objetiva, ou preciso repetir?
Leia esta frase como se eu estivesse falando bem alto no seu ouvido, tá? EU EXISTO E VOCÊ TEM A OBRIGAÇÃO LEGAL DE ME RESPEITAR – EXATAMENTE COMO EU SOU – SEMPRE QUE ESTIVERMOS NOS MESMOS ESPAÇOS CONVIVENDO EM SOCIEDADE!!
Ah… E só mais uma coisinha: EU TAMBÉM TENHO O DIREITO LEGAL E LEGÍTIMO DE ESTAR EM QUALQUER LUGAR QUE DESEJE! VOCÊ NÃO PODE ME IMPEDIR DE ABSOLUTAMENTE NADA! ENTENDEU?
Eu posso frequentar exatamente a mesma escola ou faculdade que o seu filho! Eu posso trabalhar no supermercado que você faz compras ou na multinacional da sua filha. Eu também vou aparecer ao seu lado na danceteria, hotel ou cruzeiro.
Posso morar bem ao seu lado, no mesmo condomínio, rua ou bairro. Eu estou passeando pelos parques, praças e vielas da sua cidade. Eu consigo visitar museus e centros culturais da sua comunidade. Viajo para praias, campos, e qualquer ponto turístico. Também ando pelas ruas, estradas, calçadas, passarelas, ciclovias, aviões, trens, barcos, metrôs, ônibus e elevadores!
E não esqueça que eu TENHO TOTAL DIREITO CONSTITUCIONAL de trabalhar em qualquer profissão que eu deseje e tenha qualificações. Então, não ‘se assuste’ se você for atendida por mim em um hospital, escritório de advocacia, táxi, igreja, centro de pesquisa científica, bar, multinacional, órgão público, universidade, casa de show, companhia aérea, padaria, restaurante, empresa de comunicação, salão de beleza, gabinete da câmara municipal ou da assembléia legislativa e do judiciário! E em tantos outros lugares!! Até pesquisando sobre vida em outros planetas!
Bem que eu gostaria de povoar um novo espaço nas galáxias totalmente livre de CRIMES DE DISCRIMINAÇÃO, mas por enquanto, vivo aqui na TERRA, juntinho com você e todos que me amam ou me odeiam!! Vou lutar até o último dia da minha vida para simplesmente SER FELIZ EM PAZ!
E a cada OBSTÁCULO, BARREIRA, PRECONCEITO OU ATÉ PROJETO DE LEI INCONSTITUCIONAL, que você ou qualquer um achar que colocou na minha frente para me atrapalhar, eu vou aumentar a minha carga de energia vital para PERMANECER COM ALEGRIA EXATAMENTE AO SEU LADO TE MOSTRANDO COMO É POSSÍVEL E ENRIQUECEDOR VIVERMOS JUNTOS, NOS RESPEITANDO!!
PS: Só mais uma coisinha: você não precisa me INCLUIR em nada porque eu JÁ FAÇO PARTE DA MESMA SOCIEDADE QUE A SUA!!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

A INVISIBILIDADE DA MULHER COM DEFICIÊNCIA NO MOVIMENTO FEMINISTA


                                                       Foto: Vera Albuquerque


Importância da inclusão das mulheres com deficiência tanto no movimento quanto na sociedade, abordando suas necessidades e pautas que precisam ser ouvidas por outras mulheres que fazem parte de movimentos feministas e pela sociedade como um todo.


Resumo
Esse trabalho de conclusão de curso pretende, com uma série de reportagem para o Jornal do Commércio, dar voz às mulheres que tenham qualquer tipo de deficiência e mostrar o quão importante é a inserção desse grupo de mulheres em movimentos feministas para tratar de assuntos imediatamente relacionados às pessoas com deficiência como: acessibilidade e os temas que são pautas recorrentes no movimento feminista como: mercado de trabalho, sexualidade, violência contra a mulher, (no caso da mulher com deficiência, a violência tem muito mais chances de acontecer dada a condição de vulnerabilidade dessa mulher).
Além das violências sofridas pelas demais mulheres, as com algum tipo de deficiência ainda sofrem daquelas advindas de preconceito e seguidas de discriminação causada pela condição da deficiência em que se encontram. Por isso não são consideradas como violências baseadas no gênero.
Para este trabalho, foram realizadas entrevistas com mulheres com deficiência para falar sobre como as mulheres com deficiência podem acrescentar no movimento feminista.
A pesquisa confirmou não só a invisibilidade da mulher com deficiência no movimento feminista, mas também, por muitas vezes, a mesma invisibilidade na sociedade, de forma geral, ao perceber as dificuldades que essas mulheres têm de, por exemplo, denunciar uma violência.
Palavras-chave: Gênero, reportagem, deficiência, mulher.

1. Introdução

Os estudos sobre a perspectiva feminista e de gênero tem avançado enquanto fala de questões tais como: raça/etnia, orientação sexual, classe social, religião. No entanto, as mulheres com deficiência ainda ficam à margem de discussões do movimento feminista. É notória a falta de diálogo entre o movimento feminista e o movimento das pessoas com deficiência, destacando-se para este estudo, as mulheres com deficiência.
Esse trabalho de conclusão de curso pretende, com uma grande reportagem, dar voz às mulheres que tenham qualquer tipo de deficiência e mostrar o quão importante é a inserção desse grupo de mulheres em movimentos feministas para tratar de assuntos imediatamente relacionados às pessoas com deficiência como: acessibilidade e os temas que são pautas recorrentes no movimento feminista como: mercado de trabalho, sexualidade, violência contra a mulher, (no caso da mulher com deficiência, a violência tem muito mais chances de acontecer dada a condição de vulnerabilidade dessa mulher).
Além das violências sofridas pelas demais mulheres, as com algum tipo de deficiência ainda sofrem daquelas advindas de preconceito e seguidas de discriminação causada pela condição da deficiência em que se encontram. Por isso não são consideradas como violências baseadas no gênero.
A hipótese desse trabalho é de que a mulher com deficiência é invisível na sociedade, invisível no plano pessoal, é invisível coletivamente.
Historicamente os abusos contra esse grupo de mulheres superam os crimes cometidos contra as demais, embora nas delegacias esses números não sejam tão precisos. Segundo pesquisas de organizações nacionais e internacionais, como a ONU Mulheres, que direcionam seus trabalhos para temas relacionados às mulheres, estima-se que, no mundo, cerca de uma em cada cinco mulheres vivem com algum tipo de deficiência e que a taxa de prevalência de deficiência no sexo feminino (19,2%) seja superior à dos homens (12%).
Aproximadamente 40% das mulheres com deficiência já sofreram algum tipo de violência doméstica no mundo. As mulheres com deficiência sofrem mais com a violência doméstica pelo fato de terem mais dificuldade de denunciar os agressores que estão, na maioria das vezes, entre familiares e ou cuidadores. Essas mulheres são duas a três vezes mais propensas a casamentos infantis forçados, a engravidar precocemente, entre outras violações de direitos humanos.
No Brasil, as mulheres com deficiência somam mais de 26 milhões de pessoas. Em sua expressiva maioria, elas encontram a invisibilidade e o silenciamento de suas vozes como barreiras iniciais, inviabilizando o exercício de seus direitos humanos e de cidadania. São alvos de desigualdades de gênero e de discriminação no acesso à saúde, à educação e aos direitos econômicos, políticos e culturais. Nas empresas, elas representam 0.8% dos 2% de trabalhadoras e trabalhadores com deficiência nas 500 maiores empresas no país. Mulheres que possuem algum tipo de deficiência têm maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho do que os homens, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2014, a participação das pessoas sem nenhuma deficiência, com idade entre 16 e 64 anos, na população economicamente ativa é de 81,8% dos homens e 61,1% das mulheres. Quando se coloca a questão da deficiência na pesquisa, essa proporção cai de 56,4% entre homens e 43,1% entre as mulheres.
Esse grupo importante da sociedade conta com ações quase inexpressivas no âmbito de atenção à saúde básica. O SUS (Sistema Único de Saúde) não tem profissionais amplamente qualificados para atender as necessidades individuais de cada mulher com deficiência, faltam mamógrafos adaptados e tantos outros aparelhos que deveriam estar disponíveis para melhor atender essas mulheres.
Mulheres com deficiência não têm espaço nos meios de comunicação de massa para falar sobre assuntos que são comuns a todas as mulheres, como filhos, mercado e trabalho, etc. Esse trabalho busca justamente abrir este espaço para esse grupo da sociedade e assim, colocar as pautas defendidas por essas mulheres em debate, cumprindo o papel do jornalismo de informar a população sobre essas pessoas que são, na maioria das vezes, invisibilizadas.
A intersecção da deficiência com o feminismo é um assunto muito complexo e por vezes ignorado dentro do próprio movimento feminista, assim como as pessoas com deficiência, de modo geral, são ignoradas pela sociedade. Estas barreiras, sejam elas físicas ou reflexos de estereótipos, condicionam a entrada de um dos grupos mais vulneráveis da nossa sociedade no movimento feminista que tem como ideologia ser um espaço seguro para todas as mulheres, independente de suas especificidades.
A construção de aspectos ideológicos e a ratificação de valores da sociedade acontecem de forma muito eficaz através dos meios de comunicação de massa.
As novelas são muitas vezes responsáveis por ditar modismos, enquanto o jornalismo dita aquilo que será debatido no nosso cotidiano. Os meios de comunicação vendem o produto que o público pede em contrapartida o público determina aquilo que deve ser noticiado. Mas, onde a problematização da relação entre deficiência e o gênero entra nessa história?
O distanciamento das causas sociais, especialmente da deficiência, é fruto da indiferença da mídia e da sociedade. Por muito tempo essa parcela da sociedade foi marginalizada, tinha que esperar que as outras pessoas fizessem tudo por elas, inclusive ser a voz de suas lutas por direitos. Foram convencidas que não podiam participar ativamente do convívio social, muito menos levantar a voz em movimentos de luta por direitos, como é o caso do movimento feminista. É exatamente por essa postura passiva, cheia de um preconceito histórico da sociedade que temas que vão além da acessibilidade, como a luta das mulheres com algum tipo de deficiência por direitos igualitários, não é posto em discussão pelos meios de comunicação. Assim sendo, esse projeto visa.
A universidade é parte importante do conhecimento da sociedade, e como tal se faz necessário nela o desenvolvimento de estudos sobre a relação de gênero e deficiência para que essa discussão possa ser ampliada para os meios de comunicação através dos estudantes de comunicação, em especial os futuros jornalistas, e assim poder chegar ao maior numero de pessoas em toda a sociedade.
A mídia não pode ser esquecida, pois possui um papel fundamental na promoção de atitudes positivas no sentido da inclusão de pessoas portadoras de deficiência na sociedade. A criação de equipes de mediação de sistemas e a presença de ombudsmen junto aos conselhos de defesa da pessoa deficiente, que mostrem ao governo, à sociedade e à mídia os acertos e desacertos da inclusão social e escolar e seus prognósticos para curto, médio e longo prazo, devem ser consideradas.

2. Objetivos

2.1 Objetivos gerais

Fazer uma grande reportagem para o Jornal do Commércio mostrando a ausência da mulher com deficiência no movimento feminista e falar sobre a importância da inclusão das mulheres com deficiência tanto no movimento quanto na sociedade, abordando suas necessidades e pautas que precisam ser ouvidas por outras mulheres que fazem parte de movimentos feministas e pela sociedade como um todo.

2.2 Objetivos específicos

  • Fazer uma pesquisa exploratória com coletivos feministas e mulheres com deficiência sobre a razão da invisibilidade da mulher com deficiência no movimento feminista e sobre a importância dessa representatividade.
  • Pesquisar assuntos pelos quais esse grupo tem interesse
  • Produzir matérias a partir desses assuntos pesquisados

3. Referêncial teórico

3.1 A História das pessoas com deficiência no Brasil

A trajetória do indivíduo com deficiência é marcada por preconceitos e lutas em favor do direito à cidadania, de acordo com cada cultura dentro das sociedades.
A história brasileira registra referencias diversas a “aleijados”, “enjeitados”, “mancos”. Mas assim como acontecia no continente europeu, a maior parte desses comentários estão relacionados aos pobres ou miseráveis. Portanto, por muitos séculos, também no Brasil as pessoas com deficiência foram marginalizadas, negligenciadas e levadas à categoria de miseráveis.
As questões que envolvem as pessoas com deficiência no Brasil – por exemplo, mecanismos de exclusão, políticas de assistencialismo, caridade, inferioridade, oportunismo, dentre outras – foram construídas culturalmente (Figueira, 2008, p.17. citado por GARCIA 2011).

3.2 População Indígena

Relatos históricos dão conta de práticas e costumes indígenas que provocaram a total eliminação de crianças com deficiência ou exclusão daquelas que adquirissem algum tipo de deficiência ao longo dos anos.
Tal conduta não difere daquelas adotadas por alguns povos medievais onde a deficiência era vista como um mau sinal, castigo dos deuses segundo as crenças desses povos.
Essas crendices e superstições continuaram a acompanhar a história das pessoas com deficiência no país. Assim como o povo indígena, os “negro-feiticeiros” também acreditavam que o nascimento de uma criança com deficiência era um castigo ou punição dos deuses.

3.3 Os Negros Escravos

Longe de ser um mal mandado por deuses, a deficiência física ou sensorial nos negros escravos foi causada, muitas vezes, pelos severos castigos físicos aos quais eram submetidos. A forma como se dava o tráfico negreiro, em embarcações superlotadas e em condições, muitas vezes, desumanas, já significavam alto risco de propagação de doenças incapacitantes, que deixavam sérias sequelas e até causavam a morte de um grande número de escravos.

3.4 Século XIX para a pessoa com deficiência

No século XIX, a questão da deficiência surge de maneira mais recorrente devido aos conflitos militares em que o Brasil se envolveu e que deixaram muitos militares com variados tipos de incapacidade física e sensorial. Foi então inaugurado no Rio de Janeiro, em 29 de julho de 1868, o “Asilo dos Inválidos da Pátria”, onde
seriam recolhidos e tratados os soldados na velhice ou os mutilados de guerra, além de ministrar a educação aos órfãos e filhos de militares (Figueira, 2008, p. 63. citado por GARCIA, 2011).
Apesar da intenção de cunho humanitário, a história registra um quadro de precariedade severa no funcionamento dessa instituição, mesmo assim, e talvez com alguma melhoria, o “Asilo Inválidos da Pátria” continuou com as atividades por 107 anos, sendo fechado somente em 1976.
O avanço da medicina no século XX representou uma atenção maior em relação aos deficientes. Havia uma clara associação entre deficiência e a área médica com a criação de hospitais-escolas, que funcionam até hoje, para a reabilitação e tratamento das pessoas com deficiência. Ainda no inicio do século XIX, com a criação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos (1854), era explicita a relação entre doença e deficiência, que permanece até hoje (onde pesa a luta do movimento organizado pelas pessoas com deficiência a partir de 1981 pelo chamado “modelo social” para tratar dessa questão, em contra partida ao modelo médico-clínico).
O grau de desconhecimento da sociedade sobre as deficiências e suas potencialidades, no entanto, permaneceu alto pelo menos até a primeira metade do século XX, o que se registra pela grande quantidade de deficientes mentais tratados como doentes mentais.

3.5 Lei de Cotas e mercado de trabalho

A lei 8.213/91, conhecida como lei das cotas de deficientes, conseguiu aumentar a participação de pessoas com deficiências no mercado de trabalho, todavia, esta participação ainda é tímida, apenas cerca de 4,6% das vagas encontram-se ocupadas
E não é só a lei 8.213/91 que busca a diminuição dos tratamentos discriminatórios às pessoas deficientes no mercado de trabalho, hoje no Brasil existem normas constitucionais tratando do tema, entre elas podemos elencar o artigo 7º, inciso XXXI que garante proibição de desigualdade salarial quanto ao trabalhador com deficiência.
Observa-se que passados mais de 20 anos de vigência da lei 8.213/91, muitos empregadores ainda sofrem autuação pelo Ministério Público do Trabalho por não preencherem o mínimo necessário de contratação de pessoal com deficiência e os trabalhadores com deficiência, por outro lado, não têm suas formações levadas em conta na hora de uma contratação.
A Lei de Cotas não vem sendo usado pelos empregadores como deveria, em muitos casos as empresas contratam o trabalhador para alcançar a quantidade exigida de pessoas com deficiência numa empresa, mas não direcionam o empregado para a sua função de formação.

3.6 Políticas Nacional de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência

Essa política é voltada para a inclusão das pessoas com deficiência em toda a rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), caracteriza-se por reconhecer a necessidade de implementar o processo de respostas às complexas questões que envolvem a atenção à saúde das pessoas com deficiência no Brasil.

Entre as diretrizes dessa política pública está a “Atenção Integral à Saúde”, que visa assegurar o direito da pessoa com deficiência atendimento na rede pública de saúde pelo SUS (sistema único de saúde), desde os Postos de Saúde e Unidades de Saúde da Família até os serviços de reabilitação e hospitais,
Mas, o que se vê atualmente no sistema público de saúde brasileiro é uma alta incidência de negligência principalmente em relação à saúde da mulher com deficiência. Há muita reclamação por parte do público feminino com deficiência em relação à ausência de aparelhos acessíveis para a realização de exames importantes para a prevenção de doenças que atingem a saúde da mulher como também a ausência de tradutores de libras.

3.7 Convenção dos direitos das pessoas com deficiência

A trajetória de quando a pessoa com deficiência era segregada começa a ter fim no ano de 1981, declarado pela ONU como o Ano Internacional da Pessoa Deficiente (AIPD).
A partir daquele ano, o grupo de pessoas com deficiência passou a ter uma postura mais política pelos seus próprios direitos, tendo consciência de si e consequentemente passou a ser notado socialmente, atingindo importantes objetivos ao longo dos anos de militância percorridos até o momento.
A palavra chave do AIPD foi mesmo a “conscientização”, em vista as muitas manifestações para alertar sobre a própria existência e contra a invisibilidade dessas pessoas no meio social.
Esse movimento atinge a legalização da Convenção sobre os Direitos das pessoas com Deficiência (CDPD) pelo Brasil, dando-lhe status de emenda constitucional. A participação ativa dos deficientes na elaboração da Convenção foi fruto de grande fortalecimento desse grupo populacional que sobreviveu e passou a exigir os seus direitos políticos, sociais e econômicos.

3.8 Início do movimento Feminista no mundo e no Brasil

O documentário She Is Beautiful When She’s Angry” (2014), mostra o início da luta das mulheres nos Estados Unidos (EUA) pelo direito ao trabalho, educação, pelo direito ao corpo e por melhores salários, contudo como em tudo o que se refere ao Movimento Feminista, as mulheres com deficiência não são citadas durante todo o filme.
No Brasil, o Movimento Feminista tem início na época da ditadura militar, como citado por Cyntia A. Sarti no artigo “O início do feminismo sob a ditadura no Brasil: o que ficou escondido”
O feminismo no Brasil surge como consequência da resistência das mulheres à ditadura militar, depois da derrota da luta armada e no sentido da elaboração política e pessoal desta derrota (SARTI,1998).
A presença da mulher na luta contra a ditadura militar significava não apenas se levantar contra a ordem política vigente, mas também uma profunda rebeldia com o que era designado à época para a mulher. Sem uma proposta feminista definida, as militantes se opunham ao lugar tradicionalmente atribuído à mulher ao assumirem um comportamento sexual que colocavam em questão a virgindade e a instituição do casamento, “comportando-se como homens”, pegando em armas com êxito.
Entre os dois períodos ditatoriais vividos pelo Brasil, algumas conquistas se destacam, como: a criação da Fundação das Mulheres do Brasil, aprovação da lei do divórcio, e a criação do Movimento Feminino Pela Anistia no ano de 1975, considerado como o Ano Internacional da Mulher, realizando debates sobre a condição da mulher. Nos anos 80 foi criado o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, que passaria a Secretaria de Estado dos Direitos da Mulher, e passou a ter status ministerial como Secretaria de Política para as Mulheres.
A partir da década de 60, o movimento incorporou questões que necessitam melhoramento até os dias de hoje, entre elas o acesso a métodos contraceptivos, saúde preventiva, igualdade entre homens e mulheres, proteção à mulher contra a violência doméstica, equiparação salarial, apoio em casos de assédio, entre tantos outros temas pertinentes à condição da mulher.

3.9 Vertentes do Feminismo

O feminismo ganhou força no Brasil durante o período da ditadura militar, hoje o movimento feminista está mais amplo e se dividiu em várias vertentes dentro de um mesmo movimento.
O feminismo radical nasceu entre os anos 60 e 70, a partir de obras de Shulamith Firestone e Judith Brown. Essa vertente é contra a pornografia e a prostituição. Na visão desse grupo, essas situações exploram o corpo feminino e também existe a problematização da moda e maquiagem.
O feminismo liberal busca assegurar a igualdade entre homens e mulheres na sociedade por meio de reformas políticas legais.
As feministas liberais acreditam que as mulheres podem vencer a desigualdade social, política e econômica gradativamente através de leis mais justas e com cada vez mais representatividade política e social.
O fenômeno Beyoncé e a campanha “#HeForShe”, liderada pela atriz Emma Watson, que visa incorporar os homens à luta por igualdade, são exemplos de feminismo liberal.
O feminismo negro chegou ao Brasil nos anos de 1980, coincidentemente com o fortalecimento do movimento negro no país.
Essa vertente surge a partir da ideia que a mulher negra, por sofrer de dupla opressão, não é representada no movimento feminista. O feminismo negro aborda pautas que geralmente não são debatidas em “outros feminismos”, como a intolerância religiosa, a valorização das religiões de matrizes africanas e a violência contra a juventude negra, no caso do movimento no Brasil.
Audre Lorde, Suely Carneiro e Angela Day são algumas das formuladoras desta corrente do feminismo.
O feminismo interseccional busca contemplar todas as mulheres e conciliar as demandas de gênero com as de outras minorias, considerando classe social, religião, orientação sexual, raça e, teoricamente, a deficiência. Teoricamente, porque com tantas demandas, muitas vezes as mulheres com deficiência acabam silenciadas, mesmo que as outras minorias não percebam, por todas as demandas existentes nessa vertente.

3.10 Movimento Feminista e a mulher com deficiência

Trazendo a discussão de deficiência para a convergência com o gênero, é perceptível que dentro do grupo das pessoas com deficiência estão as mulheres, duplamente atingidas pelos estereótipos e práticas que as discriminam por causa do gênero e da deficiência. Essa junção discriminatória gera uma série de barreiras atitudinais, onde são impostas ideias como: não podem trabalhar, não podem cuidar da casa, são impedidas de vivenciar experiências sexuais e de maternidade, enfrentam dificuldades maiores do que qualquer outra mulher para ingressar no ensino básico, no ensino superior e posteriormente no mercado de trabalho, e quando conseguem serem inseridas no mercado de trabalho essas mulheres são remuneradas de forma incompatível com suas formações profissionais, chegando a receber menos do que uma mulher sem nenhum tipo de deficiência.
Essas opiniões apoiadas em caracterizações de gênero e dos impedimentos ocasionados pela situação de deficiência comprometem o contexto social da vida das mulheres deficientes, fazendo-as se sentirem afastadas e esquecidas perante o olhar julgador da sociedade.
Assim sendo, as mulheres com deficiência têm necessidades iguais às que não convivem com limitações físicas ou sensoriais e, portanto, deveriam estar mais representadas no movimento feminista contemporâneo. Afinal, foram as feministas que começaram a debater sobre a aceitação do corpo feminino em suas mais variadas formas, isso deve incluir até mesmo, e principalmente, a mulher com deficiência, dada toda a sua vulnerabilidade e a dificuldade que essa mulher tem de se encaixar no que é imposto pela sociedade a respeito de um corpo feminino perfeito.
Nesse sentido é imprescindível que a mulher com deficiência seja incluída nesse espaço de luta social que busca a quebra desses paradigmas que atingem todas as mulheres, e a mulher deficiente com muito mais força.
Com o avanço das diversas formas de informação é inegável que esteja acontecendo alguns avanços em relação aos direitos das mulheres com deficiência, como relatam dados das Nações Unidas:
Na condição de indivíduos, estão começando a compartilhar oportunidades iguais com homens na mesma situação que eles [...] estão se fortalecendo e conscientes de seu papel social enquanto mulheres. No que se refere à maternidade, cada dia muito mais mulheres com todos os tipos de deficiências estão experienciando a maternidade
(Nações Unidas, 2008, p.1 citado por de ALMEIDA).
No entanto ainda há muito que melhorar em todos os ambitos para a mulher deficiente para alcançar o que diz o artigo 6° da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada no Brasil pelo decreto n. 6.949/2009,
  1. Os Estados Partes reconhecem que as mulheres e meninas com deficiência estão sujeitas a múltiplas formas de descriminação e, portanto, tomarão medidas para assegurar às mulheres e meninas com deficiência o pleno e igual exercício de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais
  2. Os Estados Partes tomarão todas as medidas apropriadas para assegurar o pleno desenvolvimento, o avanço e o empoderamento das mulheres, a fim de garantir-lhes o exercício e o gozo dos direitos humanos e liberdades fundamentais estabelecidos na presente Convenção (BRASIL,2009 citado por DE ALMEIDA).
Diante de toda a vulnerabilidade e a busca necessária de empoderamento da mulher com deficiência se faz necessária a inclusão dessa mulher no movimento feminista, pois tal movimento tem em sua filosofia os mesmos objetivos de empoderamento feminino e igualdade social, política e econômica.

3.11  Maria da Penha: símbolo da mulher com deficiência

Quando se fala em violência contra a mulher no Brasil, lembramos rapidamente da figura emblemática de Maria da Penha Maia Fernandes, a Maria da Penha, que dá nome à lei n°11.340, de 7 de agosto de 2006, que visa proteger as mulheres da violência sofrida por essa parte da população brasileira.
Maria da Penha sofria agressões constantes do ex-marido e em decorrência disso teve sequelas graves que ocasionaram uma deficiência física, deixando-a numa cadeira de rodas.
Mesmo sendo um símbolo da luta do movimento feminista contemporâneo no Brasil, o fato de Maria da Penha ser, por causa da violência sofrida, uma mulher com deficiência não é devidamente reconhecido pelo movimento feminista, isso acaba de certa forma, colaborando para o silenciamento da mulher com deficiência no movimento feminista e por consequência, muitas vezes, na sociedade.
A Lei Maria da Penha veio também para auxiliar e proteger a mulher deficiente, a mais vulnerável também em relação à violência doméstica, praticada geralmente por parentes próximos e/ou cuidadores.

3.12 Série de reportagem

É uma sequência periódica de reportagens veiculadas em jornais escritos ou televisivos que trata de um assunto em particular durante determinado intervalo de tempo, que pode ser diário, semanal ou mensal.
Jornal - É um meio de comunicação impressa e tem como característica: o uso de "papel de imprensa" - mais barato e de menor qualidade que os utilizados pelas revistas -, as folhas geralmente não são grampeadas, os jornais mais importantes possuem periodicidade diária.

4. METODOLOGIA

4.1 Delineamento da pesquisa

Este trabalho visa fazer uma pesquisa exploratória com mulheres com deficiência e coletivos feministas com o objetivo de buscar uma resposta para a falta de representatividade e inclusão da mulher com deficiência no movimento feminista.

4.2 Universo da pesquisa

Mulheres com deficiência e páginas de coletivos feministas nas redes sociais.

4.3 Procedimentos de coleta e análise de dados

Entrevista jornalística com mulheres com qualquer tipo de deficiência para saber sobre as pautas que elas têm para colocar em discussão nos movimentos feministas e porque precisam ser ouvidas por outras mulheres que já estão inseridas nele.

4.4 Estrutura e composição do produto

Grande reportagem, num suplemento de seis páginas diagramadas e impressas, abordando temas como:
  • Mercado de trabalho
  • Sexualidade
  • Direitos da mulher com deficiência
  • Violência contra a mulher

4.5 Limites e limitações da pesquisaI

A pesquisa tem como objetivo explorar apenas e especificamente o motivo das mulheres com deficiência não estarem incluídas no movimento feminista.
A pesquisa só obteve resposta de um coletivo feminista e dezoito mulheres com deficiências diferentes até o presente momento.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa realizada confirmou a hipótese sobre a invisibilidade das mulheres com deficiência no movimento feminista e constatou que isso se deve à falta de inclusão dessa parcela da população na sociedade.
O estudo mostrou que é importante, para o aperfeiçoamento dos movimentos sociais e para uma sociedade mais justa e inclusiva, ouvir essas mulheres que são um dos grupos mais vulneráveis socialmente, pelo gênero e pela situação de deficiência.
O distanciamento das causas sociais, especialmente da deficiência, é fruto da indiferença da mídia e da sociedade. Por muito tempo essa parcela da sociedade foi marginalizada, tinha que esperar que as outras pessoas fizessem tudo por elas, inclusive ser a voz de suas lutas por direitos. Foram convencidas que não podiam participar ativamente do convívio social, muito menos levantar a voz em movimentos de luta por direitos, como é o caso do movimento feminista. É exatamente por essa postura passiva, cheia de um preconceito histórico da sociedade que temas que vão além da acessibilidade, como a luta das mulheres com algum tipo de deficiência por direitos igualitários, não são postos em discussão pelos meios de comunicação.

6. REFÊRENCIAS

ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Sejamos todos feministas, 2014.
As pessoas com deficiência na história do Brasil. GARCIA, Vinicius Gaspar disponível em < http://www.bengalalegal.com/pcd-brasil > acessado em Maio de 2017.
A. SARTI, Cynthia O início do feminismo sob a ditadura no Brasil: o que ficou escondido. In XXI Congresso Internacional da LASA (Latin American Studies Association), The Palmer House Hilton Hotel, Chicago, Illinois, 24-26 de setembro de 1998. Universidade Federal de São Paulo, Brasil acessado em Maio de 2017. p 3.
BRASIL. Secretária de Direitos Humanos. Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. – Decreto Legislativo nº 186/2008 – Decreto nº 6.949/2009. 4a Edição Revista e Atualizada Brasília 2012.
DE ALMEIDA, Haynara Jocely Lima. Vulnerabilidade de mulheres com deficiência que sofrem violência. 2012. 55f. Monografia (Bacharelado em Ciências Sociais). Universidade de Brasília - UNB. Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Serviço Social.
DE ALMEIDA, Welita Gomes. GÊNERO E DEFICIÊNCIA: A EXCLUSÃO SOCIAL DE MULHERES DEFICIENTES. In II Seminário Nacional de Gêneros e Práticas Culturais. Culturas, leituras e representações, 2009, Paraíba. Universidade Federal da Paraíba – UFPB.
DINIZDebora. Modelo Social Da Deficiência: a crítica feminista. In VII Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em julho de 2003, Brasília. Universidade de Brasília- UNB.
DE ALMEIDA, Haynara Jocely Lima. Vulnerabilidade de mulheres com deficiência que sofrem violência. 2012. 55f. Monografia (Bacharelado em Ciências Sociais). Universidade de Brasília - UNB. Instituto de Ciências Humanas, Departamento de Serviço Social.
SOUZA, Jorge Pedro. Elementos de Jornalismo Impresso, Porto 2001.
DORE, Mary. KENNEDY, Nancy. She’s beautiful when she’s angry, Salt Lake City, 2014.
Sarah Gavron. As Sufragistas, 2015.

Publicado por: Natália Rosa

FONTE: 
https://monografias.brasilescola.uol.com.br/comunicacao-marketing/a-invisibilidade-mulher-com-deficiencia-no-movimento-feminista.htm


sábado, 27 de outubro de 2018

Sem mostrar o Lula será que o Haddad é tudo isso que se diz?




Informações de Luca Moreno: 

https://www.facebook.com/lucamorenocps

Assim como fiz com Ciro, fui checar a lista que viralizou dos feitos da gestão do Haddad para saber o que tinha de verdade e o que tinha de mentira de acordo com as mais diversas fontes desde Diário Oficial, a Promessas de Campanha, Cobranças da Oposição e Mídia Tradicional (que a gente sabe que bate no PT, né 🤷), somando 81 textos/sites diferentes. 
Escolham itens para convencer o amigo indeciso. Conversem com os indecisos, pesquisem outras fontes através dos títulos de outras reportagens, perceba se você e a pessoa estão no contexto de algum desses 36 feitos. Não precisamos gritar. Não precisamos aumentar o som, precisamos melhorar a qualidade dos nossos argumentos.

MAS O QUE FERNANDO HADDAD FEZ COMO PREFEITO DE SÃO PAULO?
1- CONSTRUIU 3 UPAS E DEIXOU 12 EM CONSTRUÇÃO, ANTES DE SUA GESTÃO, SÃO PAULO NÃO POSSUÍA NENHUMA;
VERDADE: Mas fica difícil quando a fonte oficial retira a notícia temporariamente do ar. Entre no site da prefeitura de São Paulo e faça a Busca por UPA, você verá os títulos com datas de 2014/15/16, mas quando tenta ler, a matéria não está disponível (http://www.capital.sp.gov.br/@@busca…).

Mas existem outras fontes:

Primeira UPA: http://www.brasil.gov.br/…/primeira-upa-24-horas-da-capital… publicado em 14/04/2014 



Esse site de 2014, faz um mapeamento colaborativo do balanço dos primeiros 18 meses de mandato de Haddad, e já inclui a primeira UPA. E outros 610274 ações. Sério, vale conferir (http://spressosp.com.br/…/nao-sabe-o-que-haddad-fez-por-sp…/)

2- RECUPEROU MAIS DE R$ 278 MILHÕES DESVIADOS EM ESQUEMAS CORRUPÇÃO PARA O COFRE DA CIDADE;
Os valores divergem, mas são maiores que isso. Esse número foi Haddad quem disse em 2016 (https://istoe.com.br/haddad-diz-que-gestao-foi-a-que-mais-…/)

Mas só da Máfia do ISS, que foi descoberta pela gestão Haddad, imaginava-se uns 500 milhões desviados, porque acreditavam que o período do tombo era de 2008 a 2012 (https://g1.globo.com/…/justica-condena-sete-membros-da-mafi…). 

Mas chega-se a 4 bilhões a entender que o caso vem desde 2005, e só Haddadão combateu (https://folhapolitica.jusbrasil.com.br/…/mafia-do-iss-tera-…).
Tem o caso Malluf com 25 milhões de dólares recuperados (http://agenciabrasil.ebc.com.br/…/prefeitura-recupera-us-25…). E tem outros, mas a lista aqui também é longa.


3- CONSTRUIU 33 HOSPITAIS DIA DA REDE HORA CERTA;

VERDADE. E na verdade foram 35. O site de olho na meta, criado em 2013, previa 32 unidades, e entregaram 35 até dezembro 2016 (https://2013.deolhonasmetas.org.br/goal/20)
A última inaugurada na gestão Haddad é a Butantã, e todas as outras estão listadas aí no site de cima

4- CONSTRUIU 3 HOSPITAIS GERAIS;
PARCIALMENTE VERDADE. As obras finais do terceiro hospital foram suspensas por orçamento no final de 2016. Digamos que cumpriu 75% da meta. (https://2013.deolhonasmetas.org.br/goal/22)
5- CONSTRUIU MAIS DE 400 CRECHES, A PONTO DE QUASE ZERAR A FILA DE ESPERA;
VERDADE PARCIAL. Foram 425 unidades. 
Achei sites do PSDB falando que seriam menos, porque esse número levaria em consideração as terceirizadas em serviço da prefeitura. Mas a fonte que resolvi trazer fala de forma imparcial o número de 394 creches em agosto de 2016. (https://noticias.uol.com.br/…/nao-e-bem-assim-veja-os-erros… publicado em 23/08). Mas quase zerar a fila é pedir demais. É verdade que a taxa de natalidade vem caindo desde os anos 80... 

O estado de São Paulo tinha em 2016 uma média de 1,7 filhos por mulher, enquanto a capital tem média de 1,8 (e alguns bairros, como o Brás, chegam a média de 2,9 filho por mulher) (http://g1.globo.com/…/mulheres-de-sao-paulo-tem-em-media-18…publicado 27/06/2016). 

É preciso fazer uma projeção maior para abranger a demanda de alunos no ensino infantil. O número, apesar de "alto", ainda é insuficiente. E essa insuficiência atinge em cheio as mães que não podem trabalhar, ou acabam levando crianças para o serviço, que não é o local correto de estarem. 

Preciso também ser justo, e dizer que vi reclamações de mães sobre as condições de algumas unidades, e sei que são verdadeiras as reivindicações delas. E não vi pais nos fóruns... Todos cometários que eu vi, sejam elogios ou críticas, vinham de mulheres. (Que fique claro que isso não eh uma "verdade" sexista, e sim uma constatação da minha pesquisa com as fontes que eu li).

6- CONSTRUIU UNIVERSIDADE NOS CEUs COM O UniCEU;
VERDADE
A iniciativa oferece vagas em cursos de Química, Pedagogia, Matemática, Português, Educação Física, Engenharia da Produção, Gestão em Saúde, Enfermagem, Biologia, Engenharia da Computação, e podem ser conferidos no site da Secretaria Municipal de Educação (http://portal.sme.prefeitura.sp.gov.br/…/Cursos-em-Andamento)

Já o Decreto que Haddad assinou em 17 de março e foi publicado no meu aniversário de 30 anos no Diário Oficial, você pode ler aqui:

7- CRIOU UM ÓRGÃO DE AUDITORIA INDEPENDENTE;
VERDADE 
Em 2013 o Haddad criou a Controladoria Geral do Município para combater a Corrupção (como no caso do ISS). O órgão era autônomo e independente para poder investigar qualquer pessoa da gestão pública. Em 2017 o Dória começou a desmontar CGM, e tirou poderes do órgão. Só que agora em 2018, o Doriana saiu da prefeitura e o Bruno Covas devolveu à CGM as regras na forma que foram criadas em 2013, pelo Haddad 
(https://sao-paulo.estadao.com.br/…/geral,covas-devolve-auto… essa é um publicação de 2018, mas vale pelo resumo e pelo histórico contra Dória).

8- DEU PASSE LIVRE A 700 MIL ESTUDANTES;
VERDADE
O benefício do Passe Livre foi concedido em fevereiro de 2015 pela gestão de Fernando Haddad (PT). Estudantes dos ensinos fundamental e médio matriculados na rede pública e estudantes de universidades públicas com renda familiar per capita menor que um salário mínimo e meio (valor nacional) têm direito ao benefício. Mas o Dória também estragou isso 

9- REDUZIU A DÍVIDA DO MUNICÍPIO PARA MENOS DA METADE, SENDO O PRIMEIRO PREFEITO DA HISTÓRIA DA CIDADE A ENTREGAR UMA DÍVIDA MENOR DO QUE RECEBEU.
VERDADE
De 79 bilhões para o Estado, passamos a dever 29 para a união. Ele renegociou a dívida exigindo quebra dos juros. 

Haddadão comprou briga até com a Dilma para São Paulo caminhar. http://g1.globo.com/…/haddad-vai-justica-para-obrigar-gover… (24/04/2015).

10- LEVOU A VIRADA CULTURAL PARA PERIFERIA;
VERDADE. Entre CEUs, Ruas Abertas e Centros Comunitários, a população teve arte, cultura e lazer, até que em 2017 o Dória achou melhor que o povo se deslocasse até o Centro e mudou tudo de novo.

11- AUMENTOU O PISO SALARIAL DOS PROFESSORES;
VERDADE, mas não fez mais que a obrigação.
Serra entregou a prefeitura com 2600 de piso, e Haddad deixou com 3550, uma diferença de 950 reais. Um aumento de 36,5% em 4 anos. 

12- ACABOU COM A MÁFIA DO ISS;
VERDADE
Através da Controladoria Geral do Município, criada pelo próprio Haddad, desmontou e expôs a quadrilha de empresas que agiam com acordo com a prefeitura até 2012, porque 2013 Haddadão assumiu, e a bagunça acabou: https://m.folha.uol.com.br/…/1369376-situacao-era-de-degrad… publicado em 10/11/2013

13- PRIMEIRO PLANO MUNICIPAL DE CULTURA DA CIDADE;
VERDADE
O Decreto assinado por Haddad foi publicado em 30 de novembro de 2016 no Diário Oficial. Essa é a terceira ou quarta ação feita pelo Haddad depois de ter perdido a eleição. Ele continuou trabalhando por São Paulo até o dia que entregou a Prefeitura para o Dória, e depois continuou cobrando com zelo os trabalhos feitos por e que foram sendo destruídos por Dória. 

14- REDUZIU AS MORTES NO TRÂNSITO, COM MEDIDAS COMO A REDUÇÃO DE VELOCIDADE NAS MARGINAIS;
VERDADE
Dados divulgados pela Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) indicam que, na comparação com 2014, o ano passado teve 20,6% menos mortos, o que significa uma diferença de 257 óbitos. Nos 12 meses de 2014, foram registrados 1.249 óbitos no trânsito, contra 992 em 2015. 

A Prefeitura atribui a redução às ações implantadas por meio do Programa de Proteção à Vida (PPV), que desenvolveu ações como diminuição da velocidade permitida em várias avenidas, iluminação e revitalização de faixas de pedestres, além da implantação das ciclofaixas, que chegaram a 385,4 quilômetros em toda a cidade.

Sem contar que a Marginal Tietê ficou DEZENOVE MESES sem vítima fatal por atropelamento depois que Radard diminuiu a velocidade da via. https://m.folha.uol.com.br/…/1843631-marginal-tiete-complet…

15- MAIS DE 140 PRAÇAS COM Wi-fi;
VERDADE por perspectiva. 
Encontrei reportagens de abril de 2015 falando em 120 pontos de acesso a Wi-Fi livre. Não vi nenhuma falando em 140. A primeira é de 2013. http://g1.globo.com/…/haddad-entrega-120-pracas-com-wi-fi-e…

16- APROVOU O PLANO DIRETOR, PREMIADO INTERNACIONALMENTE E ELOGIADO PELA ONU;
VERDADE
Depois de analisar 146 candidaturas de 16 países, o comitê de avaliação da Convocação Pública de Práticas Inovadoras da Nova Agenda Urbana selecionou quatro projetos vencedores de Brasil, Costa Rica, Equador e Porto Rico.

Segundo o ONU-Habitat, o plano foi contemplado por seu propósito de “tornar a cidade mais humana, moderna e equilibrada, através do emprego e da moradia, para enfrentar as desigualdades socioterritoriais”. 
São informações da própria Organização das Nações Unidas https://nacoesunidas.org/plano-diretor-da-cidade-de-sao-…/…/

17- CONSTRUIU MAIS DE 400KM DE CORREDORES E FAIXAS DE ÔNIBUS;
VERDADE
Mas ficou mal informado:
Ele prometeu 150 km de faixas e 150 de corredores. Entregou 400 de faixas e metade da meta de corredores. 

18- ENTREGOU 400KM DE CICLOVIAS;
VERDADE
Prometeu e cumpriu a meta em 100%. E depois a meta foi destruída por Dória. https://2013.deolhonasmetas.org.br/goal/97

19- CENTENAS DE ÔNIBUS COM WIFI, AR-CONDICIONADO, CARREGADOR DE CELULAR E DE BILHETE ÚNICO;
VERDADE
São centenas mesmo: 804 ônibus com Wi-Fi 
344 que carregam bilhete único.

Mas a frota tem mais de 15 mil ônibus. Só não podemos cobrar mais, porque o projeto do segundo semestre de 2015 não estava entre as promessas e metas de campanha de quando ganhou a eleição.

20- BILHETE ÚNICO MENSAL;
VERDADE
O Bilhete Único Mensal quando lançado tinha custo de 140 reais, quando a passagem de ônibus e metrôs custavam 3 reais cada, e com o mensal tendo integração dos dois serviços por 230. 

Hoje o valor unitário está em 4 reais cada serviço, ou 6,96 a integração de ônibus e metrô, e 307 o mensal. 
Ou seja, um trabalhador que folga uma vez por semana, e usa ônibus e metrô para se deslocar na ida e na volta, gastaria (ele ou o patrão) 400 reais mensais (25 dias pagando 16 reais por dia). No bilhete único integrado, o gasto fica em 348 reais (25 dias gastando quase 14 reais por dia). E com o Bilhete Único Mensal, o valor eh fixo em 307 (economia de 93 reais, quase 25%) e você pode passear na folga, ou estender o rolê nos outros dias, porque as viagens são ilimitadas.

21- SANCIONOU A LEI QUE OBRIGA A INCLUSÃO DE ALIMENTAÇÃO ORGÂNICA NAS MERENDAS DAS ESCOLAS MUNICIPAIS;
VERDADE 
Realmente a lei LEI Nº 16.140, DE 17 DE MARÇO DE 2015 foi sancionada (aprovada/assinada) por Haddad, mas o Projeto de Lei Nº 451/13, é dos vereadores 
Natalini (PV) Ricardo Young (PPS), Nabil 
Bonduki (PT), Goulart (PSD), Dalton Silvano 
(PV) e Toninho Vespoli (PSOL), assim como mostra o diário oficial: https://www.google.com.br/url… mas o projeto tem ligação direta com o Projeto Premiado de Haddad, chamado Ligue os pontos, onde a ação tem como objetivo facilitar e ampliar a distribuição do alimento produzido pela agricultura familiar até a mesa das crianças nas escolas, por exemplo.

“O projeto apresentado por São Paulo busca multiplicar por três vezes a renda de famílias em situação de grande vulnerabilidade social, inserindo-os na cadeia produtiva agrícola de uma metrópole com 22 milhões de habitantes”

22- INSTALOU FAB LABS NA CIDADE, OFERECENDO À POPULAÇÃO ACESSO A COMPUTADORES COM INTERNET E IMPRESSORAS 3D, ALÉM DE PROFESSORES PARA ENSINAR COMO OPERAR OS EQUIPAMENTOS.
VERDADE
O projeto foi criado por Haddad: "Aqui será possível fazer desde um game até o protótipo de uma cadeira ou abajur. Nenhum município brasileiro tem Fab Labs como os que estamos inaugurando”, afirmou o prefeito Fernando Haddad.

Os Fab Labs são espaços de produção colaborativa e aprendizado interdisciplinar, que tem como principal público-alvo os estudantes. No local, os jovens terão acesso a impressoras 3D, cortadora laser, software de modelagem e animação para programação em computadores, fresadoras e equipamentos de eletrônica, entre outros recursos utilizados na cultura maker.

E O QUE FERNANDO HADDAD FEZ COMO MINISTRO DA EDUCAÇÃO?
23- CRIOU O PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS (ProUni), DEMOCRATIZANDO O ACESSO À UNIVERSIDADE PARA ESTUDANTES DE BAIXA RENDA E INSERIU MAIS DE 1,5 MILHÃO DE JOVENS NO ENSINO SUPERIOR;
VERDADE
Mas como ele pode ser o "Pai do ProUni, sendo que a Lei nº 11.096/2005 foi assinada pelo Lula em janeiro e Haddad só virou Ministro da Educação no final de julho? É que "Haddad anteriormente era secretário-executivo da pasta e foi responsável pela implementação do Prouni (Programa Universidade para Todos), um dos maiores projetos de visibilidade do ministério, cujo objetivo é conceder bolsas de estudo para alunos carentes em universidades particulares." https://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0105200621.htm publicado em 01/05/2006

E na verdade o número é maior. São 2,5 milhões de bolsas desde a criação do programa (http://portal.mec.gov.br/…/65461-mec-libera-sistema-para-co… publicado em 20 de junho de 2018).

24- FORTALECEU O FUNDO DE FINANCIAMENTO ESTUDANTIL (FIES);
VERDADE
Essa amam falar que é mentira por puro desencontro de informações.
Acontece que existia um Crédito Educativo criado pelo Regime Militar em 1976, outro Crédito Estudantil assinado por Collor (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8436.htm25/06/1992) e por fim o FIES criado no governo Fernando Henrique em 1999 e transformado em lei em 2001 

Mas todos esses créditos tinham ou Juros demais, ou tempo de carência de menos, ou não cobriam 100% da mensalidade. 
Com as mudanças de Haddad em 2010, a prioridade de 100% passa a existir para os mais pobres. O prazo de carência passa a ser de 18 meses, o tempo de quitação da dívida passa a ser de três vezes o tempo do curso mais um ano, e a necessidade do fiador foi extinta para os que têm renda per capita de até um salário mínimo e meio, para os que cursarem licenciaturas e para quem tem bolsa parcial do Governo. (http://g1.globo.com/…/governo-lanca-fundo-que-permite-contr… 20/10/2010). 

Tudo isso fez o FIES crescer como nunca "na hisfória desfi paif".
Número de vagas do Crédito Estudantil assinado por Collor antes de FHC mexer no financiamento:
• 32.496 estudantes em 1995; 
• 11.374 estudantes em 1996; 
• 29.303 estudantes em 1997; 
• não houve processo seletivo em 1998.
Número de vagas com o FIES de FHC: 
• 80.102 estudantes em 1999; 
• 44.447 estudantes em 2000; 
• 50.410 estudantes em 2001. (https://www.google.com.br/url… publicado em 2001).
Número de vagas depois que Haddad mexeu no FIES:
• 76.200 estudantes em 2010; 
• 154.300 estudantes em 2011; 
• 377.800 estudantes em 2012; 
• 560.000 estudantes em 2013; 
• 731.000 estudantes em 2014; 

A partir daqui tivemos um boom orçamentário e aquela recessão parlamentar imposta pelo pessoal do Jereissati. Abre aspas: "O segundo erro foi votar contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT." (https://www.google.com.br/url… publicado em 13/12/2018)

E essa reportagem faz um comparativo de como o financiamento foi alterado ao longo dos anos, e traz os números citados sobre Haddad). 

25- Criou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para avaliar a qualidade do ensino nas escolas públicas no país;
VERDADE
"Ideb é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), formulado para medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino. Esse órgão é uma autarquia do Ministério da Educação (MEC)." https://todospelaeducacao.org.br/…/perguntas-e-respostas-o-… (publicado em 08/03/2018)

O cálculo foi estabelecido em um Decreto assinado por Lula, então Presidente e Haddad, então Ministro da Educação. O texto fala sobre outras metas da Educação, que incluem a qualidade contrapondo a quantidade nos números do ensino e a valorização do professor, tanto em valores éticos, quanto em valores financeiros.

26- FOI APROVADA A LEI Nº 11.738/2008, QUE FIXOU UM PISO SALARIAL PARA TODOS OS PROFESSORES DE ESCOLAS PÚBLICAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA;
VERDADE. 
E esse é bem fácil encontrar a fonte, porque já está no enunciado: http://www.planalto.gov.br/…/_ato2007-2…/2008/lei/l11738.htm 16/07/2008).

Os valores aumentaram, mas continuam baixos em comparação com outras formações superiores. Poderiam dar a desculpa de mercado saturado, mas na verdade, o ministro e o governo federal encontraram resistência de prefeitos de centenas de cidades e de 5 governadores da época (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará) que alegavam não conseguirem pagar o valor para seus funcionários, e que a medida era inconstitucional. Posso com isso? http://www.brasil.gov.br/…/prefeitos-reclamam-do-impacto-da… (publicado em 11/05/2011)

Em 2009, quando a Lei do Piso entrou em vigor, o pagamento mínimo para professores passou de R$ 950 para R$ 1.024,67, em 2010, e chegou a R$ 1.187,14 em 2011. No ano seguinte, o piso passou a ser R$ 1.451. Em 2013, subiu para R$ 1.567 e, em 2014, foi reajustado para R$ 1.697. Em 2015, o valor era R$ R$ 1.917,78. Na série histórica, o maior reajuste do piso foi registrado em 2012, com 22,22%. No ano de 2016, o reajuste foi de 11,36%. (http://oincrivelze.com.br/…/veja-os-valores-do-piso-salari…/ 12/01/2017).

27- EXPANDIU E INTERIORIZOU O ENSINO SUPERIOR;
VERDADE
"Foram 126 campi universitários fora dos grandes centros, que se somam aos 214 novos de institutos federais, formando uma rede consistente no interior do país” disse Haddad em 2010 nas fontes oficiais do governo. Ele completa que "Os investimentos do Ministério da Educação cumprem o disposto na Constituição de 1988, que determinou a interiorização da educação". 

Na verdade a Constituição pedia força total nesse sentido nos 10 primeiros anos após sua publicação, mas como vimos, eles entenderam que era para começar a contar vinte anos depois de assinada 

28- CRIOU 18 NOVAS UNIVERSIDADES FEDERAIS;
VERDADE PARCIAL 
Nesse item, algumas faculdades foram criadas depois do período de Haddad no Ministério, e duas antes dele assumir.

1- Universidade Federal do ABC UFABC - Fundação 26 de julho de 2005 (13 anos)

2- Universidade Federal de Ciências da Saúde de PA (FUFCSPA) fundada como faculdade em 1953 e tendo apenas o curso de medicina até 2003, viu seu leque aumentar, assim como as pesquisas e projetos de saúde. O investimento federal a transformou de Faculdade em Universidade no ano de 2008, dentro da gestão do Haddad. 

3- Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL) Fundada como Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas 03 de abril de 1914 (104 anos), virou Centro Universitário em 1999 com os curso de Ciências e Nutrição. Só em 2005 virou Universidade Federal com cursos diversos de licenciatura e bacharelado em exatas, humanas e biológicas. E aumento expressivo de Doutores entre 2010 e 2012.

4- Universidade Federal do Triângulo Mineiro UFTM Fundação 27 de abril de 1953 (65 anos) com Faculdade de Medicina, e transformada por Decreto em 2005 em Universidade Federal, abrangendo cursos nas mais diversas áreas de conhecimento.

5- Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) Fundação em 30 de setembro de 1953 como Faculdade de Odontologia de Diamantina e transformada por lei federal (11.173/2005) em
6 de setembro de 2005 em Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, incluindo 33 cursos mantidos pelo MEC.

6-Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) A Escola Superior de Agronomia teve sua fundação em 1967 (ESAM) e em
2005 foi transformada em UFERSA pela lei 11.155, incluindo algumas dezenas de cursos de Ciências Agrária, Biológicas, Exatas e Humanas. 

7- Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Fundação em 23 de setembro de 1909 como Escola de Aprendizes, transformada em Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná (Cefet-PR) em 1978 e enfim, em 7 de outubro de 2005 em Universidade Federal com 13 campus distribuídos em várias cidades do interior do Estado, incluindo Pato Branco, daí.

8- Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) - Fundação em 1 de agosto de 2005 (13 anos). 

9-Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Fundação em 3 de julho de 2006 (12 anos). O local já foi espaço da Escola de Agronomia da Universidade Federal da Bahia, e hoje é o campus central de outros 5 espalhados pelo Recôncavo Baiano.

10-Universidade Federal do Tocantins (UFT) o local que já foi Faculdade Estadual de Goiás, se tornou Universidade por lei em 2000, e passou a montar o quadro de professores apenas em 2003. Já no primeiro vestibular, em 2004, estipulou cotas para indígenas, sendo pioneira nesse forma de seleção. Hoje são mais de 50 cursos espalhados em 7 campus pelo estado de Tocantins.

11- Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) Criada em 2006, foi estabelecida pela Lei 11.640 só em 11 de janeiro de 2008.

Antes disso funcionava como apenas "braço" de outras duas universidades do Rio Grande do Sul (Pelotas e Santa Maria).

12-Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
Encontrei esta em uma lista como se fosse obra do PT, mas apesar de começar as atividades em 2004, foi criada por lei em 2002. De qualquer forma, a deixo aqui por critério de curiosidade, já que ela tem 10 campus espalhados em 3 estados diferentes! (E isso sim aconteceu depois de 2004).

13-Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), Fundação em 12 de janeiro de 2010 na fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai. Olha a URSAL aí gente! (contém ironia... já aviso, porque, vai saber, né...)

14- Universidade Federal da Integração Luso-Afro-Brasileira (UNILAB), fundação em 20 de julho de 2010, pela lei 12.289 

15- Universidade Federal do Cariri (UFCA), fundação em 5 de junho de 2013, pela lei 12.826, sendo desmembrada da UFC para depois contar com 5 campus.

16-Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA).
Fundação em 15 de outubro de 1971 (47 anos) como CAUSP, que era um Campus Avançado da USP. Sim, da USP de São Paulo mesmo. Em 1988 se tornou um Campus da UFPA (CAMAR) e só em
5 de junho de 2013 (5 anos atrás) se tornou UNIFESSPA pela lei 12.824 

17- Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), Fundação em 5 de junho de 2013 pela lei 12.825, após desmembramento da UFBA, contando com 5 campus atualmente.

18- Universidade Federal do Sul da Bahia (UFESBA), fundada em agosto de 2011, pela lei 12.818, contando com 3 campus.

29- CRIOU 173 CAMPUS UNIVERSITÁRIOS;
VERDADE
Mas é difícil checar os valores exatos, pois a maioria das fontes contam os períodos por Governos (Lula e Dilma).
Como vemos aqui http://reuni.mec.gov.br/expansao (publicado em 2010) e aqui o mesmo fatiamento até 2012 (https://www.google.com.br/url…).
Fontes partidárias falam nesse valores exatos, mas não quero usar referência de sites ligados a partidos.

30- CRIOU 360 UNIDADES DOS INSTITUTOS FEDERAIS;
VERDADE por projeção (foram 500 dentro dos governos Dilma e Lula, eu teria que puxar uma por uma como fiz com as faculdades, e isso sério desgastante demais. Então aceitamos a projeção).

"De 1909 a 2002, foram construídas 140 escolas técnicas no país. Entre 2003 e 2016, o Ministério da Educação concretizou a construção de mais de 500 novas unidades referentes ao plano de expansão da educação profissional, totalizando 644 campi em funcionamento.
São 38 Institutos Federais presentes em todos estados, oferecendo cursos de qualificação, ensino médio integrado, cursos superiores de tecnologia e licenciaturas. 

Essa Rede ainda é formada por instituições que não aderiram aos Institutos Federais, mas também oferecem educação profissional em todos os níveis. São dois Cefets, 25 escolas vinculadas a Universidades, o Colégio Pedro II e uma Universidade Tecnológica."

31- IMPLEMENTOU O ENEM E POSTERIORMENTE O SISU;
O Enem foi criado em 1998 para medir a qualidade do Ensino Médio. Em 1999 foi usado por 93 cursos superiores em seu processo de seleção. E em 2005 o ProUni passa a utilizar a nota do Enem 2004 para conceder bolsas. Por um longo tempo foi utilizado para validar o Ensino Médio. 

Já o SiSU veio através da Portaria Normativa Nº 2, de 26 de janeiro de 2010:
"Institui e regulamenta o Sistema de Seleção Unificada, sistema informatizado gerenciado pelo Ministério da Educação, para seleção de candidatos a vagas em cursos de graduação disponibilizadas pelas instituições públicas de educação superior dele participantes."

32- EM 10 ANOS, ENTRE 2001 E 2010, O CRESCIMENTO NO NÚMERO DE MATRÍCULAS NO ENSINO SUPERIOR FOI DE 110%;
VERDADE.
Mas o período não abrange apenas a gestão do Haddad (lembrando que estou seguindo uma lista "padrão que viralizou, e não quero mudar os enunciados dos itens.
"Nos últimos 10 anos as matrículas​ dobraram, passando de 3,5 para 7,0 milhões de alunos. No período 2011-2012, as matrículas cresceram 4,4%, sendo 7,0% na rede pública e 3,5% na rede privada. 

As IES privadas têm uma participação de 73,0% no total de matrículas de graduação." As informações são do Censo de Educação Superior 2012, e tem vários gráficos para quem gosta de ver em escalas https://www.google.com.br/url…


33- O NÚMERO DE ALUNOS ENTRE 2003 A 2014 AUMENTOU DE 505 MIL PARA 932 MIL;

VERDADE.
O Censo 2014 mostra tabelas e gráficos de simples entendimento sobre esses números. 
Analisando o gráfico, é curioso perceber que as maiores altas vieram na Gestão Haddad (2005-2012), enquanto pouco cresceu entre 2003-2005 e entre 2012-2014.

34- LANÇOU O PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO (PDE), POR MEIO DO PDE, HOUVE A EXPANSÃO DE CRECHES, PRÉ-ESCOLAS E ESCOLAS TÉCNICAS;
VERDADE
O PDE foi lançado em conjunto com o Plano Metas Compromisso Todos pela Educação, instituído pelo Decreto Lei nº 6.094.
O PDE abrangia também o Proinfância 

Como vemos nesse PDF https://www.google.com.br/url… 
e podemos ter uma ideia geral nesse link:

35- Pelo PDE, houve a ampliação do número de vagas nas universidades federais e a formação de mestres e doutores, atingindo a marca 11 mil doutores formados e 30 mil mestres;
Esses números foi o próprio ex Ministro quem disse ainda em 2009.

Mas os números corretos na época são de 11.384 Doutores e 38.825 Mestres. 
Se chegarmos a 2012, quando ele saiu do Ministério, temos 13902 Doutores e 46962 Mestres. 
Fonte: Coleta Capes 1996-2012 e Plataforma Sucupira 2013-2014 (Capes, MEC). Elaboração CGEE, disponível em https://www.google.com.br/url…

36- No que se refere ao analfabetismo, houve queda de 11% para 8,6% entre 2005 e 2011.
Segundo informações do Senado em 2014, em 2005 o analfabetismo atingia 11,1% da população, e em 2011, os exatos 8,6% mencionados. 

Os 3 estados com as menores taxas​ de analfabetismo se encontram na região norte. E entre os três com maiores números, temos dois do sudeste e um nordeste.
Todas essas informações você encontra nesse PDF de março de 2014:


O ANTIPETISMO NÃO É JUSTIFICAVA PARA DESMERECER O TRABALHO DO FERNANDO HADDAD.



Paulistas, pelamordedeus, chega de PSDB no Governo. E entendam que, por exemplo, polícia militar/segurança e Ensino Médio/condições para gerar qualidade de ensino dos nossos jovens, são obrigações do governo do Estado, e aqui NUNCA teve PT pra gente jogar a culpa 🤷🏽‍♂️ 

Aqui nós tivemos 17 anos de Governadores do Regime Militar, 11 anos de governo do PMDB, e 24 anos de governo do PSDB. Aí, pra ajudar, a gente elege Tiriricas da vida, que levam mais uns 4 ou 5 desconhecidos junto para a Câmara Federal e para Assembleia Legislativa, e depois queremos culpar os outros pelas nossas péssimas escolhas...

Dorianão. Dória não é nem cremoso. Já cagou na cidade de São Paulo e pode cagar muito mais no Estado. O bicho é perigoso e marketeiro. Todos que conhecem de perto, desaprovam (na verdade o amam de paixão por alguns meses, mas como o Dória é uma coisa tóxica, ninguém fica perto por muito tempo).

Ele é reprovado pelo próprio partido. Ele é reprovado pelo ex-vice e atual prefeito, Bruno Covas, que já deu umas canetadas para voltar São Paulo para alguns moldes do Haddad (procure sobre Controladoria Geral do Município + Bruno Covas no Google, ou veja o link no final do texto). 

Ele é reprovado e desmascarado pelo atual governador, que foi vice do Alckmin (sim amiguinho de fora, nós sim estamos declarando apoio crítico ao Márcio France). Ele é reprovado até no teste de fidelidade do programa daquele cara da RedeTv (e ainda expôs a esposa nesse papelão todo). Ele está falando que o Bolsonaro é a favor dele, e tem vídeo do candidato desmentindo. O Senador eleito pelo candidato do partido também declara repúdio ao Dória. Todo mundo que conheceu, quer distância. 

Dória não, pelamordedeus! Se não gosta do França, tampe o nariz, aperte o 40, lave a mão, finja que votou branco, e comemore a saída do "gestor" da vida política por pelo menos dois anos 🙏
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24/08/2018 
O prefeito Bruno Covas (PSDB) decidiu desfazer uma medida polêmica de seu antecessor, João Doria (PSDB), e devolver à Controladoria-Geral do Município (CGM) o status de órgão independente, que responde diretamente ao prefeito. A CGM tem o objetivo de apurar e corrigir irregularidades administrativas e combater a corrupção.


Em publicação prevista para o Diário Oficial da Cidade desta sexta-feira, 24, Covas também veta alterações no órgão aprovadas posteriormente pela Câmara. As mudanças previam que, para investigar algum servidor da administração municipal, a CGM teria de informar o secretário da pasta à qual esse funcionário estava vinculado.

As mudanças estão na reforma administrativa da Prefeitura, que Covas teve de mandar para o Legislativo. Doria havia feito mudanças na Prefeitura quando assumiu, em 2017, unindo secretarias e mudando algumas nomenclaturas. Como fez a reforma por decreto, foi considerada irregular pelos próprios procuradores do Município.

Uma das mudanças era a vinculação da CGM à Secretaria de Justiça, o que ativistas pela transparência pública consideraram uma perda de independência do órgão. Doria sempre negou a possibilidade. A CGM agora voltar às regras de quando foi criada, em 2013, na gestão Fernando Haddad (PT).

Outra mudança prevista é que as 32 Prefeituras Regionais da capital voltem a se chamar subprefeituras.